quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O ERRADO É QUE ESTÁ CERTO (PARTE 2)

Há alguns anos, escrevi aqui um pensamento do Mestre Kafunga, lendário goleiro do Clube Atlético Mineiro e comentarista esportivo de televisão e rádio.
Dizia ele com todas as letras que um dia não muito distante "o errado é que está (estaria) certo". Que a moral e os bons costumes iriam para o espaço.
Estamos, hoje, numa total inversão de valores onde uma mentira repetida à exaustão vira verdade. E os políticos utilizam esta "tática" até obter o resultado desejado.
Este partido político que nos governou por longos 13 anos, e tinha um projeto de poder eterno (como disse Boris Casoy na televisão dia desses). Diante de tantos fatos, a gente poderia dizer que era um projeto criminoso de poder.
Pois este partido conseguiu a façanha com seu poder de convencimento e de persuasão, conforme disse uma amiga minha, empresária e pedagoga, dividir a família e os amigos. Fez os contrários ficarem quase inimigos, olhando um para o outro com desconfiança, com desdém e, às vezes, com complacência.
Se diante de tudo isso, com a inversão dos valores tomando conta de nosso dia a dia, onde o mais esperto é que vence, onde é preciso levar vantagem em tudo (lembrando aquela propaganda que ficou na história, "estrelada" pelo nosso canhotinha de ouro, o Gérson, um dos melhores jogadores que vi jogar). E, nessa de levar vantagem em tudo, tem mais uma, esta aplicada no meio político para "arrebanhar" aliados e oportunistas-vendilhões de carteirinha, é o famoso "é dando que se recebe", uma corruptela da "oração de São Francisco", uma heresia com o santo.
Nesta do "errado é que está certo", e diante de tantas escaramuças para desviar o foco e encobrir maracutaias, o futebol está ficando especialista na matéria, onde toda jogada e todo resultado é questionável, e a culpa sempre cabe ao juiz, vítima e algoz de tudo ruim que acontece no campo.
O Brasil perdeu um jogo para o Equador com visível gol de mão, que ficou por isto mesmo, e o autor do absurdo saiu todo serelepe e todo radiante diante do malfeito cometido como se tivesse tornado a azeitona da empada, o herói do jogo.
Agora, recentemente, o Flamengo estava "levando" um gol irregular do Fluminense, em visível impedimento. O juiz teria dado o gol e, diante da reação dos jogadores do Flamengo, pois o bandeirinha havia invalidado o lance, voltou atrás.
E o errado foi duramente questionado pelos jogadores e diretoria do tricolor carioca dizendo que havia interferência externa, alguém teria dito que a televisão mostrou várias vezes o lance do impedimento e isto é contra o regulamento. Vejam só, algo errado não pode se mostrado.
Pois é, alegando a interferência externa, o Fluminense queria que o errado ficasse certo, veja em que ponto estamos chegando!
O vôlei, para dirimir dúvidas, já repete várias vezes o lance gravado pela tv para esclarecimento e, se for o caso, voltar atrás.
Basta o adversário (ou o interessado) questionar que é repetida a cena e desfeito o equívoco, se houver.
Diante de tudo isso, parece que a corrupção está chegando até nos lances do futebol!
Com essa do Fluminense e do gol de mão, dá vontade de tirar o time de campo, nunca mais ver futebol.
Coitado de quem quer a coisa certa!

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