sábado, 29 de outubro de 2016

MORRE CARLOS ALBERTO TORRES, O CAPITA

Carlos Alberto "Capita" Torres (Rio de Janeiro, 17 de julho de 1944 — Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2016),
O "Capitão do Tri", foi um futebolista, treinador e comentarista esportivo brasileiro. Em sua longa carreira, atuou como lateral-direito, tendo sido um dos símbolos do clássico futebol brasileiro, eternizado pela conquista do tricampeonato mundial no Campeonato Mundial de Futebol de 1970 no México.
Como jogador
Considerado um dos maiores jogadores da história em sua posição, ele foi o capitão da Seleção Brasileira que ganhou a Copa do Mundo FIFA de 1970, no México, ficando conhecido como o Capitão do Tri. No que diz respeito aos clubes, Carlos Alberto jogou por Fluminense, Botafogo, Flamengo, Califórnia Surf, Santos e New York Cosmos. Ele foi o companheiro de Pelé nos últimos dois clubes.
Carioca de Vila da Penha, Carlos Alberto foi revelado pelo Fluminense, sendo medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1963, disputados em São Paulo, e foi campeão do Campeonato Carioca de 1964. Logo depois, se transferiria para o Santos.
Quando Carlos Alberto chegou na Vila Belmiro em 1965, o Santos atravessava o seu apogeu, com conquistas como o bicampeonato da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes.
Muitos cronistas dizem que foi um dos maiores laterais-direitos de todos os tempos. Tinha habilidade, respeito dos companheiros e, como uma de suas características principais, uma forte personalidade.
Pelo Santos foi pentacampeão paulista em 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973, ano em que conquistou seu último título pelo time da Vila Belmiro.
Em 1971, atuou por empréstimo com a camisa do Botafogo em 22 jogos, onde também se destacou nos 3 meses que por lá passou.
Em 1976 retornou ao Fluminense, onde fez parte do time que ficou conhecido como a Máquina Tricolor, sendo bicampeão carioca em Campeonato Carioca de Futebol de 1976, semifinalista do campeonato brasileiro de 1976, depois passando pelo Flamengo.
Carlos Alberto marcou sua história em todos os times que jogou, pois conseguiu se firmar e ganhar respeito em vários times de craques, mesmo na Seleção Brasileira tricampeã de 1970, onde era um dos líderes e o capitão da equipe.
Em março de 2004, Carlos Alberto foi nomeado por Pelé um dos 125 melhores jogadores vivos do mundo.
Como treinador
Em seu primeiro ano como treinador, já se consagrou Campeão Brasileiro pelo Flamengo. Foi treinador do Fluminense no bicampeonato carioca, em 1984. Em 1985, foi bicampeão pernambucano pelo Clube Náutico Capibaribe. Em 1993 foi campeão da Copa Conmebol pelo Botafogo.
Seleção da América do Sul de todos os tempos
Foi escolhido ainda para integrar a seleção da América do Sul de todos os tempos na posição de zagueiro. A enquete foi realizada com cronistas esportivos de todo o mundo. A FIFA o considera um dos maiores laterais direitos de todos os tempos.
Carreira política
Na política, Carlos Alberto era filiado ao Partido Democrático Trabalhista. Foi vereador de 1989 a 1993, ocupando a vice-presidência e a primeira secretaria da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Em 2008 tentou uma vaga para vice-prefeito da capital fluminense, na chapa de Paulo Ramos, não se elegendo.
Vida pessoal
Carlos Alberto foi casado três vezes: com Sueli, mãe dos seus filhos Andréa e Alexandre Torres, também jogador, com a atriz Terezinha Sodré e com Graça, sua ultima esposa.
Morte
Morreu aos 72 anos, vítima de um infarto fulminante em sua casa, no Rio de Janeiro. Carlos Alberto Torres fez sua última aparição no SporTV, onde era comentarista, apenas dois dias antes de sua morte, quando participou do programa Troca de Passes.
Ricardo Rocha, ex-zagueiro e amigo próximo do Capita, e o comentarista Luiz Ademar, também do SporTV, relataram que Carlos Alberto tinha boa saúde, a despeito da idade.
Seu corpo foi velado na sede da CBF, na Barra da Tijuca, e sepultado no Cemitério de Irajá
Como jogador
Fluminense
Rio de Janeiro Campeonato Carioca: 1964, 1975 e 1976
Rio de Janeiro Taça Guanabara: 1966 e 1975
França Torneio de Paris: 1976
Chile Torneio Viña del Mar: 1976
Santos
Recopa Sul-Americana: 1968
Brasil Campeonato Brasileiro: 1965 e 1968
São Paulo Campeonato Paulista: 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973
Rio de Janeiro x São Paulo Torneio Rio-São Paulo: 1966
New York Cosmos
Estados Unidos NASL Exterior Championships: 1977, 1978, 1980 e 1982
Estados Unidos Eastern Division (National Conference): 1978, 1979, 1980 e 1982
Estados Unidos Trans-Atlantic Cup Championships: 1980
Seleção Brasileira
México Copa do Mundo FIFA: 1970
Brasil Jogos Pan-Americanos: Medalha de Ouro (1963)
Como treinador
Flamengo
Brasil Campeonato Brasileiro: 1983
Fluminense
Rio de Janeiro Campeonato Carioca: 1984
Botafogo
Copa Conmebol: 1993
(Fonte: Wikipedia)
Fica aqui esta simples, mas singela e sincera homenagem ao nosso capita, homem simples, de ótimo caráter, foi ídolo por onde passou.
Nilton Santos foi cronista do "Correio Braziliense" e o capita, a exemplo dele, ingressou no campo jornalístico sendo um comentarista de respeito no SPORTV, na Linha de Passe, programa dominical exibido logo após o encerramento da rodada do Brasileirão Série A.
Admirador de seu futebol e do modo como comentava e dava sua opinião, não poderia deixar batido um registro de sua passagem pelo futebol brasileiro e mundial e pelo legado que deixou.
E o nosso reconhecimento e gratidão.

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