sexta-feira, 18 de novembro de 2016

LARÁPIOS: COLOQUEM SUAS BARBAS DE MOLHO

RIO DE JANEIRO

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Manifestantes comemoram chegada de Sérgio Cabral a Bangu 8

Ex-governador do Rio foi preso em seu apartamento, no Leblon, na manhã desta quinta-feira

OS SAQUEADORES

Cabral é outro Lula em miniatura
A frase de Moro sobre a prisão do ex-governador deve ser estendida ao ex-presidente
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No despacho que autorizou a prisão do ex-governador Sérgio Cabral e uma penca de comparsas, o juiz Sérgio Moro acrescentou às justificativas jurídicas um oportuníssimo resumo da ópera dos malandros. Trecho:
“Constituiria afronta permitir que os investigados persistissem fruindo em liberdade do produto milionário dos seus crimes (…) enquanto, por conta da gestão governamental aparentemente comprometida por corrupção e inépcia, impõe-se à população daquele Estado tamanhos sacrifícios”.  Perfeito.
Agora troque Rio por Brasil , produto milionário” por produto bilionário e Estado por país. Releia o que Moro escreveu E tente entender o que esperam os condutores da Operação Lava Jato para instalar o Chefe Supremo na merecidíssima gaiola. Cabral é outro Lula em miniatura.*
(*)  Blog do Augusto Nunes

E O CABRALZINHO, SIIFU!

Sérgio Cabral pegou fogo

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A Lava Jato não perde o fôlego por um minuto sequer; respira pixulecos.
No esquema criminoso de Sérgio Cabral, a propina era chamada de “oxigênio”.
224 milhões de reais em desvios de contratos oxigenados.
O MPF descobriu que 7% do valor das obras eram destinados ao suborno.
Destes, 5% iam para Cabral, 1% para Hudson Braga e 1% para conselheiros do Tribunal de Contas do Rio.
Fico a imaginar qual regra econômica determinara esses 7%, assim como sua justa distribuição em 5-1-1.
Provavelmente, a regra do máximo oxigênio possível, sujeito ao mínimo esforço.
Uma regra nociva a todos nós, e ainda mais perigosa aos próprios inaladores.
Em Las Vegas, corre a lenda de que os cassinos bombam O2 em suas instalações, para que os apostadores se sintam particularmente estimulados.
Quanto mais oxigênio, maior o risco das apostas.
A lenda não vai tão longe.
Oxigênio em excesso torna tudo muito mais inflamável.*
(*) Rodolfo Amstalden é sócio da Empiricus Research. É bacharel em Economia pela FEA-USP, em Jornalismo pela Cásper Líbero, mestre em Finanças pela FGV-EESP e analista com certificação CNPI. Na Empiricus, Rodolfo é responsável pelo Programa de Riqueza Permanente®.

LEGADO DO LULA, DA DILMA E DO CABRAL…

Oxigênio é indispensável ao fogo

Pacote de Pezão para recuperar contas do estado fica ainda mais difícil de ser aprovado, analisa Rolland Gianotti, editor de Rio

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A prisão do ex-governador Sérgio Cabral pode ser o combustível que faltava para incendiar as manifestações contra os cortes propostos por seu sucessor Luiz Fernando Pezão e melar o “pacote de maldades” enviado pelo Executivo à Assembléia Legislativa.
Os primeiros protestos no entorno do Palácio Tiradentes já foram quentes, com a invasão do plenário e confrontos entre policiais fardados (a serviço da ordem) e à paisana (a serviço da defesa dos seus interesses) em meio à discussão sobre aumento da contribuição previdenciária de servidores, corte de salários e fim de programas sociais.
Não é de hoje que parte do funcionalismo estadual (em particular) e da população (em geral) culpa Cabral pelas mazelas que levaram o estado à lona. Agora, a prisão do ex-governador, acusado de chefiar um esquema que arrecadou R$ 224 milhões em propina, deve levar mais gente às ruas.
Os últimos acontecimentos acenderam a luz amarela na mesa de Pezão. Não só pela prisão de Cabral, parceiro e padrinho político. Não só pela prisão de Hudson Braga, um fiel colaborador.
Segundo auxiliares, Pezão teme que o aumento da pressão popular convença os deputados estaduais que os responsáveis pela bancarrota do Estado do Rio são do grupo de Cabral. E que, por isso, é essa turma que deve pagar a conta.
Os responsáveis pela prisão de Cabral dizem que o grupo do ex-governador chamava propina de “oxigênio”. Uma lembrança das aulas de química: oxigênio é indispensável ao fogo.*
(*) ROLLAND GIANOTTI – O GLOBO

EFEITO DOMINÓ

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Prisão de Cabral deixa dramática a situação de Pezão
Vai ser difícil o governador Pezão convencer a população de que o caos econômico do estado não tem nada a ver com a corrupção que está sendo desvendada do grupo político que o apoia. As pessoas têm direito de desconfiar que ele provém de decisões erradas e da corrupção. A situação de Pezão fica dramática; ele fica quase que impossibilitado de ter apoio político para fazer as reformas que pretende para tentar organizar a economia. Com essas denúncias vindo à tona, nessa ação atípica, com dois juízes federais se unindo contra o mesmo grupo político –  mostrando a grandeza da corrupção descoberta, o PMDB do Rio também se desmoraliza e se transforma num exemplo de corrupção. Sergio Cabral já não tinha importância política e a prisão dele era esperada.*
(*) MERVAL PEREIRA – O GLOBO

COM MEDO DE SER PRESO…

Renan marca votação de lei de abuso de autoridade

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Brasília – O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acelerou nesta quarta-feira, 16, a tramitação do projeto que modifica a lei de abuso de autoridade. De acordo com calendário negociado em reunião de líderes da Casa, a proposta será votada diretamente em plenário no dia 6 de dezembro.
O texto é de 2009 e foi desengavetado por Renan em meados de julho como resposta à autorização de uma ação de busca e apreensão nas dependências do Senado. A proposta prevê diferentes punições a ações policiais a e do Ministério Público.
Entidades ligadas ao Judiciário e ao Ministério Público acreditam que o projeto é uma ameaça à Operação Lava Jato, que tem o presidente do Senado como um dos investigados.
A estratégia de levar a proposta diretamente ao plenário da Casa foi tomada não apenas para acelerar a apreciação do projeto, mas também porque havia dúvidas sobre a aprovação na comissão especial. No colegiado, a maioria dos senadores é contrária ao texto e já evitaram sua votação em outra ocasião.
A ideia inicial era que o projeto fosse aprovado antes do recesso de julho, mas o plano de Renan esbarrou na resistência de muitos senadores, que acreditavam que, independentemente do mérito, não era adequado votar a proposta em meio a uma operação do porte da Lava Jato.
Na primeira reunião da comissão, os senadores contrários à proposta se uniram para impedir a votação do relatório apresentado por Romero Jucá (PMDB-RR). Eles conseguiram aprovar um pedido de vista e atrasar ainda mais a votação.
Líderes da base, incluindo o próprio líder do governo, Aloysio Nunes (PSDB-SP), se posicionaram contrariamente à votação do projeto. A bancada do PSDB, principal partido da base depois do PMDB, também se posiciona contra a proposta.
Para justificar a retirada da matéria da comissão e também se respaldar para a aprovação do projeto, Renan anunciou ainda duas sessões de debates. Já confirmaram presença o juiz Sérgio Moro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Claudio Lamachia.
Renan também tem minimizado o fato de muitos convidados já terem se posicionado contrariamente ao texto, como Moro. “Eu não acredito que ninguém em nenhum debate venha para o Congresso defender abuso de autoridade. A democracia é incompatível com abuso de autoridade”, afirmou o presidente do Senado, que defende a legalidade da proposta.

Requião

Renan também confirmou a indicação do senador Roberto Requião (PMDB-PR) para a relatoria da proposta. O senador é um dos poucos que defende abertamente a proposta. “O Requião tem todas as condições para relatar matérias complexas como essas. Ele, sem dúvida nenhuma vai prestar uma grande contribuição do ponto de vista da coragem, da seriedade, da isenção”, disse Renan.
Antes, ele havia criticado a falta de coragem de alguns de relatar o projeto. Jucá, relator anterior, abandonou a matéria alegando que irá assumir a liderança do governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.*
(*) 
Fonte: http://www.contraovento.com.br/

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