sábado, 12 de novembro de 2016

TRIBUNA DA INTERNET

Presidente do PT não comenta propinas de Lula e mantém reunião do Diretório

Resultado de imagem para Rui falcao na reunião do diretorio
Lula e Rui Falcão não sabem o que fazer nem o que dizer
Deu no Correio Braziliense

(
Agência Estado)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também chegou para o encontro do Diretório Nacional do PT, no segundo dia da reunião do Diretório Nacional do PT, que está sendo realizada em um hotel na capital paulista. A missão dele é integrar as forças do partido para definir uma forma de eleição de delegados para o Congresso Nacional do PT, que vai eleger a nova direção petista.
O presidente nacional da legenda, Rui Falcão, chegou acompanhado dos deputados federais Enio Verri (PT-PR) e José Guimarães (PT-CE). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também chegou cedo para o encontro, iniciado nesta manhã.
Rui Falcão vai dar uma entrevista coletiva após o término do encontro, previsto para às 16 horas. Na chegada, ele não quis comentar a reportagem da revista IstoÉ, que revela que o ex-presidente petista teria recebido dinheiro em espécie da empreiteira Odebrecht, segundo delação premiada do ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht, negociada no âmbito da Operação Lava-Jato.
UNIR O PARTIDO – A missão de Lula e da direção é integrar as forças do partido para definir uma forma de eleição de delegados para o Congresso Nacional do PT, que vai eleger a nova direção petista. Na quinta-feira (10/11) não houve consenso sobre a forma de escolha dos delegados e o formato de eleição da executiva.
Concordando com a eleição indireta através de delegados escolhidos nos municípios, os grupos se dividem entre a indicação dos delegados diretamente pelos diretórios municipais e a eleição via congressos municipais e estaduais.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Nada disso tem importância. O que interessa, de fato, é a revelação do empresário Marcelo Odebrecht, que vai destruir o que ainda resta do espólio político de Lula e do PT. Como se sabe, dos 71 parlamentares federais do partido (59 deputados e 12 senadores), pelo menos 40 já decidiram abandonar a legenda e estão à  procura de alternativas para se candidatarem à reeleição em 2018, e essas opções variam dependendo do Estado. No final da tarde, Falcão vai dar coletiva, tentará falar sobre os resultados da reunião (que são inexistentes), mas os repórteres só vão querer saber sobre a resposta de Lula a Marcelo Odebercht (que também poderá ser inexistente). (C.N.)

Marcelo Odebrecht revela que propinas de Lula eram entregues em dinheiro vivo

Débora Bergamasco, Mário Simas Filho e Sérgio Pardellas

IstoÉ
Nos últimos meses, o ex-presidente Lula foi emparedado pela Lava Jato. Virou reú três vezes por práticas nada republicanas: obstrução de Justiça, ocultação de patrimônio — ao omitir um tríplex no Guarujá —, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, organização criminosa e tráfico de influência no BNDES, em razão do esquema envolvendo a contratação de seu sobrinho Taiguara Rodrigues dos Santos. Ou seja, já há uma fartura de provas contra o petista, ao contrário do que costuma alardear sua defesa.
Nada, no entanto, pode ser mais categórico e definitivo como conceito de corrupção, na acepção da palavra, do que o recebimento de pagamentos de propina em dinheiro vivo. Por isso, o que se revela agora acrescenta um ingrediente potencialmente devastador para o ex-presidente.
Em delação premiada, Marcelo Odebrecht diz que fez pagamentos ao ex-presidente Lula em espécie. Os recursos em dinheiro vivo faziam parte do montante de aproximadamente R$ 8 milhões, destinados ao petista pela empreiteira baiana.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como era esperado, a delação de Marcelo Odebrecht e de dezenas de executivos da empreiteira, além do patrono Emilio Odebrecht, vai implodir o mundo político. Esta revelação da IstoÉ sobre o ex-presidente Lula da Silva significa apenas a ponta do gigantesco iceberg que vai afundar a atual tripulação do Titanic brasileiro. Na lista da Odebrecht está inscritos 316 nomes, entre parlamentares, governantes e autoridades que se venderam por 30 dinheiros, como se dizia antigamente. Todos estão em pânico, especialmente os ocupantes do Palácio do Planalto, hoje habitados pelos caciques do PMDB – todos ele, sem exceção, com mestrado, doutorado e pós-graduação em atividades corruptas. (C.N.)

Um país devastado, com a administração pública no caos

Resultado de imagem para estados em crisecharges
Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Sebastião Nery
Em 1953, Getúlio Vargas era presidente da República. Jânio Quadros, prefeito de São Paulo; Carvalho Pinto, secretário da Fazenda de São Paulo; Coriolano Góes, diretor geral da Cexim (Carteira de Exportação e Importação do Banco do Brasil). Uma tarde, aparecem no gabinete do diretor da Cexim, no Rio, Jânio Quadros e Carvalho Pinto. Precisavam de uma audiência urgente para uma licença especial do governo federal para importar da Alemanha peças para os ônibus da CMTC, a empresa municipal de ônibus. O chefe de gabinete, Virgilio de Góes, filho do diretor, lhes diz que o pai não costumava receber ninguém à tarde, mas que, evidentemente, tratando-se do prefeito de São Paulo, a exceção era normal.
Jânio entrou no gabinete, ficou duas horas, saiu sorrindo, chamou Virgílio, pegou-lhe as duas mãos, encostou-as ao peito, entortou os olhos, revirou os ombros, dobrou as canelas e lhe disse pateticamente:
– “Meu jovem, devo-lhe a salvação da CMTC”.
– “Nada disso, prefeito. É apenas dever do governo federal ajudar a Prefeitura de São Paulo”.
– “Quero que me diga, qualquer dia em que precisar de alguma coisa, o que deseja, fa-lo-ei imediatamente”.
– “Muito obrigado”.
Janio foi saindo, voltou-se sobre os calcanhares retorcidos: – “Aliás, nem precisa telefonar. Pense, apenas pense, que eu atenderei”. E sumiu.
PEDINDO SOCORRO – Hoje já não se fazem Jânios como antigamente. Prefeitos e governadores estão em tais dificuldades que vivem de pires na mão pedindo socorro ao governo federal, que, também no sufoco, não pode atender.
Administrar a folha de pagamento dos Estados vem sendo a prioridade dos atuais governadores. A crise estrutural nas finanças públicas estaduais tornou-se um drama nacional. O desequilíbrio fiscal, que atingiu níveis recordes na estrutura do governo federal, estende-se praticamente a todas as unidades federativas. O ciclo de endividamento atingiu o máximo, agravado pelo populismo do mundo político. Os programas fantasias das administrações estaduais não resistem mais à realidade.
Acrescente-se o indiscutível despreparo público de vários governadores. Boa parte está mais preocupada com o seu destino e não com a população que representam. Em vez de sanearem as contas públicas, enfrentando os desafios fundamentais para o futuro, preferem o caminho fácil da propaganda mistificadora. O Estado do Rio é um exemplo de deterioração das finanças públicas.
PAGAMENTOS OBRIGATÓRIOS – E o mais grave, embora não o único: o pagamento de salários e aposentadorias vem sendo um drama. A origem está na correção das remunerações maiores do que a capacidade de arrecadação estadual, agravada com o endividamento dos Estados, tendo o Tesouro Nacional como avalista de financiamentos, em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Governos populistas e submetidos às corporações (a exemplo do que ocorria no governo federal) adotaram a irresponsável contabilidade criativa. Agora estão colhendo o fruto.
O governador Rodrigo Rollemberg, de Brasília, constatou que 77% do orçamento são gastos com pessoal e inativos. Eleito pelo PSB, o partido dos socialistas, em uma coligação de esquerda, ele diz que é fundamental uma nova esquerda enfrentar o corporativismo dos sindicatos de uma velha esquerda. Ao assumir o governo, reduziu de 38 para 19 o número de secretarias e cortou 5 mil cargos de livre provimento.
-“O corporativismo está contribuindo para amplificar e aprofundar as desigualdades sociais. Quando o Estado perde a capacidade de fazer investimentos nas áreas de infraestrutura, porque os recursos estão sendo drenados para o pagamento de salários, estamos aprofundando um cenário de desigualdade social”.
DÉFICIT CRESCENTE – Hoje o déficit dos regimes próprios estaduais está por volta de R$ 64 bilhões, podendo em 2020 atingir os R$ 101 bilhões. Nos Estados existem 1.440 milhão de servidores aposentados e mais 490 mil pensionistas. Já os servidores ativos são 2,6 milhões, equivalendo a diferença dos ativos e inativos a uma proporção insustentável.

Temer se enrola ao falar sobre recebimento de R$ 1 milhão da Andrade Gutierrez

Resultado de imagem para alexandre parola
Parola é um porta-voz trapalhão, que não explica nada
Deu em O Tempo

(Agência Estado)
O presidente Michel Temer disse, por meio do porta-voz Alexandre Parola, que não houve irregularidades no recebimento de cheque de R$ 1 milhão em seu nome durante a campanha para vice-presidência em 2014. “Trata-se de um cheque nominal ao PMDB repassado à campanha do então vice-presidente, datado de 10 de julho de 2014. Reitera-se que não houve qualquer irregularidade na campanha do então vice presidente Michel Temer”, disse. Após a fala do porta-voz, a assessoria do Planalto entregou aos jornalistas um papel sulfite com a cópia do documento.
O cheque da construtora Andrade Gutierrez diverge da versão do ex-presidente da empreiteira e delator Otávio Azevedo apresentada em seu depoimento na ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer no TSE em setembro deste ano. Na ocasião, o delator afirmou que a empreiteira doou em março de 2014 R$ 1 milhão ao diretório nacional do PT e que esse valor teria sido pago como parte de um acerto de propina de 1% dos contratos da Andrade com o governo federal.
A quantia, na versão de Otávio, teria sido repassada do diretório petista para a campanha da chapa Dilma-Temer em março. O cheque e os registros da prestação de contas, contudo, mostram que o repasse feito em 14 de julho foi, na verdade, para o diretório nacional do PMDB, em nome de Michel Temer e que, posteriormente, fez o depósito para a campanha da chapa Dilma-Temer. A defesa de Dilma Rousseff no processo acusou o delator de prestar falso depoimento à Justiça Eleitoral e pediu ao Ministério Público que apure o caso.
PADILHA ENVOLVIDO – Sobre a razão para a contratação de uma gráfica cujo proprietário é cliente do escritório de advocacia do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, por quase R$ 2 milhões na campanha, conforme revelou o portal UOL, o porta-voz disse que o ministro Padilha já informou que não houve irregularidade na contratação da empresa e que as contas foram apresentadas ao TSE.
Segundo Parola, os critérios que justificam a contratação foram “economicidade e viabilidade na distribuição de material”.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Esta matéria veio toda equivocada, com erros nas datas, e fizemos a gentileza de corrigir. O empresário Otávio Azevedo disse que em março de 2014 a Andrade Gutierrez deu uma propina de R$ 1 milhão ao PT para a campanha de Dilma. A defesa de Dilma entregou agora à Justiça documentos que mostram uma doação de R$ 1 milhão ao PMDB, em julho de 2014, através de cheque a Michel Temer. Até aí, morreu Neves, como se dizia antigamente. O que se precisa saber é se houve apenas uma doação-propina de R$ 1 milhão ou se foram duas doações de R$ 1 milhão – uma para o PT, em março, como propina, e a outra, a Temer, em julho, como doação oficial de campanha. Até agora, essa questão não foi esclarecida. Por isso, o porta-voz Parola complicou Temer, pois não levantou a hipótese da doação dupla. Quanto a mostrar a cópia do cheque de julho, o assessor de Temer choveu no molhado, porque a defesa de Dilma já havia exibido o mesmo chequeVamos aguardar. Está ficando engraçada essa briga. (C.N.)

Eleição de Trump representa “o fim do mundo como o conhecemos”

Resultado de imagem para eleição de trump
E agora ninguém sabe o que Trump realmente quer fazer…
Marcos Troyjo

Folha
Durante a corrida à Casa Branca, escancararam-se grandes diferenças no estilo de política externa dos EUA defendido pelos candidatos Hillary Clinton ou Donald Trump. No limite, tais distinções remetem a dilema que frequenta a visão de mundo e a atuação externa dos EUA há pelo menos cem anos. Em grande parte de sua história, os EUA tiveram de optar por isolamento ou presença global.
No primeiro caso, amplamente observado no século 19, os norte-americanos forjaram sua política externa na compreensão de que seus vizinhos eram geopoliticamente fracos e de que a Europa era fonte dos males do mundo.
Cabia, portanto, fazer do Atlântico um “lago americano”, com forte poderio naval. Quanto a intervenções para além das Américas, como foi a Primeira Guerra Mundial, os EUA poderiam atuar para ajudar a restabelecer equilíbrios geopolíticos regionais, mas não “ficar no mundo”.
CORTINA DE FERRO – Foi justamente essa necessidade de permanecer nos palcos globais — como precondição da ideia de Ocidente depois da Segunda Guerra Mundial — a que Churchill convida os EUA em seu famoso pronunciamento no Westminster College, no Missouri, há setenta anos. Esta foi a tônica do famoso discurso da “Cortina de Ferro”.
Nesta campanha presidencial, Hillary defendeu a permanência do engajamento global dos EUA em termos econômicos e militares. Se vencesse as eleições, ela continuaria a defender o “pivô para a Ásia” da política externa, iniciado na presidência Obama, e que rompeu com uma tradição de 200 anos de priorização dos temas atlânticos.
Como presidente, Hillary traria consigo a experiência de haver chefiado o Departamento de Estado e, portanto, fluência nas minúcias da diplomacia.
SECRETÁRIOS DE ESTADO – A propósito, Hillary teria como companheiros na lista de presidentes que também foram Secretários de Estado nomes como Thomas Jefferson, James Madison, Monroe, John Quincy Adams, Martin Van Buren e James Buchanan (este um dos piores presidentes, segundo muitos analistas, por não haver evitado a Guerra Civil). Os EUA, portanto, não veem um presidente que anteriormente tenha exercido o cargo de secretário de Estado desde em 1857, quando Buchanan começou seu mandato.
Hillary manteria a estratégia de combate ao Estado Islâmico (EI) e à Al Qaeda sem o comprometimento de tropas americanas. Privilegiaria, assim, a utilização ampliada de tecnologia (com drones de ataque, por exemplo) e apoio logístico e de inteligência a forças locais, como na atual ofensiva das forças iraquianas contra o EI em Mossul.
A candidata democrata também se oporia a uma expansão do poderio militar chinês e suas ambições territoriais, sobretudo marítimas, bem como ao regime de Putin na Rússia.
A VERDADEIRA HILLARY – Se vencesse, com Hillary haveria ao menos a possibilidade de reedição de uma nova iniciativa para as Américas. Foi o que ela sinalizou no discurso reservado que pronunciou numa reunião corporativa do Banco Itaú em 2013 — e que vazou pela imprensa via WikiLeaks. Talvez ali estava a verdadeira Hillary— e não a personagem protecionista que ela encenou durante a campanha.
Já Trump representa um fator “desglobalizante” para a política externa dos EUA. Washington provavelmente se afastará de muitos dos pilares que sustentam a visão de mundo dos EUA há décadas. Aumentam os embaraços com OTAN, Banco Mundial, FMI e as demais chamadas “instituições de Washington”. Trump, se seguir a linha que indicou durante a campanha, denunciará o Nafta e rasgará o TTP, além de incitar a uma guerra comercial contra atuais parceiros como México ou China.
APROXIMAÇÃO A PUTIN – Outro fator notável será a abertura a uma maior cooperação com a Rússia de Putin, com quem Trump já trocou elogios públicos. Trata-se de uma enorme mudança em relação ao candidato republicano anterior – Mitt Romney – que durante a campanha de 2012 identificou no Kremlin o principal antagonista geopolítico dos interesses de Washington.
Trump se vale de parte da insatisfação econômica interna, como o sentimento de perda de postos de trabalho que a mão de obra industrial menos qualificada experimenta nos EUA, para disseminar soluções simplistas de política externa baseadas em preconceitos ou diagnósticos equivocados.
Deste bizarro acervo fazem parte proposições como banir a entrada de muçulmanos nos EUA, construir um muro na fronteira com o México, ou impor um tarifa unilateral de comércio sobre exportações chinesas aos EUA no patamar de 40%.
DUREZA COM A CHINA – Em relação à Ásia, com Trump os EUA tendem a retrair sua presença na região. Tal hipótese é ótima para a China, que gosta de se ver como geopoliticamente preponderante na Ásia, e ainda guarda grandes ressentimentos do Japão e sua belicosidade antes e durante a Segunda Guerra Mundial.
Com tal retração, aumenta consideravelmente o peso relativo da capacidade de dissuasão chinesa, e, portanto, diminui o leque de opções para potências intermediárias como Malásia, Filipinas e Taiwan, embora seja difícil pensar nesta última alinhando-se a Pequim, salvo no caso de incorporação de Taipei ao regime da China continental.
ISOLACIONISMO – Já no que toca à Europa, Trump se identifica com movimentos nativistas ou isolacionistas. Assim foi com as forças que trabalharam em prol do “brexit” e pode-se dizer o mesmo em relação a esses grupamentos políticos que disputarão eleições na França e na Alemanha em 2017.
Os EUA sempre viram a existência da União Europeia e a Otan como algo central para seus interesses de estabilidade e segurança no Velho Continente. Isso continuaria com Hillary, que também buscaria avançar no TTIP — a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimentos. Já com Trump, tanto o Tratado do Atlântico Norte como a burocracia de Bruxelas perdem relevância. Navegamos em águas desconhecidas.
Pouco deve-se esperar da Casa Branca em termos de América Latina. A região não é prioridade para Trump. O México tem maior relevância seja em função do Nafta ou da questão imigratória.
POUCOS SE SENTEM BEM – Tudo isso, no entanto, dependerá de quanto da tresloucada retórica da campanha ele carregará consigo para a Casa Branca. O mais correto é dizer que Trump não tem um plano de política externa, apenas um conjunto de posições superficiais.
Numa canção de 1987 da banda de rock R.E.M ouvia-se “It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)”.
A eleição de Trump certamente representa a sensação de “fim do mundo como o conhecemos”, mas com ela, ao redor do globo, poucos se sentem bem.
(artigo enviado pelo comentarista Mário Assis Causanilhas)

Fonte: http://www.tribunadainternet.com.br/

Nenhum comentário: