quarta-feira, 30 de novembro de 2016

ALEXANDRE GARCIA, UM OÁSIS DE SERINIDADE

Alexandre Garcia continua sendo um oásis de serenidade numa imprensa distante da realidade
(Com muita elegância, ele solta as mais duras verdades no Twitter)
Com 76 anos, Alexandre Garcia é um dos analistas políticos mais experientes do jornalismo brasileiro. No Twitter, contudo, é um dos mais novos. Seu perfil veio ao ar apenas em maio de 2016. Desde então, tem se permitido posicionamentos corajosos que, a despeito de qualquer preconceito com a idade avançada, parecem bem mais em sintonia com a realidade do que os de seus colegas de profissão.
Sua leitura da morte de Fidel Castro foi milimétrica. Dos protestos contra a PEC 241, seguiu pelo mesmo caminho, assim como o posicionamento sobre a ditadura militar, a corrupção, a violência e o Brasil como um todo.
O Implicante toma a liberdade de destacar abaixo suas falas mais aplaudidas nas redes sociais.
SOBRE FIDEL CASTRO
O mais longevo ditador do mundo morreu depois de ter convertido seu país no maior museu a céu aberto do planeta.
Março 1970, eu na PUC e bancário, assaltados por VAR Palmares, aos gritos de "viva Che Guevara", inspirados por Fidel. Para lembrar hoje.
Meu amigo atleta cubano refugiado conheceu vinho na minha casa.E chorou quando entrou no Extra e viu a abundância.Fidel distribuíra pobreza.
SOBRE A AUSÊNCIA DE MULHERES NO MINISTÉRIO DO GOVERNO TEMER
Sobre a ausência de mulher no Ministério Temer:não se escolhe ministro pelo sexo ou cor da pele o que seria um preconceito sexual ou racismo
SOBRE AS INVASÕES DE ESCOLAS POR PARTIDOS POLÍTICOS
Coerência: o partido por trás das invasões de escolas é o mesmo que enganou os jovens com a guerrilha do Araguaia, há mais de 40 anos.
Custou 3 milhões transferir eleição de escolas invadidas. Onde se ensina e onde se vota são lugares sagrados. Invadi-los é profanação.
271 mil sem ENEM: democracia é governo da maioria que respeita a minoria. Não é governo da minoria que não respeita a maioria.
Ocupar ou invadir? Ocupa-se a escola em ensinar, o professor em dar aulas, o aluno em estudar. Invadem-se escolas e se impedem as ocupações.
A propósito de ocupação de escolas, um trocadilho: Seriam jovens satisfeitos com a mediocridade dos resultados do ensino médio?
Fonte: O Implicante

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