quarta-feira, 21 de setembro de 2016

TRIBUNA NA INTERNET

O aprendiz de feiticeiro

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Carlos Heitor Cony

Folha
É uma das histórias mais conhecidas do folclore universal, foi até filmada por Walt Disney, com Mickey Mouse no papel principal. Cansado de limpar a casa, apelou para um feiticeiro, que lhe providenciou uma vassoura mágica que arrumava tudo. Lamentavelmente, ele esqueceu a fórmula mágica que fazia a vassoura parar de trabalhar. Resultado: a vassoura não apenas limpou a casa, mas a destruiu, levando em seus destroços o aprendiz de feiticeiro.
A história não é tão fantástica assim: o caso de Lula é uma versão amplificada do mesmo drama. Achando que o país estava desarrumado e sujo, invocou o feiticeiro, que lhe deu a vassoura mágica para arrumar o Brasil. Teve inicial sucesso, mas não aprendeu a dominar a vassoura, criando um partido (PT) e seus derivados, como a CUT, a militância das ruas e outros apetrechos que julgava mágicos.
ESTRAGOS – Sem saber ou sem querer imobilizar a vassoura que criou, Lula está vendo agora a feitiçaria fazer os estragos que estamos sofrendo, com a corrupção desvairada e um Brasil mais sujo do que antes.
Ele próprio, não sabendo como deter a feitiçaria, está ameaçado de ser varrido, dividindo a prisão com os aprendizes mais importantes que o ajudaram. Não lhe adianta acusar as elites, o imperialismo e os golpes que alega estar sofrendo.
Na sua primeira investida rumo ao poder, era um líder respeitável e pobre. Levado pelo seu primeiro secretário de imprensa, o elegante Ricardo Kotscho, cheguei a comprar uma camisa do PT para ajudar a sua eleição. Apesar da minha modesta contribuição, ele não se elegeu (votei em Brizola) e deixou de vender camisas, inaugurando uma corrupção que não soube parar e que agora o atinge pessoalmente. A pobre e solitária camisa, que lhe comprei e nunca vesti, não pode concorrer com o mensalão, o petrolão e a Lava Jato.
      (artigo enviado pelo comentarista Mário Assis Causanilhas)
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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Deu em O Tempo
O juiz federal Sérgio Moro aceitou a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a decisão, o petista torna-se réu em mais uma ação penal da operação Lava Jato. Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso da Petrobras. Segundo a denúncia, o ex-presidente teria recebido vantagens indevidas equivalentes a R$ 3,7 milhões da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012. Um dos autores da denúncia, o procurador federal Deltan Dallagnol classificou o político de “comandante máximo do esquema”.
Na decisão, o juiz Moro lamentou aceitar a denúncia contra a mulher de Lula, Marisa Letícia, mas justifica que “sua contribuição para a aparente ocultação do real proprietário do apartamento é suficiente por ora para justificar o recebimento da denúncia também contra ela”.
Quanto a Paulo Okamotto, diretor-presidente do Instituto Lula, o juiz pegou pesado, afirmando que ele é “a pessoa responsável pelo recebimento da vantagem indevida consubstanciada no custeio” do armazenamento dos bens recebidos por Lula quando era presidente.
DEFESA DE MORO – Enquanto a denúncia era aceita na 13ª Vara Federal Criminal em Curitiba, o vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, defendia em Florianópolis a atuação do Ministério Público Federal e do juiz Sérgio Moro nos processos da Lava Jato, em resposta às críticas recentes feitas por alguns dos acusados no âmbito da operação, como o ex-presidente Lula.
Integrante do Tribunal que analisa em segunda instância os processos originários da 13ª Vara Federal em Curitiba, da qual o juiz Sérgio Moro faz parte, onde tramita a maior parte dos processos da Lava-Jato, o desembargador federal disse que o país vive uma “verdadeira revolução” e “dentro do Estado de Direito”, garantindo condições de plena defesa a todos os acusados.
DIREITO DE DEFESA – “Todas as pessoas que têm sido chamadas a prestar contas ao Poder Judiciário têm tido a oportunidade de exercer seu pleno direito de defesa, de modo que eu me recordo uma passagem bíblica, o direito de defesa é inato à natureza humana. Até o maior dos juízes, Deus, no episódio de Caim e Abel, antes de puni-lo, ele o ouviu. Então, é um direito muito caro”, disse o magistrado, durante a abertura de seminário sobre programas de proteção ao denunciante, organizado em Florianópolis no âmbito da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla).
Flores Lenz disse observar hoje “críticas à atuação do Ministério Público”, órgão que afirmou ter integrado por 11 anos, e aos “posicionamentos da magistratura federal”.
“Os juízes e o Ministério Público estão apenas cumprindo a lei. E dentro da Constituição, que não foi elaborada por eles, diga-se de passagem”, disse, fazendo crítica velada ao PT, partido de vários dos acusados na Lava Jato.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– É a segunda vez em que Lula se torna réu. Ele já responde a outro processo na 10ª Vara Federal Criminal de Brasília, por obstrução à Justiça, no caso da compra do silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras. Responde também a vários outros inquéritos, abertos pelo Ministério Público Federal não só em Curitiba e Brasília, mas também no Supremo Tribunal Federal, onde é investigado por obstrução à Justiça – desta vez, no caso de sua frustrada nomeação para a Casa Civil da então presidente Dilma Rousseff. Ou seja, boa parte do dinheiro recebido ilicitamente por Lula vai se esvair no pagamento a advogados(C.N.)

Piada do Ano: Defesa de Dilma considera “legal” a doação de propina no Caixa 2

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Flávio Caetano ainda alega que foi tudo na forma da lei
Cleide Carvalho e Jaqueline Falcão

O Globo
O advogado de defesa da ex-presidente Dilma Roussef, Flávio Caetano, afirmou nesta terça-feira, em nota, que as doações da Andrade Gutierrez para a campanha foram legais e que Otávio Azevedo, ex-presidente da holding do grupo, reconheceu em depoimento prestado na segunda-feira, em São Paulo, que as “doações feitas pela Andrade Gutierrez à campanha de Dilma-Temer tiveram origem legal e provieram do mesmo caixa financeiro das doações feitas à campanha de Aécio Neves”, do PSDB.
DOAÇÕES ESPONTÂNEAS – A nota do advogado afirma ainda que todas as doações foram feitas de forma espontânea e voluntária e que é mentirosa e inverídica qualquer “ilação em contrário” envolvendo a conduta dos coordenadores de campanha Edinho Silva e Giles Azevedo.
Otávio Azevedo afirmou no depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral que, em razão das pressões das quais diz ter sido alvo e do risco de perder contratos com o governo federal, a empresa doou oficialmente R$ 20 milhões à chapa Dilma-Temer na eleição de 2014, em vez dos R$ 10 milhões que havia programado doar inicialmente.
PARCELA DE PROPINA – As declarações foram dadas ao ministro Herman Benjamin, relator do processo relativo à prestação de contas da ex-presidente Dilma Rousseff e do atual presidente, Michel Temer, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ao ministro do TSE, Azevedo afirmou que pelo menos R$ 1,5 milhão declarado pela prestação de contas da campanha do PT é de parcela de propina paga ao partido pela obra da usina de Belo Monte.
As informações foram publicadas no blog de Cristiana Lôbo, no site G1. Azevedo disse também ter doado ao PMDB, mas por decisão própria, e não por pressão. Procurada na manhã desta terça-feira, a defesa de Otávio Azevedo disse que não comentará as declarações.

Deputados cobram nome do autor da emenda que anistiava políticos corruptos

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Aldemar Vigário logo perguntaria: “Quem? Quem? Quem?”
Deu em O Tempo

Agência Estado
No dia seguinte à tentativa de votação de uma proposta que na prática anistiava o caixa dois em campanha eleitoral, parlamentares usaram a tribuna da Câmara para criticar a manobra e acusar líderes dos principais partidos de costurar um “jabuti” às escondidas. Eles cobraram a identificação do autor da proposta que seria posta em votação nesta segunda-feira (19) já que até o momento ninguém assumiu a responsabilidade sobre a emenda que seria incluída numa proposta engavetada desde 2007 na Casa. “Ninguém quer ser pai de filho feio”, resumiu o deputado Marcos Rogério (DEM-RO).
ENCENAÇÃO – O deputado Hildo Rocha (PMDB-MA) acusou os líderes dos grandes partidos de enganar os parlamentares e incluir na pauta de votações uma matéria não prevista. “Não vejo a posição de líderes aqui que fizeram toda essa encenação para nos usar”, reclamou. O peemedebista chamou a tentativa de votação de “trama” para anistiar os envolvidos na operação Lava Jato e “atentado contra a moral”. “A sociedade quer saber qual é a digital que está ali”, exigiu.
Na mesma linha de Rocha, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) afirmou que a proposta incluída na pauta na noite anterior foi construída “debaixo dos panos”. “Isso é indecente e desonesto”, enfatizou. “O episódio de ontem tem de ser repudiado. Não podemos sair dos nossos Estados para votar matérias importantes e sermos surpreendidos com uma verdadeira armação, sem ninguém com hombridade para assumir essa matéria”, emendou Domingos Sávio (PSDB-MG).
EFEITOS DEVASTADORES – Ex-relator do processo de cassação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Marcos Rogério disse ser favorável à criminalização do caixa dois, mas ponderou que não se pode improvisar uma mudança tão profunda que produza “efeitos devastadores”.
Incomodado com a pressa de se pôr em votação uma proposta que até agora não é conhecida da maioria dos parlamentares, o deputado pregou a votação de um texto que dê segurança jurídica e solucione as lacunas da legislação, mas que não dê anistia geral. “Fizeram uma emenda no porão, às escondidas, e queriam que o plenário aceitasse”, concluiu.
O líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (SP), afirmou que a tentativa de votar um projeto de lei tem a ver com o fato de empresários de grandes empreiteiras estarem negociando delações premiadas no âmbito da operação Lava Jato. “Quem vai acreditar que não se quer livrar a cara de todos? Bem na hora em que as duas maiores empreiteiras do País negociam delação, a OAS e a Odebrecht, e têm uma mega lista de parlamentares implicados, o Congresso vem e quer passar uma borracha geral nisso?”, afirmou.
HOUVE UMA “GRITA” – Segundo Ivan Valente, o projeto só não foi votado na noite de segunda-feira, 19, porque houve “uma grita dos deputados que ainda têm juízo”. “Eu não pensei que pudéssemos chegar a tanto. Nós não tivemos acesso ao relatório. Esse projeto não tem paternidade. Foi gestado tanto por gente do governo quanto da oposição”, disse.
As declarações do líder do PSOL aconteceram durante uma audiência da comissão especial da Câmara que debate o pacote de dez medidas anticorrupção proposto pelo Ministério Público Federal. O tema dominou a discussão do colegiado, que aprovou um requerimento para que o vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino venha à comissão para falar sobre a criminalização do caixa 2 em campanhas.
DELAÇÕES – A delação de empresários da Odebrecht, incluindo o dono da empreiteira, Marcelo Odebrecht, está na fase final. Em março, uma planilha com a indicação de pagamentos feitos pela Odebrecht a políticos foi encontrada pela força-tarefa da operação Lava Jato. A lista trazia pelo menos 279 nomes ligados a 24 partidos políticos.
A delação da OAS também deve ser retomada após a Procuradoria Geral da República determinar a suspensão das negociações em agosto, depois de informações sobre o acordo vazarem para a imprensa.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Jamais se viu nada igual na História da República. Como imaginar uma proposta sendo votada no Congresso, em regime de “urgência urgentíssima” (a denominação é mesmo essa…), sem que houvesse um autor. Está diretamente implicados o presidente Rodrigo Maia e o deputado Beto Mansur, que presidiu a sessão, na calada da noite. “Mas o fizeram (ou fá-lo-iam)  a mando de quem? Quem? Quem?” – perguntaria na Escolinha do Planalto o personagem Odelmário Vigário, completando a indagação: “Michel Temer, Eliseu Padilha ou Raimundo Nonato?” (C.N.)
Fonte: http://www.tribunadainternet.com.br/

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