quinta-feira, 22 de setembro de 2016

DO BLOG "CONTRA O VENTO"

Lula fez o diabo para escapar do encontro que Moro acaba de marcar. Se tentar esconder a verdade com as maluquices que anda dizendo, o réu da Lava Jato encurtará a distância entre São Bernardo e a República de Curitiba
lula-moro-assusta
“Não há no planeta Terra ninguém mais indignado do que eu”, disse Lula ao receber a notícia de que fora transformado em réu da Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro. A frase superlativa não surpreendeu o magistrado que comanda a devassa do maior esquema corrupto da história. Ele soube desde sempre com quem estaria lidando, confirma a ressalva incluída no texto que formalizou a aceitação da denúncia do Ministério Público Federal: “… entre os acusados, encontra-se ex-Presidente da República, com o que a propositura da denúncia e o seu recebimento podem dar azo a celeumas de toda a espécie”.
“Celeuma” é pouco para definir o que Lula anda dizendo desde que a distância entre São Bernardo do Campo e a República de Curitiba encurtou dramaticamente. Graças sobretudo à discurseira em resposta aos procuradores federais, ficou claro que há notáveis diferenças entre as reações verbais provocados pelo medo de cadeia ─ cujo sintoma inaugural é a perda da noção do ridículo ─ e as produzidas pelo medo da morte política, escancarado pela perda do que resta do sentimento da vergonha.
Para sobreviver ao escândalo descoberto em 2004, por exemplo, Lula primeiro afirmou que fora traído por amigos jamais identificados, depois jurou que o Mensalão nunca existiu. Sem acreditar numa só palavra do que dizia, avisou que, tão logo deixasse a Presidência, trataria de desvendar pessoalmente a conspiração da elite golpista que tentou derrubar, com a fabricação de roubalheiras imaginárias, o governo que só pensava no povo. Haja sem-vergonhice.
Essa retórica do cinismo deu lugar ao discurso de quem cruzou a fronteira do ridículo, avisa o palavrório despejado pelo palanque ambulante um dia depois da denúncia dos procuradores da Lava Jato. Mais grave ainda, Lula agora acredita no besteirol que improvisa sob salvas de palmas das plateias amestradas. “Acho que só ganha de mim aqui no Brasil Jesus Cristo”, disse o Mestre a seus discípulos no Sermão do Segundo Calvário. Ele ainda enxerga no espelho o campeão de popularidade aposentado pela vaia no Maracanã na abertura do Pan-2007 .
Lula ultrapassou de novo a fronteira do ridículo ao explicar que “a profissão mais honesta é a do político, porque todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir pra rua e pedir voto”. Para o comandante do Petrolão, portanto, a mais honesta das profissões é exercida por ladrões tão insolentes que pedem votos às vítimas do assalto. Garantida a camisa-de-força, a alma viva mais pura do mundo consolidou a candidatura a orador das turma do hospício com a sopa de letras concebida para provar que só diz a verdade.
“A gente pode mentir pra vocês, a gente pode mentir pra mulher da gente, a gente pode mentir pro presidente do partido, a gente pode mentir pra um companheiro, mas a gente não pode mentir nem pra Deus e nem pra gente mesmo”. Resumo da ópera do desvario: só Deus e Lula sabem a verdade que o mitômano sem cura esconde do resto do mundo. No dia do depoimento à Lava Jato, fará o possível para ocultá-la de Sérgio Moro.
Caso tente escapar da Lava Jato pela trilha desmatada por frases sem pé nem cabeça como as reproduzidas acima, poderá antecipar o acerto de contas com a Justiça. E cumprir mais cedo a promessa de percorrer a pé o caminho da cadeia.*
(*)  Blog do Augusto Nunes

CORRUPÇÃO OFICIALIZADA

No caso do Caixa 2, quem poderia atirar a primeira pedra?…

A Caixa Dois existe desde que pela primeira vez tivemos eleições no Brasil. Dinheiro não contabilizado para ajudar na campanha dos candidatos circulou pelo país inteiro e ajudou todos que disputavam votos, provocando vitórias e derrotas. A última tentativa de criminalizar essas doações transcorreu na noite de segunda-feira, mas ia invertendo o sentido da proposta. Se o projeto punia os doadores irregulares, uma emenda acrescentada na surdina, sem indicação do autor, dava o dito pelo não dito, anistiando as multidões que haviam incorrido no crime em todas as eleições verificadas no país, inclusive as últimas.
A atenção de alguns deputados cultores da ética foi despertada, gerando a maior confusão. Resultado: adiou-se a votação para a semana que vem.
Pela Lei Eleitoral vigente, a Caixa Dois pode gerar inelegibilidade ou perda de mandato, mas não vem sendo aplicada, porque esvaziaria o Congresso, as Assembleias Legislativas e as Câmaras de Vereadores, além dos governos federal, estaduais e municipais. Quem não se valeu da Caixa Dois, recebendo fortunas ou merrecas? Valeria atirar a primeira pedra…
Convém aguardar o desdobramento, mas o mais o provável é o adiamento da votação.
SOBE A TEMPERATURA – Ficou quente o plenário do Tribunal Superior Eleitoral com a confissão do ex-presidente da Andrade Gutierrez de que a empresa repassou um milhão de reais para a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer. Às campanhas do PT, foram 30 milhões. Houve abuso de poder econômico? A palavra está com o ministro Gilmar Mendes. Tanta coisa estranha tem acontecido na política que não assustaria ninguém a anulação do resultado das eleições presidenciais de 2014…*
(*)  Carlos Chagas – Tribuna na Internet

SIM, ATÉ TU, MARISA!

O maior problema de Lula não é a Lava Jato, mas a mulher Marisa Letícia

lula-sim-ate-tu-marisa
Quando o ex-presidente Lula da Silva fez o discurso se defendendo da Lava Jato e chorou ao mencionar a mulher Marisa Letícia, não se tratava de encenação nem de recurso de orador messiânico. Era um desabafo sincero. Desde o dia 23 de novembro de 2012, quando a Polícia Federal lançou a Operação Porto Seguro e trouxe a público o romance de Lula com Rosemary Noronha, que ele nomeara chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo, a vida do ex-presidente se transformou num pesadelo infernal, que só faz piorar com a passagem do tempo progressivamente.
Marisa Letícia, a Galega, jamais o perdoou. Não aceitava justificativas nem desculpas, a situação era clara demais, a segunda-dama Rosemary substituía a primeira na grande maioria das viagens internacionais do então presidente, era um caso amoroso mais do que conhecido em todo o Planalto, até os funcionários subalternos sabiam, a humilhação foi arrasadora.
O romance com Rosemary era antigo, vinha da década de 90, mas Lula precisava continuar com a primeira-dama, não podia abandoná-la. Sem alternativa, tentou melhorar as coisas fazendo todas as vontades de Marisa Letícia, e foi daí que derivaram os graves problemas da ocultação de patrimônio (lavagem de dinheiro) no tríplex e no sítio em Atibaia.
NÃO EXISTIA TRÍPLEX – De início, o casal Lula da Silva tinha entrado na jogada do edifício no Guarujá, armada por Ricardo Berzoini e João Vaccari, que mandavam na Cooperativa do Sindicato dos Bancários (Bancoop). Lula e Marisa ficaram com um apartamento simples, e no projeto do prédio aprovado pela prefeitura nem havia tríplex.
Marisa Letícia achou o apartamento pequeno, era um três quartos que nem chegava a 90 metros quadrados. Fui assim que OAS, que coma derrocada da Bancoop assumira a construção e incorporação do edifício, então se comprometeu a criar um tríplex e atender as pretensões da família. E para não pegar mal, a empreiteira improvisou um outro tríplex vizinho, mas sem o elevador interno e o requinte exigidos por Marisa Letícia e o filho Fábio, o Lulinha, com uma cozinha hollywoodiana, igualzinha a que seria instalada pela mesma OAS no sítio de Atibaia.
SÍTIO ERA MODESTO – O sítio de Atibaia tinha sido comprado antes, ainda em 2010 e foi outra maneira de agradar a Marisa Letícia e unir a família toda em torno dela nos fins de semana, que raramente contavam com a presença de Lula.
Aos poucos, com as três reformas (Bumlai, Odebrecht e OAS), a propriedade foi sendo transformada num paraíso, com a ampliação do lago, o campo de futebol, a horta, as novas alas com suítes, a cozinha personalizada, a adega climatizada, os jardins, os bonecos de porcelana em tamanho natural na piscina, os pedalinhos, o barco, a antena dos celulares, e ali dona Marisa Letícia reinava absoluta, enquanto Lula vivia mais solto, de vez em quando aparecia num final de semana.
Mas de repente ocorreu a Lava jato e tudo desabou. Descobriu-se que, além do tríplex, havia outro apartamento reservado para os Lula da Silva no Guarujá, destinado a alojar os motoristas e seguranças. Também descobriram que, para agradar dona Marisa, Lula duplicara a cobertura em São Bernardo, incorporando o apartamento vizinho, que foi colocado em nome de um primo de Bumlai. E a família mantém outro apartamento no mesmo prédio, onde ficam os motoristas e seguranças.
MARISA NÃO ENTENDE – Quando Lula chorou ao discursar, tinha bons motivos. Sua mulher briga e reclama o tempo todo, não consegue entender como seu reino desmoronou e põe a culpa nele. Agora, Marisa Letícia é ré de um processo em que considera não ter a menor culpa, acha que apenas usufruía dos bens que o marido lhe oferecia. Mas acontece que a lei atinge a todos, e ninguém pode alegar que a desconhece.
Portanto, além de dona Marisa, fatalmente também serão incriminados os “laranjas” que ajudaram a família, como o amigo Jacó Bittar e os sócios de Lulinha (Fernando Bittar e Jonas Suassuna), que assumiram a falsa propriedade do sítio para pagar antigos favores presidenciais.
O juiz Moro já deu até uma dica de que, na sentença final, talvez possa eximir Marisa Letícia de culpa, mas para ela nada disso interessa. Saiu no Jornal Nacional, antes da novela, e Lula não consegue explicar nada. Dois filhos e o sobrinho são investigados, a família está desmoronando, ela e Lula já nem podem sair de casa, quanto mais ir para o sítio, são prisioneiros de si mesmos, quando o pesadelo vai acabar? Foi por isso que Lula chorou ao discursar. Realmente, não lhe faltam motivos.*
(*) Carlos Newton – Tribuna na Internet
Fonte: http://www.contraovento.com.br/

Nenhum comentário: