sábado, 1 de outubro de 2016

MAIS DESCONTRAÇÃO E MENOS DEPRESSÃO

Estive lendo a VEJA da semana passada e me detive numa crônica onde o jornalista comenta sobre o riso, "objeto de consumo" em extinção. Estamos todos carrancudos, tristes e cabisbaixos, macambúzios, perdendo o senso e a compostura ao menor sinal de contrariedade.
Nos jornais, somente manchetes sobre crimes e tragédias, na tv programas da tarde só tratam deste assunto, e haja violência para "ilustrar" aquilo que passa lá.
Qual seria a razão de estarmos, todos, de estopim curto, de ficarmos alterado sem mais nem menos ante à menor provocação?
Seria somente pela alta dos preços, da falta de reajuste digno dos salários, da exploração a que somos submetidos pelo lucro a qualquer custo do comerciante avarento e sem escrúpulos?
Seria pela situação da tal democracia onde uns levam vantagens e outros pagam por isso, financiando as mordomias de nossos políticos desde a prefeitura até o governo federal lá em cima?
Seria pelo estresse diário, da convivência pouco pacífica com nossos semelhantes ou por estarmos à mercê dos ladrões de rua e de colarinho branco, sorrateiros e matreiros?
E submetidos aos impostos escorchantes sem retorno, às agruras dos desgovernos que vemos todo dia, toda hora, a cada minuto...
Nossa governant(a) anterior era de um mau humor ferrenho e, por tabela, a gente se contaminava e entrava no clima.
Mas nosso cronista da VEJA chamou a atenção para nossa falta de riso. Chamou a atenção pela indelicadeza e pela indignação dos "foras" isso, fora aquilo, maneira sutil de demonstrar nosso inconformismo e nossa raiva. Fora Temer, fora não sei quem mais, fora a insistência de botar todos de saco cheio com este "negócio"onde tudo é golpe e coisa tal.
Precisamos recuperar nosso senso de humor, de voltarmos a rir, não um dos outros, mas dos fatos e fotos que estimulam o riso, sem fazer "bullying" de alguma forma ou tirar sarro de algum preconceito.
Temos de rir do imponderável, das cenas grotescas que não humilham nem fazem sarcasmo ou pouco caso de alguém. Sem sermos grotescos e inconvenientes!
Neste momento onde uns são contra todos ou todos contra uns, respeito e a conciliação podem reviver e reacender a risada, a gargalhada, o riso incontido. Dizem que uma boa risada movimenta 12 músculos, o beijo, 29 (não vale ficar economizando numa hora dessas, não é mesmo?!!!). Aquele sorriso labial, mesmo sem leitura, arreganhado, de fazer chorar de alegria, muda o sentido das coisas.
Precisamos rir, de nós, de nossos defeitos, deixar os rancores de lado, nossas mancadas.
Precisamos rir de nossas vídeos-cassetadas e esbanjar sorrisos por onde passamos.
Mais "Zorra Total", "Casseta e Planeta", "A Praça é Nossa", "Escolinha do Professor Raimundo" e menos "Cidade Alerta", "Datena e Faustão", "Marcelo Rezende e Sônia Abrão"!
Não vale ficar a vida toda lamentando, reclamando de tudo e de todos. E chorando porque seu time perdeu ou está perto da segunda divisão! Ou se perdeu a novela ou o programa preferido.
Vamos passar por cima de tudo que é ruim e nos incomoda e descontrair, procurar se divertir mais um pouco. Optar pelo meio copo cheio no lugar no meio copo vazio. 
Abaixo a depressão! 
Menos cara fechada e mais expressão de alegria!
Rir é o melhor remédio!

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