quinta-feira, 10 de novembro de 2016

TRIBUNA DA INTERNET

Em novo depoimento, Nestor Cerveró reitera acusações contra Lula e Dilma

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Charge do J.Bosco (jboscocartuns.blogspot.com.br)
Deu em O Tempo

(Agência Estado)
Em depoimento prestado à Justiça Federal nesta terça-feira (8) o ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró reiterou acusações contra os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele declarou ter sido indicado por Lula para diretor financeiro da BR Distribuidora, em 2008, como retribuição por ter ajudado a quitar uma dívida do PT com recursos de um contrato da estatal. Além disso, implicou Dilma numa suposta trama para livrá-lo da prisão.
A oitiva, por videoconferência, foi feita pela 10ª Vara, em Brasília, para instruir ação penal que avalia a suposta atuação de Lula e outros réus num esquema para evitar que Cerveró fizesse acordo de delação premiada. Dilma não está entre os réus
O ex-diretor contou que, em março de 2008, foi destituído do cargo de diretor Internacional da Petrobras. A demissão, segundo ele, se deu por pressão da bancada do PMDB na Câmara, que pretendia dar a cadeira a Jorge Zelada. Lula teria cedido ao pedido para que os parlamentares não votassem contra o governo na sessão que decidiria sobre a CPMF.
FOI PARA A BR – Cerveró foi comunicado da decisão na reunião do Conselho de Administração da Petrobras, na manhã do dia 3 daquele mês. Ele chegou a arrumar suas coisas e a se despedir de sua equipe, quando o então presidente da BR, José Eduardo Dutra, o comunicou da indicação para a distribuidora.
“Já tinha sido tomada a decisão do presidente Lula de me indicar diretor financeiro da BR. A informação que me foi dada é de que isso seria um reconhecimento do trabalho que eu teria feito da liquidação da dívida do PT em 2006”, declarou Cerveró.
O ex-diretor atuou na contratação do Grupo Schahin para operar, por US$ 1,6 bilhão, o navio Vitória 10.000 na Bacia de Santos. Conforme a Lava Jato, o contrato, de 2009, foi firmado para que o Banco Schahin perdoasse dívida de R$ 12 milhões feita pelo pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, com o partido.
GRATIDÃO – Cerveró ponderou, contudo, que não soube por Lula que a indicação partiu do ex-presidente e se deu por “gratidão”. “Na época, me foi dito pelo pessoal do Banco Schahin. Foi o que levou o presidente Lula a me indicar quando eu fui destituído da Diretoria Internacional.”
Cerveró falou por cerca de uma hora e meia. Durante o depoimento, reiterou os principais pontos de sua colaboração premiada. Explicou que, quando estava preso, seu advogado, Edison Ribeiro, levou a ele um recado do então senador e líder de governo, Delcídio Amaral (ex-PT), hoje cassado e sem partido, de que a então presidente Dilma Rousseff tratara de sua situação.
“Uma das informações que me foi dita pelo Edson é que o Delcídio, nesse período, teria mandado um recado dizendo que a presidente Dilma estava preocupada com os meninos e que precisava soltar os meninos. Os meninos, no caso, eram meu colega Renato Duque (ex-diretor de Serviços) e eu”, contou Cerveró.
DELAÇÃO DE DELCÍDIO – Preso no fim de 2015, depois desse suposto episódio, Delcídio fez acordo de delação e informou que o Planalto atuaria para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) liberasse Cerveró. “Estava acertado que o meu HC (habeas corpus) sairia, mas que isso não seria suficiente. Depois haveria uma nova ordem de prisão e que eu precisava sair do País”, acrescentou Cerveró no depoimento desta terça.
Tanto Ribeiro quanto Delcídio também são réus da ação em curso na 10ª Vara. Durante a audiência, o ex-diretor confirmou que os dois se articularam para tentar evitar sua colaboração. O filho de Cerveró, Bernardo Cerveró, gravou reunião na qual ambos propuseram fazer pagamentos e ajudar na fuga do executivo para a Espanha. O áudio foi decisivo para que o então parlamentar petista e o criminalista fossem presos.
PRESSÃO DO ADVOGADO – Cerveró reiterou que, em diversas ocasiões, seu advogado o desaconselhou a delatar o esquema de corrupção na Petrobras, supostamente por influência de Delcídio. Seria uma tentativa de evitar que o ex-diretor implicasse o senador no recebimento de propinas pela compra e pela modernização de Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), e pela aquisição de turbinas para usinas termelétricas.
Depois desses fatos, em sua delação, o ex-senador confessou o recebimento de suborno. Além disso, acusou o ex-presidente Lula de comandar a operação para “comprar o silêncio” de Cerveró.
“O doutor Edison, repetidas vezes, pediu que não implicasse Delcídio. Não sei se ele vislumbrou a oportunidade de negociações maiores. Ele dizia que (o senador) era a minha tábua de salvação. Era o contato mais forte que eu tinha junto ao governo”, afirmou.
R$ 50 MIL – Cerveró disse que Bernardo chegou a receber R$ 50 mil de Delcídio, via Ribeiro, mas pediu que o advogado ficasse com o dinheiro para cobrir despesas com a defesa.
O advogado de Lula, José Roberto Batochio, disse que nenhum dos depoimentos desta terça-feira, entre eles o de Cerveró, citou o ex-presidente de “forma direta”. Acrescentou que, conforme o depoimento, o então diretor Internacional foi “sumariamente” demitido na gestão Lula. A nomeação para a BR Distribuidora, segundo ele, foi um ato do Conselho de Administração.
Cristiano Zanin, que também atua na defesa de Lula, comentou que nenhum dos depoimentos confirmou a tentativa de Lula de evitar a delação de Cerveró. Sobre o episódio da indicação para a BR, disse que o ex-diretor contou o caso por “ouvir dizer”.

Ex-presidente do México diz que seu país não pagará pela “porra desse muro”

Resultado de imagem para vicente fox em dubaiFernanda Perrin

Folha
Quando as chances do candidato republicano, Donald Trump, levar a presidência dos Estados Unidos, se tornaram cada vez mais altas, o ex-presidente mexicano Vicente Fox afirmou que seu país “não vai pagar por aquela porra de muro”. Uma das principais bandeiras da campanha do empresário americano foi a construção de um muro na fronteira entre os dois países para conter o fluxo de imigrantes –empreitada que seria paga pelo vizinho mexicano.
Não é a primeira vez que o ex-presidente se refere à proposta dessa mesma maneira (“fucking wall”). Questionado sobre o que acontecerá numa presidência Trump, que já liderava a corrida apos vencer em Estados-chave como Flórida e Ohio, Fox se disse “chocado”. “Uma presidência Trump será complicada, especialmente para o México. Ele tem se mostrado um ignorante em questões macroeconômicas e na diferença entre ser um empresario mediano e comandar uma nação”, afirmou.
A fala de Vicente Foxaconteceu durante um seminário em Dubai (Emirados Árabes Unidos) sobre parcerias entre países do Golfo Pérsico e da América Latina. Fox, que presidiu o México entre 2000 e 2006, foi aplaudido pela plateia formada por investidores e empresários.
A possível vitoria de Trump e tratada como um “elefante na sala” no evento. Com um discurso protecionista e hostil a acordos já firmados, a possibilidade de uma nova administração republicana vem sendo encarada como um retrocesso na integração comercial internacional.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É óbvio que nenhum presidente mexicano aceitará pagar para construir o muro prometido por Trump. Outro ex-presidente, Felipe Calderon, disse que o México não pagará “um cent” pelo muro.  Ninguém sabe se o muro será ou não construído. A única coisa certa é que vai aumentar a repressão aos imigrantes ilegais na fronteira com o México e em todos os Estados americanos. (C.N.)

Maioria silenciosa desmoraliza as pesquisas e Trump derrota Hillary

Trump agradece apoio de eleitores ao ser gfarantido como próximo presidente dos EUA. Na foto, é visto pelo vice, Mike Pence, e o filho Barron Foto: CHIP SOMODEVILLA / AFP
Trump representa o acirramento da xenofobia e do racismo
Deu em O Globo
O magnata republicano Donald Trump fez História e, contra todas as previsões, alcançou delegados suficientes no Colégio Eleitoral para ser eleito o novo presidente dos Estados Unidos, derrotando a democrata Hillary Clinton, ex-secretária de Estado. Ao ser projetado vencedor pela AP em Pensilvânia e Wisconsin, bateu a marca requerida de 270 representantes no sistema distrital para ser eleito. A mera possibilidade de sua vitória derrubara o mercado futuro em Dow Jones, bolsas na Ásia na abertura do pregão pela manhã no continente, e fez o peso mexicano sofrer sua maior baixa histórica. Hillary não havia admitido abertamente a derrota até a última atualização desta matéria, mas, segundo a CNN, admitiu derrota em ligação ao republicano.
O discurso de vitória foi de conciliação, pedindo união até com democratas que nunca o apoiaram. “A secretária Hillary me ligou e ela nos parabenizou, e eu a parabenizei pela nossa duríssima luta. Hillary lutou duramente por muito tempo. Temos uma grande dívida com ela por seu serviço” — disse ele num evento de vitória, em Nova York. “Agora é hora de nos unirmos como um povo só. É a hora. Prometo que serei o presidente para todos os EUA. Vamos renovar o sonho americano. Nosso país tem um tremendo potencial. Nossos homens e mulheres não serão mais esquecidos.”
MAIS PROMESSAS – Ele prometeu que a infraestrutura e o respeito à população serão priorizados, antes de assumir seu típico jeito brincalhão usado em comícios. “Vamos sonhar com coisas boas e bem-sucedidas para o nosso país” — disse, antes de brincar: “Essa coisa de briga política é dura, não?” — fez piada.
Ele depois elogiou e agradeceu vários apoiadores e aliados que o acompanharam durante a campanha, entre generais, políticos republicanos e o Serviço Secreto.
“Para este momento ser histórico, temos que fazê-lo dar certo. Esperamos fazer um trabalho que faça vocês tão orgulhosos. Eu amo este país. Obrigado!” — disse, antes de sair ao som de “You can’t always get what you want”, dos Rolling Stones, música frequentemente tocada em seus comícios.
SURPRESA MUNDIAL – Apesar de a apuração começar sem surpresas, a maré começou a virar a favor de Trump após vitórias nos estados-chave de Pensilvânia, Flórida, Carolina do Norte, Ohio, Geórgia e Iowa. Com a conquista de delegados nos locais, muito disputados com Hillary, ele ficou com um caminho cada vez mais aberto para consolidar sua vitória. Os primeiros resultados parciais durante o dia indicavam uma grande participação, o que, em tese, beneficiaria Hillary — analistas indicam que os democratas têm melhores resultados em eleições com grande participação, pois o voto não é obrigatório.
“Essa equipe tem muito do que se orgulhar. O que quer que aconteça esta noite, obrigada por tudo”, escreveu Hillary no Twitter, por volta da meia-noite (hora de Brasília) quando os republicanos começavam a ampliar sua vantagem na apuração.
Ao final da noite, o chefe da campanha de Hillary, John Podesta, apareceu tarde da madrugada, naquele que seria o evento de vitória, apenas para pedir ao público que fosse para casa — sem declarar derrota.
NOITE HISTÓRICA – O governador de Indiana e futuro vice-presidente, Mike Pence, disse que esta foi uma noite histórica. “É difícil para mim expressar. Sou muito grato a Deus por sua graça, minha família, minha mulher, sou profundamente grato ao povo americano por me dar essa oportunidade de servi-lo”, disse, elogiando Trump: “Sua liderança e visão farão os EUA grandes de novo”.
A contragosto, muitos republicanos que haviam se negado a apoiar Trump comemoraram a escolha popular. “Uma mensagem que veio alta e clara nesta eleição é que os americanos querem progresso agora” — disse o senador reeleito John McCain.
MAIORIA REPUBLICANA – O clima de apreensão foi alimentado pelos sinais desencontrados nas pesquisas, que, na reta final, ora indicavam vantagem de Hillary na votação nacional, ora davam projeções mais favoráveis a Trump nas simulações dos resultados dos estados que definem os votos do Colégio Eleitoral.
Na disputa pela Câmara dos Representantes, a briga pelas 435 cadeiras não indicou grandes alterações na composição da Casa. Com 129 congressistas eleitos, projeções apontavam que os republicanos devem se manter no controle. Na disputa pelo Senado, a batalha estava imprevisível, mas, ao final, os republicanos teriam perdido apenas uma cadeira, mantendo a vantagem.
Bilionário e ex-estrela de televisão, Trump, aos 70 anos, nunca havia sido eleito, mas soube interpretar como ninguém – e contra todos os prognósticos – os temores de uma classe média branca frustrada em um mundo em transformação. Tido como anti-imigrante e sexista, impulsivo e corrosivo, denunciado por várias mulheres que disseram ter sido abusadas por ele, marcou para sempre um estilo de fazer campanha política. A cúpula do Partido Republicano praticamente lhe deu as costas abertamente.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Trump foi eleito pela maioria silenciosa, expressão criada pelo republicano Richard Nixon para indicar os americanos conservadores que acabam saindo às ruas para votar. As bolsas vão cair etc. e tal, depois tudo se acerta e os EUA se mantém em sua política imperialista e intervencionista, com se fossem donos do mundo. O que vai aumentar é o racismo, a xenofobia e o fechamento do país à imigração. Na política externa, pode até haver uma pequena distensão com a Rússia, mas é preciso lembrar que o presidente americano manda, mas não manda muito. Seu poder tem limites e os interesses do país sempre falam mais alto. (C.N.)
Fonte: http://www.tribunadainternet.com.br/

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