domingo, 2 de outubro de 2016

BLOG "BESTA FUBANA"

O ATO DE VOTAR

Caso seja do seu interesse dar um voto para algum candidato, basta ir até ao seu local de votação com seu título ou apenas com um documento com foto. Caso não saiba onde é, verifique no site do Tribunal Regional Eleitoral – TRE, ou do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, que o vai conduzir ao seu Estado e ao seu município, mas faça isso com antecedência para evitar os atropelos e perda de tempo. Caso você não queira ir votar, tudo bem, o voto não é obrigatório apesar de implicar em algumas restrições se você não o fizer, mas basta que o eleitor vá até o cartório eleitoral após as eleições e pague uma multa de pequeno valor, R$ 3,70, aproximadamente e estará normalizada sua situação eleitoral.
Entenda, se você comparecer para votar, estará ratificando o processo eleitoral vigente e suas imperfeições que nunca serão corrigidas por causa de seu aceite ao comparecer na sua seção de votação. Não importa se o seu voto for nulo ou em branco, o eleitor está concordando com o processo eleitoral em vigor. Nulo ou em branco, o eleitor está contestando os candidatos. No não comparecimento, o maior peso é uma postura contra a legislação eleitoral que permite safadezas nas campanhas e no processo de apuração, como foi em 2014, além de ter que aceitar como candidatos aqueles que não são qualificados para tal. Os péssimos candidatos e as péssimas escolhas é que fazem a sua cidade viver o caos e não adianta reclamar depois.
Há muito defendo que uma das mudanças para melhor qualificar o eleito, seria a possibilidade de o eleitor poder votar em três candidatos, seja lá de que partidos forem. Venceriam os mais votados os quais realmente representariam a vontade da maioria dos eleitores. O processo em vigor força o voto que, na sua maioria, é fortemente influenciado por agentes outros que durante o período de campanha eleitoral, conduzem nem sempre para uma melhor opção. O marketing mascara a real personalidade e postura da maioria dos candidatos levando o eleitor ao arrependimento passadas as eleições, caso Lulla, por exemplo. Existe, ainda, a enorme influência das pessoas próximas ou dos chefes no trabalho. Todas essas e outras posições ou pressões cairiam por terra com a possibilidade de o eleitor poder escolher outros candidatos. No mínimo, a possibilidade de eleger um desqualificado seria bem menor. Acredito que esta forma de votar seria um caminho até que a população realmente fosse detentora de uma consciência política.
Uma outra forma de qualificar os candidatos seria a declaração e consequente comprovante de depósito em dinheiro, em conta controlada pela Justiça Eleitoral, do valor a ser gasto no período eleitoral. Apenas seriam aceitas no transcorrer da campanha, contribuições de materiais publicitários em um montante de até 50%, por exemplo, do valor declarado e depositado quando do registro da candidatura. Isto evitaria participações pecuniárias extras, durante a luta pelo voto, daqueles que buscam por candidatos melhores postados no ranking para se utilizarem de favores futuros. As penalidades aos infratores, candidato e colaborador, seriam no mesmo peso.
Não deixe se levar por influência dos debates televisivos, nele, todos os “gatos são pardos”. Não há como avaliar em um debate de poucos minutos, a capacidade de gerir a coisa pública por quatro anos. Acho até que para ser candidato a cargo Executivo, o candidato não poderia ser político de carreira, que ocupe cargo legislativo, mas sim, alguém que possa, durante a campanha, mostrar à população sua capacidade administrativa em alguma atividade profissional ou empresarial. É bem verdade que se tivéssemos ferramentas eficientes para cassar aquele que não corresponde a expectativa da população, seja no executivo ou legislativo, todos os eleitos teriam maiores preocupações em realizar e nenhum cargo seria utilizado para politicagem, compra de votos, negociatas e por ai vai.
É isso aí eleitor, pense agora para não chorar depois. O mimimi após descoberto que elegeu um péssimo candidato, não irá resolver seus problemas pelo menos por quatro anos. Tenha consciência, e muita, ao confirmar seu voto. O que posso aconselhar, além do que está escrito, é você avaliar a qualificação daquele que, pela sua capacidade e experiência, possa trazer algo de benefício à sua cidade. É sua a responsabilidade. É exclusivamente seu, o ato de votar.
Fonte: http://www.luizberto.com/

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