segunda-feira, 7 de novembro de 2016

TRIBUNA DA INTERNET

FBI alerta sobre terrorismo às vésperas das eleições nos Estados Unidos

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Campanha americana virou um vale-tudo espetaculoso
Joana Suarez

O Tempo
Agentes federais alertaram sobre a possibilidade de atos terroristas a partir deste domingo (6) e até o dia da eleição, principalmente em Nova York e nos estados do Texas e da Virgínia. E a campanha esquenta cada vez mais. Nas manchetes dos jornais norte-americanos, a frase (colocada entre parênteses) “ele está mentindo” tem aparecido com cada vez mais frequência. Essa foi a estratégia adotada pelos jornalistas em tempo real para tentar não desinformar a população enquanto o candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentava alguns dados questionáveis em seus discursos.
Apoiadores do magnata têm sustentado que a mídia faz um complô contra Trump. O empresário também gosta de criticar severamente a imprensa, tendo, certa vez, chegado a pedir às pessoas, presentes a um comício, que vaiassem os repórteres.
“Ele falou que os homicídios no país cresceram muito nos últimos anos, e não era verdade, aí, a gente mostrou os números corretos, mas você pode ter provas e os seguidores dele não aceitam”, contou uma repórter de um jornal local, que pediu para não ser identificada. Em outra ocasião, Trump teria dito que o presidente Barack Obama fundou o estado islâmico. “Jamais imaginei que iria passar por isso na minha vida”, completa a jornalista, sobre uma eleição que ficará para a história dos EUA.
ÁRDUA TAREFA – Cobrir a atual campanha eleitoral não tem sido mesmo tarefa das mais fáceis para a mídia americana. Alguns jornalistas relatam que chegaram a ser ameaçados pelo candidato republicano – e por seus seguidores. “No inicio, ele se mostrou muito acessível aos jornalistas, foi um ponto forte que virou um ponto fraco depois, porque Trump não soube conviver com as consequências de levaram ele a sério”, avalia Gene Policinski, diretor do “Newseum”.
Já pelo lado de Hillary Clinton, o mais difícil é falar com a candidata. A democrata é pouco acessível, principalmente quando alguma denúncia contra ela está em evidência. Hillary já passou meses sem dar entrevistas em plena campanha, o que é pouco usual.
TRUMP REAGE – Enquanto a equipe da ex-senadora produz conteúdo para divulgar, Trump pega noticias na web, modifica do jeito que bem entende e usa como material de campanha. “O conceito de fatos e verdades sofreu muito aqui. Ele (Trump) está enlouquecendo os repórteres”, diz a jornalista.
Não bastasse, Trump ainda tem uma rede protetora formada por líderes religiosos e comunitários que se comunicam diretamente com ele. “A verdade dos jornalistas são os fatos, a dos eleitores, o que eles sentem”, diz Carolyn Kitch, chefe do departamento de jornalismo da Temple University.
Em Tampa, Flórida, Trump, afirmou que não precisa do apoio de celebridades, citando o rapper Jay Z, que apoiou Hillary ao lado da esposa, Beyoncé. E disse que, para atrair multidões, faz isso da “maneira antiga”, pelo conteúdo de sua mensagem. Artistas como Katy Perry, Jennifer Lopez e a banda Bon Jovi apoiam a democrata.
ÚLTIMO SHOWMÍCIO – Filadélfia, EUA. Duas horas depois de enfrentar fila, 15 mil pessoas conseguiram entrar, na noite desse sábado (5), no último showmício do partido Democrata antes da eleição.
A espera era para ver a cantora Kate Perry, que se apresentaria no Mann Center For The Performing Art. O título do evento, “Love Trumps Hate”, (amor vence o ódio) é uma ironia ao adversário republicano Donald Trump. Seguidores de Trump, inclusive, também ficaram na fila tentando converter votos dos democratas.
O Estado da Pensilvânia é considerado um dos locais estratégicos nessa eleição porque há muitos eleitores indecisos. Porém, aqui, diferente de outros 22 Estados norte-americanos, não tem votação antecipada e por isso a campanha começa a ficar ainda mais forte agora na reta final para o dia D.

A vida como imperativo cósmico; sem ela, o universo seria incompleto

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Ilustração do Duke (O Tempo)
Leonardo Boff

O Tempo
Durante séculos, os cientistas tentaram explicar o universo por meio de leis físicas, expressas por equações matemáticas. O universo era representado como uma imensa máquina que funcionava sempre de forma estável. A vida e a consciência não tinham lugar nesse paradigma. Era assunto das religiões. Mas tudo mudou quando, a partir dos anos 20, o astrônomo Hubble provou que o estado natural do universo não é a estabilidade, mas a mudança.
Expansão, auto-organização, complexificação e emergência de ordens cada vez mais sofisticadas são características do universo. E a vida? Não sabemos como surgiu. O que podemos dizer é que a Terra e o inteiro universo trabalharam bilhões de anos para criar as condições do nascimento dessa belíssima criança que é a vida. É frágil porque pode facilmente adoecer e morrer. Mas também é forte porque nada até hoje, nem os vulcões, nem os terremotos, nem os meteoros, nem as dizimações em massa em eras passadas conseguiram extingui-la totalmente.
Para que surgisse a vida, foi preciso que o universo fosse dotado de três qualidades: ordem (vinda do caos), complexidade (oriunda de seres simples) e informação (originada pelas conexões de todos com todos). Mas faltava ainda um dado: a criação dos tijolinhos com os quais se constrói a casa da vida.
118 ELEMENTOS – São os ácidos e demais elementos que permitem todas as combinações e todas as transformações. Assim, não há vida sem que haja a presença do carbono, do hidrogênio, do oxigênio… Enfim, dos 118 elementos da tabela periódica.
Temos, portanto, o mesmo código genético de base criando a unidade sagrada da vida, dos micro-organismos até os seres humanos. Todos somos, de fato, irmãos e irmãs, como afirma o papa Francisco em sua encíclica sobre a ecologia integral, porque somos formados pelos mesmos 20 aminoácidos e quatro bases nitrogenadas (adenina, timina, guanina e citosina).
Mas faltava um berço que acolhesse a vida: a atmosfera e a biosfera, com todas as substâncias essenciais para a vida – o carbono, o oxigênio, o metano, o ácido sulfúrico, o nitrogênio e outros.
IRROMPEU A VIDA – Dadas essas pré-condições, eis que, há 3,8 bilhões de anos, aconteceu algo portentoso. Possivelmente do mar ou de um brejo primitivo onde borbulhavam todos os elementos como uma espécie de sopa, de repente, sob a ação de um grande raio lampejante vindo do céu, irrompeu a vida.
Misteriosamente, ela está aí já há 3,8 bilhões de anos: no minúsculo planeta Terra, num sistema solar de quinta grandeza, num canto de nossa galáxia, a 29 mil anos-luz do centro dela, aconteceu o fato mais singular da evolução: a irrupção da vida. Ela é a mãe originária de todos os viventes, a Eva verdadeira. Dela descendem todos os demais seres vivos, também nós, humanos, de um subcapítulo do capítulo da vida: nossa vida consciente.
VIDA NO UNIVERSO – Por fim, ouso dizer com o biólogo, também Prêmio Nobel, Christian de Duve e com o cosmólogo Brian Swimme, que o universo seria incompleto sem a vida. Sempre que se atinge certo nível de complexidade, a vida surge como um imperativo cósmico, em qualquer parte do universo.
Devemos superar a ideia comum de que o universo é uma coisa meramente física e morta, com pitadinhas de vida para completar o quadro. Essa é uma compreensão pobre e falsa. O universo parece estar cheio de vida, e é para isso que ele existe, como o berço acolhedor da vida, especialmente da nossa.

Relator abre prazo para emendas ao projeto que extingue o foro privilegiado

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Parecer de Randolfe Rodrigues é favorável à emenda
Natália Lambert

Correio Braziliense
O projeto que pretende acabar com o foro privilegiado para autoridades no país, inclusive do presidente da República, deu mais um passo no Congresso. O relatório da Proposta de Emenda Constitucional 10/2013, de autoria do senador Alvaro Dias (PV-PR), já foi protocolado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJC), altera a Constituição Federal e determina que todos os integrantes de cargos públicos respondam por crimes comuns na primeira instância do Judiciário. A partir de agora, o prazo para emendas está aberto e a intenção do relator na comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), é ler o texto na próxima terça-feira e votá-lo na semana seguinte.
“É notório que restou ultrapassada a ideia de que o foro por prerrogativa de função serviria para proteger o cargo, não o seu ocupante. O que se observa, ao contrário, é que muitas pessoas buscam o mandato eletivo justamente para fugir das instâncias ordinárias da Justiça, conduta francamente reprovável”, aponta o relator. “Hoje, o foro especial é visto pela população como verdadeiro privilégio odioso, utilizado apenas para proteção da classe política — que já não goza de boa reputação —, devido aos sucessivos escândalos de corrupção. Oportuno e conveniente, portanto, modificar as regras vigentes, no que tange ao foro privilegiado,” detalha Randolfe.
APENAS UMA EXCEÇÃO – De acordo com o texto, fica extinto o foro de presidentes da República, de governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais/distritais, vereadores, ministros, juízes, promotores, procuradores, conselheiros dos Tribunais de Contas, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A única ressalva é feita no caso do chefe do Executivo: “Em relação ao presidente da República, exige-se a autorização de uma supermaioria da Câmara dos Deputados (dois terços de seus membros) para que se deflagrem processos criminais ou de responsabilidade em seu desfavor”, destaca o relatório.
Apesar de saber que é um assunto polêmico entre parlamentares, o senador pretende conversar com cada um dos integrantes do colegiado para convencê-los da importância da mudança e está otimista. “Acredito que o Senado é um pouco mais sensível à opinião pública do que a Câmara. Seria uma bela forma de terminar o ano, aprovando esta PEC no plenário. Se os senadores realmente quiserem, é possível votá-la ainda este ano”, acrescenta Randolfe.
CAMINHO LONGO – Mesmo diante da expectativa, o caminho da PEC ainda pode ser longo. Caso seja aprovada na CCJC, a proposta ainda precisa ser votada em dois turnos no plenário, com quórum qualificado, de 3/5. Se forem apresentadas emendas, o texto volta à comissão.
Advogado e idealizador da Lei da Ficha Limpa, Marlon Reis afirma que só o fato de um relatório ter sido apresentado na CCJC do Senado é uma vitória. “É muito importante que haja um marco sobre o qual o Parlamento possa debater. Não significa que o texto é a palavra final, mas esse assunto estava parado e é bom que esteja caminhando agora. Os parlamentares sabem que esse modelo se esgotou. E, para os que não perceberam isso ainda, espero que seja só uma questão de tempo, aliás, de pouco tempo”, comenta Reis. Para ele, neste momento, o mais importante é a mobilização da sociedade, que tem força para “fazer a ideia se concretizar”.

Juiz Moro diz que não existe possibilidade de ser candidato a cargo político

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“A glória do mundo é passageira”, assinala o magistrado
Deu no Estadão 
Responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, o juiz Sergio Moro descartou a possibilidade de sair candidato ou entrar para a política. “Sou um homem da Justiça e, sem qualquer demérito, não sou um homem da política”, afirmou em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo” divulgada neste sábado (5). “Não existe jamais esse risco”, completou.
Moro disse que “o apoio da opinião pública tem sido essencial”, mas citou uma frase em latim pra dizer que “a glória mundana é passageira”.
O juiz afirmou também que o término da operação é “imprevisível”. “Embora haja muitas vezes expectativa de que os trabalhos se aproximam do fim, muitas vezes se encontram novos fatos, novas provas, e as instruções não podem simplesmente fechar os olhos.”
FORO PRIVILEGIADO – Sobre o foro privilegiado, que garante a políticos a prerrogativa de serem julgados diretamente pelo STF (Supremo Tribunal Federal), disse Moro: “O ideal seria realmente restringir o foro privilegiado, limitar a um número menor de autoridades. Quem sabe, os presidentes dos Três Poderes”, disse. “Importante destacar que o foro privilegiado não é sinônimo de impunidade”, completou.
O juiz questionou se o Supremo tem condição de enfrentar todos os casos de foro privilegiado, tendo “um número mais limitado de juízes e uma estrutura mais limitada”.
Moro disse também ser um “momento um pouco estranho para se discutir” um projeto de lei sobre abuso de autoridade que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), quer desengavetar. O projeto define, por exemplo, os crimes cometidos por integrantes da administração pública, inclusive do Ministério Público e prevê punições que vão desde o pagamento de indenizações às vítimas dos abusos até a perda do cargo público.
INTERPRETAÇÃO DA LEI – “O projeto vai colocar autoridades encarregadas da aplicação da lei, juízes, polícia e Ministério Público numa situação em que possivelmente podem sofrer acusações, não por terem agido abusivamente, mas, sim, porque adotaram uma interpretação que eventualmente não prevaleceu nas instâncias recursais superiores”, afirmou Moro.
O juiz ponderou que, sem “garantir que a interpretação da lei não significa abuso”, a lei terá o efeito de intimidar investigações.
Sobre a criminalização do caixa dois, Moro afirmou que “seria um passo importante do Congresso”, mas não teria impacto significativo na Lava Jato, cujo foco é crimes de corrupção, mais do que uso de recursos não declarados em campanhas.
Questionado sobre só ex-tesoureiros do PT estarem presos, Moro disse que a atuação da Justiça não tem viés político-partidário. “É natural que apareçam nos processos exatamente aqueles agentes políticos que lhes davam sustentação [aos dirigentes da Petrobras], vão aparecer esses agentes que estavam nessa base aliada, como se dizia.”
PRISÕES PREVENTIVAS – Moro também rejeitou a ideia de que prende para obter confissões. Segundo ele, “todas as prisões preventivas estão fundamentadas”.
“O que mais me chamou atenção [na Lava Jato] talvez tenha sido uma quase naturalização da prática de corrupção”, disse ao defender a aplicação de “remédios amargos”.
Fonte: http://www.tribunadainternet.com.br/

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