quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O PRÍNCIPE DOS EMPREITEIROS

zuvu000 - a marcelo odebrechet
Lauro Jardim, O GLOBO,  informa que Marcelo Odebrecht presta em Curitiba, desde a manhã de hoje, seu segundo depoimento para a tentativa de acordo de delação premiada.
“Para a força-tarefa da Lava-Jato, Odebrecht está em condições de explicar de forma mais detalhada e com dados mais concretos informações que os anexos propostos por seus advogados prometeram destrinchar.”*
(*) O Antagonista

PERGUNTAR NÃO ESTUPRA

Dez Perguntas Pós-Impeachment

ZUV-7 TEMER
Passada uma semana do impeachment de Dilma Rousseff, impeachment estranho com acordo esquisito, parece razoável afirmar que nesse pós-impeachment há mais perguntas do que respostas. Proponho aos leitores, portanto, a leitura desse post. Post de perguntas, sem qualquer vislumbre de respostas.
  1. Quais serão as repercussões do impeachment de coalizão tramado por Renan, Lewandowski, a bancada do PT, Dilma, Lula, e outros tantos mais?
  2. A base aliada de Michel Temer está rachada?
  3. Há problemas na articulação interna do PMDB?
  4. Por que Henrique Meirelles, depois de tanto propalar a importância da reforma da Previdência, disse que não há pressa em levá-la ao Congresso?
  5. Quais os riscos para a proposta de emenda constitucional que prevê a criação do teto para os gastos?
  6. Será o teto erguido com graves problemas de infiltração?
  7. Como as revelações de infiltrações funestas nos principais fundos de pensão influenciará as perspectivas para o investimento de longo prazo? Para o crescimento?
  8. Por que o Banco Central tem tanto temor de reduzir os juros em quadro ainda recessivo, como revelou a ata da última reunião do Copom?
  9. Como uma economia com taxa de juros real de 8,5% — oito vírgula cinco por cento de juros depois de descontada a inflação — fará para crescer?
  10. Será mesmo possível para o governo Temer conquistar legitimidade por desempenho em tão pouco tempo diante dos imensos desafios que a economia, a política, as feridas abertas do impeachment apresentam?
E, a pergunta que realmente não quer calar: os sapatos chineses de Michel Temer são mesmo tão importantes assim?*
(*) Mônica de Bolle – Estadão

NO INTERIOR DO MANICÔMIO…

Napoleão de hospício
O pai do Brasil Maravilha agora acha que também produziu o Dia da Criação
zuv-charge antiga
“Necessário salientar que o peticionário não reconhece a competência do Juízo da 13ª Vara Criminal de Curitiba para a condução do presente feito”.
(Roberto Teixeira, Cristiano Zanin Martins, José Roberto Batochio e Juarez Cirino dos Santos, advogados de Lula, ao informarem que seu cliente não reconhece a competência de Sérgio Moro na investigação sobre as 23 caixas com presentes recebidos pelo petista no período que ocupou a Presidência da República e que foram apreendidas pela Polícia Federal em março deste ano, confirmando que, se o ex-presidente ainda tinha alguma dúvida de que era Deus, ela acabou de acabar).*
(*) Blog do Augusto Nunes

GOVERNO DE TEMERIDADE

Outro recuo de Temer. Nada de mais

zuvz-temer
A princípio, o ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de governo encarregada da articulação política, está coberto de razão. Que problema haveria se o governo decidisse só enviar ao Congresso a proposta de reforma da Previdência depois das eleições de outubro próximo?
Brasília está deserta de deputados federais e senadores. Eles só pensam nas eleições, só cuidam delas e estão homiziados em seus Estados. Na ausência deles, a reforma não avançará. Para quê tanta pressa, pois? Dá para esperar a volta deles.
Ocorre que o problema a evitar não seria apenas de calendário. Há coisas que são simbólicas ou que se tornam. O presidente Michel Temer prometera despachar a reforma para o Congresso antes das eleições. Funcionaria como um sinal forte de sua intenção de reformar o país.
Se essa fosse a primeira vez em que Temer se visse obrigado a dar o dito pelo não dito, tudo bem. Mas não será a primeira, nem a quinta, nem a décima vez. Por mais que ele se irrite com a pecha de que é um presidente dado a sucessivos recuos, é o que ele é.
Natural que isso adense o clima de desconfiança quanto à sua capacidade para enfrentar os obstáculos que se alinharão à frente das reformas por fazer. Neste momento, os políticos que apoiam o governo não querem ouvir falar em nada que possa lhes custar votos, ou aos seus candidatos.
Como será mais adiante? Afinal, temos eleições de dois em dois anos. Temer terá a energia que por enquanto lhe falta para fazer o que deve ser feito? Estará à altura do que prometeu e do que se espera dele? Quando de fato o governo terá início?8
(*) Blog do Ricardo Noblat

DURA LEX SEDE LEX NO CABELO SÓ GUMEX

Janot na reta final

Procurador corre contra o relógio. Partidos reagem com projetos para minar investigações e restringir as delações, como aconteceu na ‘Mãos Limpas’ italiana
zuvz-golpe
O jantar na embaixada italiana estava no fim, quando a vice-presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Marina Sereni, virou-se para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e perguntou:
— O senhor já sabe quando e como é que vai encerrar essa investigação?
— Não entendi — retrucou Janot, num evidente abuso da sua mineirice. “Mas está meio prematuro para a gente pensar nisso”.
— Não estou pedindo pressa — devolveu a deputada, com simpático sorriso. “Estou pedindo é para que vocês aprendam com o que aconteceu na Itália e se organizem para encerrar essa investigação, quando os resultados que pretendem chegarem a bom termo”.
Janot ajeitou os óculos. A deputada, líder da centro-esquerda na região de Umbria, se manteve incisiva:
— Porque ou vocês encerram essa investigação ou pessoas de fora irão encerrá-la. É melhor que mantenham o controle do processo e que planejem o encerramento.
Na próxima semana, Janot completa 60 anos de idade e inicia o último ano de seu mandato no comando da Procuradoria-Geral da República. A recente conversa com a deputada Sereni não lhe sai da cabeça. Tem bons motivos. O principal é a reação organizada às investigações sobre corrupção, à semelhança do ocorrido na Itália, nos anos 90, quando o juiz Antonio Di Prieto chefiou inquérito sobre uma rede de corrupção política e empresarial italiana, no caso conhecido como Operação Mãos Limpas.
No Congresso, em Brasília, PT, PMDB, PP, DEM e PSDB aceleram a tramitação de duas dezenas de projetos para novas leis com o objetivo de reduzir a autonomia do Ministério Pú- blico; neutralizar a colaboração premiada; dificultar acordos de leniência; ampliar recursos judiciais sobre prisões; condicionar abertura de inquéritos no Supremo, no Superior Tribunal de Justiça e no Ministério Público; ampliar o sigilo e anular processos quando divulgados.
Querem, entre outras coisas, restringir benefícios da colaboração premiada a quem apresente “bons antecedentes”, embora uma dela- ção só possa ser feita, por razões óbvias, por quem participa de crime. Tentam instituir novos mecanismos de efeitos suspensivos e de reclamações em processos, além de criar formas para adiamento de aplicação de sentenças.
Avançam em negociações sobre formas de anistia a partidos sob investigação e de evitar punições a políticos acusados lavar dinheiro de corrupção no financiamento eleitoral. A reação era previsível num Congresso em que um em cada três parlamentares está ou se acha ameaçado por inquéritos sobre corrupção.
A novidade é que perceberam uma oportunidade na insistência do Ministério Público sobre o “pacote” de projetos anticorrupção para corrigir ambiguidades na legislação vigente. O argumento virou armadilha. Foi assim na Itália, lembrou o antigo chefe da Mãos Limpas em conversa com o condutor da Lava-Jato, mês passado, em Brasília.
Di Pietro contou que, num dia, contou 463 projetos com o objetivo de minar as investigações:
— Espero que vocês aqui consigam melhores resultados — disse a Janot.
O procurador-geral já abriu inquéritos contra 54 pessoas com foro especial, incluindo quatro ex-presidentes (Dilma, Lula, Sarney e Collor). Agora, corre contra o relógio. Restam-lhe 54 semanas para se organizar e evitar que terceiros encerrem a investigação, como previa a deputada italiana Marina Sereni. *
(*)  José Casado é jornalista – O Globo
Fonte: http://www.contraovento.com.br/

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