sábado, 17 de setembro de 2016

LAVA JATO (artigo publicado em março/2016

Entendo pouco de direito, principalmente este "focado" na Operação Lava Jato.
Leio muito, por curiosidade, mas me interesso mais pelo desenrolar destas operações da Polícia Federal, com base nas denúncias do Ministério Público sobre o maior escândalo de corrupção já visto no país.
Havendo indícios de culpa de alguém, principalmente do meio político (ou relacionado com a corrupção na Petrobras - objetivo maior destas incursões), cabe ao MP vasculhar,
investigar se preciso for, e fazer a denúncia, que, acolhida e analisada sua vinculação, o Juiz competente para tal, repassa à PF que, de posse de alvarás, mandados e que tais, executa e faz apreensões e prisões dos delinquentes. E dá a sentença e expede a ordem de prisão. Penso que é assim que funciona.
Acredito que os formuladores e executadores agem no restrito cumprimento da lei, segue os passos e planejamento para que tudo dê certo, e, acredito que, para seu êxito, tem de ser feito com o máximo sigilo para que os envolvidos não apaguem rastros, eliminem a documentação (provas) e desapareçam com as testemunhas.
Na minha visão, uma vez comprovada e legitimada a prova, nada mais normal que os criminosos sejam capturados e "recambiados" para o local (fórum adequado) que conduz e "administra" tais ilícitos.
No caso do ex-presidente, se é que têm prova documentada (ou quase), seu depoimento deveria ter sido feito no Paraná, onde é a "sede" da Lava Jato. Agindo diferente, levando-o para o Aeroporto de Congonhas, só fez dar mais munição ao dito cujo e seus admiradores e sequazes, seguidores e militantes partidários, para tumultuarem, criticarem a legitimidade da Lava Jato e se manifestarem da maneira que mais lhes convêm, que nesta hora não tem nada a ver, a não ser desqualificar os mentores da operação de investigação, além de dar vazão à demagogia oportunista e à claque de bajuladores.
Estas força-tarefas devem (ou deveriam) ser feitas com a máxima parcimônia, estratégia e toda a segurança para evitar vazamentos e reações as mais absurdas de quem se julga atingido e se fazer de vítima.
De todo modo, acho da maior relevância a existência de órgão que fiscalize e puna quem cometeu qualquer tipo de malfeito, doa a quem doer (como diria um ex-presidente por aí).
E que bote para quebrar, mesmo!!! Não importando a cor do partido, da sigla ou de qualquer outra coisa. E não poupe ninguém!!!
É a nossa maior esperança!!!

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