domingo, 20 de novembro de 2016

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CORNIDÃO COERCITIVA

Estava eu dormindo na casa do meu amigo Serginho Cobral. Não me perguntem nem como nem por quê. Só posso dizer que cochilava no armário do quarto. E, na cama, o casal cabralino ressonava o sono dos justos nos braços de Morfeu.
Enquanto amigo íntimo do casal caprino, posso testemunhar que, nos últimos tempos, Serginho andava muito estressado, muito tenso mesmo, chegando mesmo a deixar de cumprir com as suas obrigações conjugais.
Assim sendo, a ex-primeira mulher dama, angustiada e subindo pelas paredes como uma barata profissional, de quando em vez, diariamente, convocava a minha presença na alcova em busca de um consolo. Consolo de carne e osso.
Pois desta feita não foi que o Sérgio chegou mais cedo do serviço? Isto posto (e retirado) tive que passar a noite escondido no closet do casal entre bolsas Vuitton, roupas de grife, sapatos caríssimos e joias mais caras que muitas obras públicas. Ao fundo, um baú enorme trancado com cadeado onde estava escrito: oxigênio.
Percebi que Serginho estava desconfiado de alguma coisa. Homem prevenido, há tempos faz questão de dormir sempre com o mesmo pijama listrado e ainda amarrou uma corrente com uma bola de ferro na perna. Ele dizia que era por causa da dieta. Com a bola de ferro, Serginho não conseguia levantar de noite para “assaltar” a geladeira. É a força do hábito.
Pois muito bem: dormíamos os três quando, subitamente, o quarto foi invadido às seis horas da manhã por um monte de policiais. Apavorado, saí fora do armário inteiramente pelado e gritei:
– Calma, Sérgio Cabral! Não é nada disso que você está pensando!!! Sua esposa pode explicar tudo!!!
Mas a bronca não era comigo. O Serginho não tinha chamado a polícia para um flagrante de adultério. Muito pelo contrário, eram os Federais, que estavam na captura do ex-governador por uso indevido de guardanapo na cabeça e verbas públicas, não necessariamente nesta ordem.
Ao saber que seria levado para o Complexo de Bangu e que não ficaria numa solitária exclusiva, Serginho começou a passar mal com falta de ar. Corri até o armário para pegar o oxigênio que estava no baú, mas não tinha nenhum balão de oxigênio lá dentro.
Enquanto isso, em Bangu 1, os presos, no maior atraso, já estão preparando a cerimônia de inauguração de mais uma obra pública: o pavilhão reto-furicular do ex-governador Sérgio Cabral. Mas será que esse túnel já não foi inaugurado?
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Quando o ex-governador Garotinho foi preso por corrupção, também passou mal. O ex-governador “de menor” foi levado imediatamente para a emergência do Hospital Municipal Souza Aguiar. Não resta a menor dúvida: querem matar o Garotinho.
Agamenon Mendes Pedreira é conselheiro matrimonial.

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