segunda-feira, 28 de novembro de 2016

E NO PAÍS DA PIADA PRONTA…

Marcelo Calero é o novo Juruna

chancha
Geddel Vieira Lima caiu porque pressionou o então ministro da Cultura Marcelo Calero a derrubar o veto do Instituto do Patrimônio Histórico à construção de um prédio alto demais em Salvador, próximo a bens tombados. Geddel, que comprou um apartamento no tal prédio, colocou Michel Temer, Eliseu Padilha e Grace Mendonça para agir em seu benefício. Indignado com a pressão, Marcelo Calero pediu demissão e saiu atirando. Deu entrevista, foi à PF e, sabe-se, gravou diálogos nos quais foi constrangido.
É um episódio de chanchada: o presidente da República, o ministro-chefe da Casa Civil e a advogada-geral da União preocupados em resolver, ao arrepio da lei e dos bons modos, uma questão imobiliária do, até horas atrás, secretário de Governo.
A chanchada ainda não teve fim. A ordem é tentar desmoralizar Marcelo Calero. “Não sei por que esse rapaz agiu dessa forma”, disse Michel Temer. “Isso é inaceitável, é inédito na história do Brasil”, afirmou Aécio Neves, sobre o fato de Marcelo Calero ter gravado os diálogos indecorosos, em especial com o presidente da República. A esta altura, devem estar vasculhando a vida do moço, a fim de encontrar algo que possa ser vazado e, com isso, manchar a sua reputação.
Deixando de lado o direito que um cidadão tem de gravar conversas das quais ele participa, mesmo sem a anuência dos seus interlocutores, a atitude de Marcelo Calero só é inadmissível a quem parece achar um direito natural submeter a coisa pública a interesses privados.
Nos anos setenta, havia o cacique Juruna. Antes de se tornar o primeiro índio a eleger-se deputado federal no país, ele usava gravador na sua luta pela demarcação de terras das tribos. Registrava abertamente tudo o que as autoridades brancas lhe diziam. Agora podemos gravar tudo por meio de um smartphone no bolso. Marcelo Calero é o novo Juruna. Precisamos de mais índios nas nossas chanchadas.*
(*) Mário Sabino – O Anganonista

UZEIRO & VEZEIRO EM CORRUPÇÃO

PF conclui que José Guimarães recebeu R$ 97 mil em propina
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A Polícia Federal (PF) concluiu nessa quarta-feira o inquérito 4259 do Supremo Tribunal Federal, instaurado no âmbito da Operação Lava Jato, contra o deputado federal José Guimarães (PT-CE), irmão do ex-presidente do PT José Genoíno, condenado no Mensalão.
Segundo a PF, a investigação comprovou que Guimarães recebeu propina do réu colaborador, ex-vereador de Americana (RJ), Alexandre Romano, no valor de R$ 97.761,00 em troca de sua intervenção junto ao ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Roberto Smith, seu apadrinhado político.
De acordo com a PF, em razão dessa atuação, foi facilitada e viabilizada a concessão de financiamento de R$ 260 milhões pela instituição financeira às subsidiárias de uma empresa responsável pela construção de usinas eólicas no estado da Bahia.
O pagamento da propina teria ocorrido por meio de dois cheques do colaborador. O primeiro, no valor de R$ 30 mil, foi descontado pelo escritório de advocacia responsável pela defesa do parlamentar no processo referente a outra ação que tramitava contra ele no STF.
O segundo cheque, no valor de R$ 67.761,00, era destinado a uma companhia de indústria e comércio de papel, que forneceu matéria prima a uma empresa gráfica que prestava serviços ao deputado.
A PF pede ao Ministério Público que José Guimarães responda pelos crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro. Ao ex-presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, a PF pede acusação por corrupção passiva.
O relatório conclusivo do inquérito foi encaminhado ao STF na própria quarta-feira (23), juntamente com todo o material produzido no decorrer das investigações. O inquérito é sigiloso. A assessoria de José Guimarães foi procurada, mas aina não retornou às ligações da reportagem.
Romano, ex-vereador do PT, intermediava negócios entre empresários e políticos e fechou um acordo de delação premiada depois de ter sido preso na 18° fase da Operação Lava Jato, a Pixuleco II.
Dólares na cueca
No auge do escândalo do mensalão, em julho de 2005, nenhum caso chamou tanta atenção quanto os “dólares na cueca”, que levaram à renúncia de José Genoino à presidência do Partido dos Trabalhadores.
Um assessor parlamentar do então deputado estadual cearense José Guimarães, irmão de Genoino, foi detido pela Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Em suas roupas de baixo, havia US$ 100 mil em espécie.
As investigações indicaram na ocasião que o dinheiro era propina recebida pelo então chefe de gabinete do Banco do Nordeste (BNB) e ex-dirigente do PT, Kennedy Moura, para acelerar empréstimos no banco.
De acordo com o Ministério Público, os dólares eram uma propina que Guimarães iria receber por intermediar um financiamento entre um consórcio de energia e o Banco do Nordeste. A Justiça, porém, livrou o líder do governo do processo em 2012, sob o argumento de que não havia elementos que ligassem o deputado ao dinheiro apreendido com o assessor.*

(*) Narley Resende –  paranapostal
Fonte: http://www.contraovento.com.br/

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