sábado, 5 de novembro de 2016

FIM DE LINHA, MALACO!

O nocaute eleitoral arruinou a cabeça baldia
Lula culpa o ‘conservadorismo paulista’ pela derrocada nacional do PT
lula-digitaais
Neste outubro, o PT elegeu o prefeito em apenas oito dos 645 municípios do Estado de São Paulo. Qual teria sido a causa de tamanho fiasco na mais populosa e desenvolvida unidade da federação? A corrupção em escala industrial? A ladroagem desavergonhada? A catastrófica incompetência administrativa? A política econômica desastrosa? A expansão apavorante do desemprego? Ou a soma desses espantos e outros mais?
Nada disso, ensinou Lula em Buri, onde reapareceu nesta terça-feira. Segundo o único doutor honoris causa do mundo que não lê nem escreve, o problema é o que chama de “conservadorismo paulista”. Como o massacre ocorrido em São Paulo se repetiu em todo o país, pode-se deduzir que tanto os nordestinos da região da seca quanto os ribeirinhos da Amazônia hoje são tão conservadores quanto um bilionário quatrocentão.
Na cabeça baldia arruinada pelo nocaute, o fenômeno serve para explicar tudo ─ da ausência de candidatos do PT em Buri ao triunfo de João Doria na periferia da capital, do desaparecimento do “cinturão vermelho” formado pelos municípios do ABC ao sumiço do palanque ambulante, imobilizado em São Bernardo por falta de interessados. Deve-se presumir que também explica por que nenhum dos candidatos lançados pelo partido desde 1982 conseguiu homiziar-se no Palácio dos Bandeirantes.
As urnas impediram a chegada ao governo estadual de gente como José Dirceu, José Genoíno e o próprio Lula. O primeiro está na cadeia. O segundo esteve. O terceiro logo estará. Os três exemplos avisam que conservadorismo pode ser o outro nome da sensatez.*

(*) Blog do Augusto Nunes

A CASA MAL ASSOMBRADA

Complicações à vista na Câmara e no Senado

Eunício Oliveira no Senado e Rodrigo Maia na Câmara aparecem como favoritos para as presidências das duas casas, com decisão prevista para fevereiro.  Entre os senadores, não há problema. O PMDB tem maioria e o representante do Ceará conta com o apoio do palácio do Planalto. No caso dos deputados, é diferente. O atual presidente da Câmara não pode permanecer, conforme o regimento interno, ainda que conte com a simpatia do presidente Michel Temer e de boa parte dos deputados. Seria preciso mudar o regimento para permitir a reeleição. O problema é que se Rodrigo Maia for beneficiado com a mudança, por que não estender a permanência para o Senado? Nesse caso, Renan Calheiros exigiria reciprocidade.  Continuando a presidir o Senado, ficaria livre de pelo menos a metade de seus problemas.
As decisões só serão tomadas em fevereiro e surgiu um obstáculo: o PSDB. Os tucanos contam com a presidência da Câmara, mesmo sem dispor de um nome de consenso. Se for para engolir Rodrigo Maia, vão botar água no chope de Eunício Oliveira. A equação ficará mais conturbada se entrarem nela  as preliminares da sucessão presidencial de 2018.  Onde estiver Geraldo Alckmin, não estará Aécio Neves, e vice versa. Os dois candidatos presidenciais pretendem fechar o ano com um futuro presidente da Câmara definido, mas dificilmente será o mesmo. Mais provável é que um mineiro e um paulista busquem a indicação, vencendo aquele que dispuser de maior apoio no PMDB.
Em suma, complicações à vista para o tucanato e para o presidente Michel Temer.*
(*) Carlos Chagas – Tribuna na Internet

FIM DA NOVELA

Acordo de Marcelo Odebrecht está aprovado e revelará o nome de 316 corruptos

Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo que leva o seu sobrenome, vai cumprir a mais dura das penas entre os delatores da Operação Lava Jato : além dos dois anos e meio em regime fechado, ele terá de cumprir outros cinco anos de prisão domiciliar, segundo a Folha apurou. Metade desse período será em regime fechado, no qual ele não pode deixar a residência. Já os dois anos e meio restantes serão em regime semi-aberto: ele terá de ficar em casa das 22h às 7h e não pode sair aos fins de semana nem viajar sem autorização da Justiça. O acordo prevê que ele usará tornozeleira eletrônica nos cinco anos em que estiver no regime de prisão domiciliar.
O compromisso de colaboração com os ex-executivos da empreiteira ainda não foi assinado. A Folha revelou na edição desta quarta (2) que o empresário ficará preso em Curitiba até o final de 2017, segundo o acordo negociado. Como o executivo foi preso em 19 junho de 2015, ficará dois anos e meio preso em Curitiba (PR).
COMPARAÇÃO – Só para efeitos de comparação, Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez que fora condenado a 18 anos de prisão, fechou um acordo no qual foi estabelecido os seguintes prazos de prisão: um ano de regime domiciliar fechado, dez meses de regime domiciliar semi-aberto e dois anos em que ficará em liberdade, mas terá de prestar 20 horas por mês de serviços comunitários.
Outro dirigente de empreiteira que fez acordo de delação, Ricardo Pessoa, presidente da UTC, também conseguiu melhores condições: ele ficará entre um e dois anos, a depender da confirmação do que contou aos procuradores, no chamado regime domiciliar diferenciado, no qual tem de voltar para casa à noite e aos fins de semana.
PENA DE 30 ANOS – Marcelo é acusado de comandar o esquema de corrupção da Odebrecht, a maior empreiteira brasileira, e já foi condenado a 19 anos de prisão em uma das ações penais.
É réu em outros três processos da Lava Jato em Curitiba e um em Brasília, no qual é acusado de pagar propina para obter recursos do BNDES para uma obra em Angola. Três advogados ouvidos pela Folha, sob condição de que seus nomes não fossem citados, estimam que, ao final de todos os processos, sua condenação deve chegar aos 70 anos de prisão.
O período em que Marcelo ficará em regime fechado (dois anos e meio na prisão e igual período em casa) corresponde a uma pena de prisão de 30 anos, o máximo permitido pela Justiça no Brasil. Isso ocorre porque a legislação brasileira estabelece que o condenado tem o direito de passar para outro regime depois de cumprir um sexto da pena.
ACORDO APROVADO – O ex-presidente da Odebrecht é um dos 40 executivos da empresa que já tiveram o seu acordo de delação aprovado pelos procuradores.
Há ainda entre 30 e 40 funcionários da empreiteira que discutem os que vão revelar para obter uma pena menor. A perspectiva dos negociadores é que o acordo seja fechado até o final deste mês.
A Odebrecht informa que não se manifesta sobre o acordo em negociação.*
(*) Mario Cesar Carvalho – Folha de SP
Fonte: http://www.contraovento.com.br/

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