quarta-feira, 30 de novembro de 2016

FRASES QUE RESUMEM A SEMANA (ÉPOCA)

Frases que resumem a semana | Meghan Markle (Foto: George Pimentel/Getty Images)
“Me pareceu tão absurdo o ministro ligar determinando que eu liberasse um empreendimento no qual ele tinha um imóvel”
Marcelo Calero,
 ministro da Cultura, ao pedir demissão. Ele acusou o colega Geddel Vieira Lima de pressioná-lo a liberar a construção do Edifício La Vue, de 30 andares, em uma área de valor histórico na Bahia. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan), subordinado ao Ministério da Cultura, permite 13 andares
“Deixar cargo por isso, pelo amor de Deus”
Geddel Vieira Lima, 
ministro da Secretaria de Governo. Cinco dias depois, pediu demissão
“Quero que me digam qual foi o crime praticado pelo ministro Geddel, que até agora não consegui enxergar”
André Moura (PSC-SE),
 líder do governo na Câmara
“Precisa dar piti?”
Jovair Arantes (PTB-GO), 
deputado, contrário a Calero divulgar a discussão que teve com Geddel
“Nem sabia que ele tinha um imóvel no prédio”
Igor Andrade Costa, 
advogado da Vieira Lima Filho Associados – escritório, de parentes de Geddel, que defende o edifício na ação contra o Iphan
“Há algo aí extremamente grave e que também tem de ser investigado: um homem até aquele instante da confiança do presidente da República entrar com gravador para gravar o presidente”
Aécio Neves (PSDB-MG), 
senador. Aécio não defendeu a demissão de Geddel – “é decisão exclusiva do presidente da República”, disse – e afirmou que “o episódio não atinge o presidente”: “Mas nem de longe”
“Se um ministro de estado não puder ligar para um colega seu para tirar uma dúvida ou tratar de qualquer assunto, vamos ficar reféns da política”
Cacá Leão (PP-BA), 
deputado, em apoio a Geddel
“Lave a boca com soda cáustica para falar do ministro Geddel”
Wladimir Costa (SD-PA), 
deputado, quando seu colega Paulão (PT-AL) pediu investigação de Geddel
“Vocês percebem que não dão destaque ao apartamento do Geddel como deram ao meu tríplex”
Lula, 
ex-presidente, em aparente ato falho. Antes, Lula dizia que o tríplex no Guarujá não era dele
“Hitler tinha o apoio da opinião pública na Alemanha”
Jader Barbalho (PMDB-PA),
 senador, contrário ao pacote de medidas anticorrupção proposto pelo Ministério Público, que recebeu 2 milhões de assinaturas de cidadãos, antes de chegar ao Congresso
“Venho pedir bom-senso, equilíbrio aos senhores... Votem pensando no Brasil, com patriotismo”
Onyx Lorenzoni (DEM-RS),
 deputado relator do pacote anticorrupção, que tirou do texto em tramitação na Câmara brechas para anistiar crimes de caixa dois. Foi vaiado
“Inclua-se onde couber: ‘Não será punível nas esferas penal, civil e eleitoral, a doação contabilizada, não contabilizada ou não declarada (...) até a data da publicação desta lei’”
Proposta sem assinatura
 que circulou na Câmara, durante a discussão do pacote de medidas anticorrupção. O texto pode anistiar a prática de caixa dois
“Quem está tramando essa proposta tem vergonha de assumir sua autoria”
Alessandro Molon (Rede-RJ),
 deputado, sobre a falta de autor na proposta de emenda ao pacote anticorrupção
“A possibilidade de não se criminalizar o caixa dois no passado não significa anistia”
Renan Calheiros (PMDB-AL),
 presidente do Senado, simpático à inclusão, no pacote anticorrupção, de uma emenda para impedir punição a casos anteriores de caixa dois
“Não há anistia de um crime que não existe. É só um jogo de palavras para desmoralizar e enfraquecer o Parlamento brasileiro”
Rodrigo Maia (DEM-RJ), 
presidente da Câmara. Pressionado pela opinião pública a não anistiar o caixa dois, Maia adiou a votação do pacote anticorrupção
“Pretendem anistiar a corrupção. Isso acaba com a necessidade da Operação Lava Jato”
Carlos Fernando dos Santos Lima,
 procurador da República à frente da Operação Lava Jato em Curitiba, Paraná
“Toda anistia é questionável, pois estimula o desprezo à lei e gera desconfiança”
Sergio Moro, 
juiz federal do Paraná, à frente da Lava Jato
“Vão forçando a barra. Quando dá, avançam. Não foi uma desistência, foi um recuo organizado”
Miro Teixeira (Rede-RJ), 
deputado, sobre o adiamento da votação do pacote contra a corrupção
“O resultado se dá de forma mais pessoal, em encontros de aconselhamento”
Sérgio Cabral Filho (PMDB),
 ex-governador do Rio de Janeiro, preso sob suspeita de corrupção. Ele disse à Polícia Federal que prestou consultoria oral a empreiteiras, sem produzir relatórios ou outras provas de que prestou um serviço
“Acredito que o Poder Judiciário não deve interferir nessa questão”
Fernando Pimentel (PT), 
governador de Minas Gerais, alvo de uma ação penal por corrupção no Superior Tribunal de Justiça. Ele sugere que seu afastamento poria o estado em crise
“Não podemos mais permitir no Brasil esse tipo de coisa”
Clarissa Garotinho, 
deputada federal, sobre a prisão de seu pai, o ex-governador Anthony Garotinho, suspeito de comprar votos
“Só faremos o Brasil crescer substituindo o ilusionismo pela lucidez”
Michel Temer,
 presidente, ao comparar governo de Dilma Rousseff com o dele
“Aproveite sua impopularidade. Tome medidas amargas”
Nizan Guanaes,
 publicitário, ao aconselhar o presidente Michel Temer a aproveitar seus índices baixos de popularidade para aprovar reformas
“É o que tem”
Fernando Henrique Cardoso,
 ex-presidente, sobre o governo Temer
“Não se faz justiça social sem equilíbrio fiscal. Quem diz o contrário está mentindo para a população”
Ivo Sartori (PMDB), 
governador do Rio Grande do Sul
“A crise já me obriga a decidir quem morrerá no Estado”
Pedro Taques (PSDB), 
governador de Mato Grosso
“A vida está dura e difícil até para vender cerveja”
Jorge Paulo Lemann, 
brasileiro mais rico do mundo e controlador da Ambev
“É a pior crise que já vivemos”
Kátia,
 cantora que fez sucesso nos anos 1980 com a música “Não está sendo fácil”
DEDO NA CARA
“Seu irmão está feito sagui: chorando e mamando. Ele chorou, mas continua mamando”
Silvio Costa (PTdoB-PE), 
deputado federal, ao colega Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Irmão de Lúcio, o ministro Geddel Vieira Lima chorou ao se dizer inocente
“Seu filho foi acusado de desviar recursos do Ministério do Turismo. Na Bahia, a gente chama isso de jacu baleado, cobra acuada”
Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA),
 deputado federal, sobre Silvio Costa Filho, ex-secretário estadual de Turismo de Pernambuco

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