segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O MISTÉRIO DAS ÁGUAS

Essa morte por afogamento do ator Domingos Montagner provocou a discussão e levou à reflexão o perigo das águas.
Todos nós que, um dia, nos aventuramos nas águas do mar, dos rios e riachos, temos alguma história pra contar sobre o pânico e o desespero que passamos.
Um descuido, por menor que seja, a gente pode escorregar numa pedra e cair inesperadamente num buraco, num redemoinho, naqueles remansos que, de uma hora para outra, ficam em "turbulência" e se torna excessivamente arriscado tentar nadar ou mergulhar.
Nas águas profundas, que, aparentemente, parecem rasas, é onde mora todo o perigo.
Em Bicuíba, nos fundos do campo de futebol, perto de um bambuzal (acho que não existe mais), tinha uma água tranquila, até rasa, um convite para quem gostava de pescar e, depois, nadar. Eu, ali na margem, na beirada do mato, ficava olhando, mas com medo, afinal de contas não sabia (nem sei se sei) nadar. Não é que um colega lá de Manhuaçu, que estava passando as férias lá em casa, me empurrou na água. Fiquei me debatendo, quase me afogando, quando o Joaquim Vaz (o Joaquim Gogó) me salvou me tirando daquela água traiçoeira. Noutra vez, naquela cachoeirinha ali nos fundos da Rua do Sapo, em Bicuíba, escorreguei na descida, caí sobre umas pedras cheias de limo, a sorte é que a distância era pouca e fui com os dois pés na frente e brequei a pancada, dolorida, mas com menos consequência. E a água era tranquila, bem fraquinha! Mesmo assim, poderia ter me machucado bastante, inclusive "estourar" o joelho ou sofrer alguma fratura. Foram pequenas escoriações.
Depois desta, sempre com medo de "adentrar" longe no mar, ou nos rios; cachoeiras, nem pensar!
Normalmente quem se aventura em nadar mar adiante ou saltar de uma pedra lá nas alturas e mergulhar é quem se julga (e se acha) ótimo e hábil nadador. E haja adrenalina!
Em São Sebastião do Maranhão, um conhecido (se não me engano, prefeito) mergulhou em local com pedras e água profundas, bateu a cabeça e ficou paraplégico. Deu sorte de não ter se afogado, havia gente para socorrê-lo na hora!
Há muitos relatos assim, e, em muitos casos, onde há salva-vidas o socorro imediato evita muitas mortes, e, nos casos em que o movimento das águas permite fácil abordagem e deslocamento, também. Nestas situações, em questão de minutos uma vida pode se ceifar!
As águas guardam grandes mistérios, e qualquer fatalidade vinda do mar ou dos rios tem sua versão e interpretação conforme o dogma e a religião. Muita gente crê no poder das águas, do vento e do fogo, e é melhor respeitar essas crenças e suas divagações!
De tudo fica a lição de que devemos ficar sempre prevenidos, precavidos e todo cuidado é pouco.

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