quinta-feira, 8 de setembro de 2016

TRIBUNA NA INTERNET


Lula se nega a depor ao juiz Moro sobre as “tralhas” surripiadas da Presidência

Deu no Correio Braziliense

(Agência Estado)
O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou à Operação Lava-Jato, por meio de sua defesa, que não reconhece a competência do juiz federal Sérgio Moro na investigação sobre as 23 caixas com presentes recebidos pelo petista no período que ocupou a Presidência da República e que foram apreendidas pela Polícia Federal na Operação Aletheia, 24ª fase da Lava Jato, em março deste ano. Lula disse que somente prestará esclarecimentos à Justiça Federal de Brasília.
“Necessário salientar que o peticionário (Lula) não reconhece a competência do Juízo da 13ª Vara Criminal de Curitiba para a condução do presente feito”, afirmam os advogados Roberto Teixeira, Cristiano Zanin Martins, José Roberto Batochio e Juarez Cirino dos Santos.
ARGUMENTO – “Há que se pontuar que o presente procedimento versa sobre fatos que ocorreram em Brasília (isto é, suposto recebimento de bens quando no exercício do cargo de Presidente da República) e a busca e apreensão se deu em agência do Banco do Brasil localizada em São Paulo. Desse modo, não há motivos para que a presente investigação ocorra em Curitiba, uma vez, ainda, que todos os fatos apontados na investigação se dissociam territorial e materialmente de qualquer aspecto ou conteúdo da ‘Operação Lava-Jato’.”
A busca da Operação Aletheia encontrou moedas, espadas, adagas, canetas, condecorações e outros objetos de valor que estavam armazenados no banco desde 2011, sem custo, segundo informou o gerente da agência na ocasião.
No mesmo dia em que foram feitas as buscas no cofre, Lula foi conduzido coercitivamente para depor e, irritado, disse que não sabia onde estavam as inúmeras “tralhas” que ganhou quando presidente e que iria entregar tudo para o Ministério Público.
Antes disso, ele havia sido flagrado em um grampo com o advogado Sigmaringa Seixas fazendo críticas às investigações sobre os presentes e dizendo que iria mandar tudo para um prédio do Ministério Público Federal.
OUTRO INQUÉRITO – A petição da defesa afirmou a Moro que “já existe inquérito civil em trâmite na Procuradoria da República do Distrito Federal que apura exatamente os mesmos fatos aqui investigados, no bojo do qual, inclusive, o Instituto Lula já respondeu a ofício que requereu informações detalhadas sobre os bens integrantes do acervo privado”.
“Diante do exposto, o peticionário (Lula) não reconhece a competência deste juízo para processamento do feito em tela, razão pela qual somente prestará os devidos esclarecimentos à autoridade competente, qual seja, a Justiça Federal de Brasília”, anota defesa do petista.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A defesa de Lula, pelo que se vê, arguiu exceção de incompetência, que é um bom argumento, porque realmente existe outro inquérito correndo no Ministério Público de Brasília, que é até anterior à apuração da Lava Jato e envolve também Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e os herdeiros de Itamar Franco,  três presidentes que também surripiaram pertences da Presidência. Vamos aguardar a reação do juiz Moro. Quanto às “tralhas” citadas por Lula, trata-se de peças de arte valiosíssimas, algumas delas esculpidas em ouro e marfim, incrustadas de brilhantes e pedras preciosas. A família Lula da Silva levou 186 “tralhas” para a sala-cofre. O valor estimado passa facilmente dos R$ 20 milhões. Nada mal. (C.N.)

No meio dos petistas havia ladrões e conseguiram roubar a carteira de Suplicy

O ex-senador Eduardo Suplicy (PT) teve sua carteira roubada neste domingo (4) ao participar dos protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB) na capital paulista. Aos 75 anos, Suplicy se deu conta que havia sido furtado ao ir para uma lanchonete após o fim da manifestação, que se encerrou no Largo da Batata, na região oeste de São Paulo.
Ele anunciou o fato em seu perfil oficial no Facebook e pediu nesta manhã para quem encontrar a carteira contatá-lo, além de também fazer um Boletim de Ocorrência digital. Até às 12h30 desta segunda-feira (5) porém, o ex-senador ainda não havia tido nenhum retorno. 
É A SEGUNDA VEZ… – Não é a primeira vez que o petista é roubado na capital paulista Há três anos, durante a Virada Cultural, ele teve carteira, celular e documentos furtados durante o show de Daniela Mercury e Zimbo Trio. Ele foi furtado enquanto cumprimentava o público na Estação Júlio Prestes.
Na ocasião, Suplicy subiu ao palco e fez um apelo junto à cantora para que pelo menos os documentos, o celular e os cartões fossem devolvidos – o que ocorreu cerca de 15 minutos depois.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Suplicy é do tempo dos Mutantes e sempre anda meio desligado. Ele ainda bem não percebeu que existem ladrões no PT. Até hoje a ficha não caiu. É por isso que nosso amigo Paulo Francis o apelidou de Eduardo “Mogadon”, um remédio de tarja preta muito vendido na época. (C.N.)

Polícia Federal investiga propinas ao PMDB no construção de Belo Monte

Os senadores peemedebistas Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO)
PF investiga os três mosqueteiros que eram quatro
Mario Cesar Carvalho

Folha
A Polícia Federal aponta indícios de que o PMDB e quatro senadores do partido receberam propina das empresas que construíram a usina de Belo Monte, no Pará, por meio de doações legais, segundo relatório que integra inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal. Um dos indícios é o volume de contribuições que o PMDB recebeu das empresas que integram o consórcio que construiu a hidrelétrica: foram R$ 159,2 milhões nas eleições de 2010, 2012 e 2014, segundo o documento sigiloso, ao qual a Folha teve acesso.
O montante é a soma de doações oficiais de nove empresas que integram o consórcio para o diretório nacional, diretórios estaduais e comitês financeiros do partido.
Como comparação, o valor é mais do que o dobro dos R$ 65 milhões que as principais empresas investigadas na Lava Jato (Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Engevix, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia) doaram oficialmente para a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2014.
MINISTRO LOBÃO – O PMDB é acusado de ter recebido propina em Belo Monte porque o partido indicou o ministro de Minas e Energia (Edison Lobão) e controlava as empresas da área.
Delatores da Lava Jato, como o ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo, contaram em acordos com procuradores que o consórcio que fez a obra da usina teve de pagar suborno de 1% sobre o valor do contrato, de R$ 13,4 bilhões. Segundo essa versão, o suborno seria de R$ 134 milhões.
De acordo com outro delator, Flávio Barra, da AG Energia, boa parte da propina foi paga por meio de doações oficiais a partidos.
O relatório da PF junta essa versão com informações de outro delator, o ex-senador Delcídio do Amaral, de que senadores peemedebistas comandavam esquemas de desvios de empresas do setor elétrico: Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO).
PMDB DOADOR – A conclusão do documento é que todos os quatro receberam as maiores contribuições de suas campanhas não de empresas, mas do PMDB.
No caso de Renan Calheiros, a conclusão da análise da PF é que as contribuições vindas do partido equivalem a 97,3% do total arrecadado quando ele se candidatou a senador em 2010.
Os seis maiores doadores de Renan contribuíram com R$ 5,4 milhões. Desse total, R$ 3,4 milhões vieram do diretório estadual do partido e R$ 1,84 milhão do comitê financeiro peemedebista do candidato. Tirando as fontes da sigla, as contribuições somam R$ 147 mil.
O diretório estadual do PMDB de Alagoas, por sua vez, recebeu R$ 1,4 milhão de três empresas que participaram da construção de Belo Monte: OAS, Galvão Engenharia e Camargo Corrêa. A suspeita da polícia é que as empresas estavam pagando suborno com a contribuição oficial.
OUTRO LADO – O PMDB e os senadores citados no relatório da Polícia Federal negam ter recebido suborno por meio de contribuição oficial.
Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, disse por meio de sua assessoria que o “senador reitera que as doações foram dentro das previsões legais e devidamente declaradas”.
Romero Jucá (PMDB-RR), por sua vez, afirmou “que todos os recursos para campanhas políticas do PMDB em Roraima foram recebidos oficialmente e fazem parte das prestações de contas”. Segundo sua assessoria, todas campanhas do senador foram aprovadas pela Justiça.
Valdir Raupp (PMDB-RO) afirmou que a doação da Queiroz Galvão (R$ 500 mil) não foi para a candidatura dele, mas para o diretório estadual do PMDB, e que o Tribunal Superior Eleitoral aprovou-a.
Já o advogado de Jader Barbalho (PMDB-PA), José Eduardo Alckmin, ressalta que “doação eleitoral em si não é propina nem crime”. Segundo ele, para caracterizar propina é preciso haver algum ato de funcionário público.
Fonte: http://www.tribunadainternet.com.br/

Nenhum comentário: