sexta-feira, 16 de setembro de 2016

CLARO COMO A LUZ DO SOL

Lula, o risco de ser preso em breve e de não poder ser candidato em 2018

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Sabia-se que o Ministério Público Federal estava pronto para denunciar Lula por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex da praia do Guarujá, em São Paulo, reformado de graça para ele e sua família pela construtora OAS, uma das envolvidas na roubalheira da Petrobras.
O que não se fazia ideia, e só há pouco se ficou sabendo, foi que o Ministério Público estava pronto para ir além, denunciando Lula como o chefe, o comandante, o maestro do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava-Jato.
Uma coisa já seria grave. A outra, afinal consumada, é gravíssima. E poderá apressar a aceitação da denúncia pelo juiz Sérgio Moro, a promoção de Lula à condição de réu e sua condenação em seguida. Moro costuma levar, em média, seis meses para decidir sobre uma denúncia.
É provável que neste caso seja mais rápido. Até aqui, algo como 96% das decisões de Moro foram aceitas pela instância seguinte – o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre. Rara foram as decisões de Moro anuladas pelas últimas instâncias da Justiça.
Se Moro condenar Lula ele deverá ser preso. Se o TRF4 confirmar a condenação, Lula não poderá ser candidato às eleições de 2018.*
(*) Blog do Ricardo Noblat

PROPRINOCRACIA

Lava Jato pede bloqueio de R$ 87 milhões de Lula, Marisa e mais seis acusados

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A força-tarefa da Operação Lava Jato requereu o bloqueio de R$ 87 milhões dos denunciados na ação penal que tem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como alvo central do esquema de corrupção na Petrobras. Foi pedido ainda o ressarcimento de outros R$ 87 milhões. O petista e sua mulher, Marisa Letícia, são acusados formalmente pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Eles teriam recebido R$ 3,7 milhões em propinas da empreiteira OAS por meio da reforma e compra de equipamentos para o tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, litoral paulista, e no custeio do armazenamento de bens de Lula depois que ele deixou a Presidência.
O procurador da República Roberson Pozzobon, da equipe da Lava Jato, afirmou que a aquisição, a reforma e a decoração do imóvel configuraram lavagem “de dinheiro sujo” obtido pela OAS em contratos fraudados da Petrobras e repassados para Lula – apontado como “general” do esquema.
Para a Lava Jato, Lula é o dono do tríplex, apesar de não estar em seu nome – e sim em nome da OAS. “É uma forma de ocultação e dissimulação da verdadeira propriedade.”
O tríplex recebeu obras avaliadas em R$ 777 mil, mobiliário no total de R$ 320 mil e eletrodomésticos no valor de R$ 19 mil.
Houve ainda pagamentos do custeio do armazenamento de bens do ex-presidente pela empresa Granero. Desde 2011, quando ele deixou o Palácio do Planalto, a empreiteira teria pago cerca de R$ 1,3 milhão pela guarda do material.
A denúncia contra Lula aponta que as propinas pagas pela OAS tratam de três contratos da empreiteira com a Petrobras, nas obras das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Repar, no Paraná. O montante de corrupção nesses três contratos alcançou R$ 87 milhões.
Na denúncia, a força-tarefa aponta que o esquema tinha três objetivos: governabilidade corrompida, perpetuação criminosa do PT no poder e enriquecimento ilícito.
Os crimes imputados ao ex-presidente tratam do suposto enriquecimento da família.
“A Lava Jato chega ao topo de comando do esquema”, afirmou o coordenador da Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol.
O Ministério Público Federal atribui a Lula o comando “máximo do esquema de corrupção” na Petrobras e em outros órgãos públicos.
O procurador chamou Lula de “general do esquema de corrupção” que fatiava obras na Petrobras.
“Não estamos julgando quem Lula foi como pessoa. Não estamos julgando o que ele fez para o povo. Imputamos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.”
Lula foi apontado como “general” do esquema de cartel e corrupção sistematizado no governo, para além da Petrobras, e maior beneficiário do esquema que tinha como objetivo, segundo o Ministério Público Federal, a governabilidade, a perpetuação no poder e o enriquecimento ilícito.
Além de Lula e Marisa foram denunciados o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e o ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, e outras quatro pessoas.
Lula foi alvo de condução coercitiva no dia 4 de março, quando foi deflagrada a 24ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Aletheia.
Na ocasião, ele negou conhecer o engenheiro da OAS Paulo Gordilho, que teria participado da reforma da cozinha do tríplex e de outra propriedade que investigadores atribuem a Lula, o sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP).
A defesa do ex-presidente nega que ele seja o dono e rechaça qualquer recebimento de propina ou prática de ilícitos por Lula e seus familiares.*
(*) Estadão-UOL

CANTA, CANTA, PASSARINHO…

A ameaça de Léo Pinheiro

Interrogado pelo juiz Sérgio Moro, empreiteiro da OAS diz que está decidido a revelar ‘todos os crimes que cometeu, seja quem for do outro lado’
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Um dos maiores empreiteiros do País e com estreita relação com políticos de vários partidos e autoridades de graduações importantes, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, fez um desabafo ao juiz Sérgio Moro. Ele disse que está sofrendo com as consequências da Operação Lava Jato e que vai revelar todos os crimes que cometeu ‘seja quem for do outro lado’.
Para os investigadores, o recado de Léo Pinheiro soa como uma ameaça explícita a agentes políticos que teriam sido contemplados com propinas.
O empreiteiro depôs nesta terça-feira, 13. Ele é alvo da Operação Lava Jato, que lhe atribui protagonismo no esquema de cartel e propinas instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014.
Ele foi preso pela primeira vez em novembro de 2014, oito meses após o estouro da Lava Jato.
“Durante esse período, já são dois anos, né? Uma coisa que tem me angustiado muito, um prejuízo muito grande para mim , para minha família, para minha empresa, para os meus amigos”, desabafou.
Frente a frente com Moro, o empreiteiro se disse disposto a contar tudo o que sabe – afinal, malogrou o acordo de delação premiada que negociava com a Procuradoria-Geral da República.
“Eu quero colaborar, excelência, no que eu puder, agindo exatamente como fiz aqui”, disse Léo Pinheiro, ao final de seu depoimento em que relatou a extorsão de políticos para proteger empreiteiros nas duas CPIs da Petrobrás, em 2014.
“Eu sei dos crimes que cometi, não estou fugindo de nenhum deles e direi todos que cometi, seja quem for do outro lado”, concluiu o empresário, que foi preso pela segunda vez no dia 5 de setembro, acusado de obstruir as investigações.
Ele foi preso pela primeira vez na Operação Juízo Final, sétima fase da Lava Jato, em novembro de 2014, e ficou custodiado preventivamente até abril de 2015 quando o Supremo Tribunal Federal (STF) deu habeas corpus a nove executivos de grandes empresas.
Em agosto de 2015 foi condenado a 16 anos e 4 meses de reclusão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema de corrupção na Petrobrás.
Com a perspectiva de perder os recursos nas instâncias superiores e passar uma longa temporada na cadeia, além do risco de ser condenado em novas denúncias da Lava Jato, o empreiteiro chegou a negociar acordo de colaboração premiada com a força-tarefa da Lava Jato.
Com o vazamento de informações sobre as tratativas do empresário com os investigadores, em agosto, o procurador-geral da República Rodrigo Janot, determinou a suspensão da negociação.*
(*) Mateus Coutinho, Julia Affonso, Fausto Macedo e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba – Estadão

PARTIU REPÚBLICA DE CURITIBA…

O topo da cadeia

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Os investigadores da Operação Lava Jato podem não ter desvendado todos os meandros da corrupção nos governos de Luiz Inácio da Silva, mas demonstram por A mais B o que a lógica dos fatos já indicavam: Lula era o chefe da “organização criminosa”, cuja cúpula está parcialmente condenada ou presa. Era o que se sabia, mas que os procuradores mostram mediante provas de que Lula foi beneficiário direto de favores da empreiteira OAS, participante confessa do esquema de dinheiro público e pagamento de propinas que assolou a administração federal.
O Ministério Público não faz uso de meias palavras: faz acusações diretas ao ex-presidentes no tocante à prática da corrupção.*
(*) Dora Kramer – Estadão

ALGUMA NOVIDADE?

‘Lula é o comandante máximo do esquema de corrupção’, diz procurador da Lava Jato

Na denúncia contra o ex-presidente, o Ministério Público Federal pede o confisco de R$ 87 milhões
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O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, afirmou nesta quarta-feira, 14, que o ex-presidente Lula é o ‘comandante máximo do esquema de corrupção’ identificado na investigação sobre cartel e propinas na Petrobrás.
Dellagnol declarou: ‘O Ministério Público Federal não está julgando aqui quem Lula foi’. O procurador afirma que a propina destinada ao ex-presidente supera a quantia de R$ 3 milhões.
A Lava Jato denunciou formalmente nesta quarta-feira, 14, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-primeira dama Marisa Letícia, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o empresário Léo Pinheiro, da OAS, dois funcionários da empreiteira e outros dois investigados.
Na denúncia contra Lula, o Ministério Público Federal pede o confisco de R$ 87 milhões. A acusação aponta ’14 conjuntos de evidências que se juntam e apontam para Lula como peça central da Lava Jato’. Segundo a denúncia, o ex-presidente poderia ter determinado a interrupção do esquema criminoso.
“Essas provas demonstram que Lula era o grande general que comandou a realização e a continuidade da prática dos crimes com poderes para determinar o funcionamento e, se quisesse, para determinar sua interrupção”, disse Dallagnol.
Segundo o procurador, a LILS, empresa de palestras do ex-presidente, e o Instituto Lula receberam mais de R$ 30 milhões de empresas investigadas na Operação Lava Jato – o que representa ‘parcela significativa’ dos R$ 55 milhões aportados nas duas instituições.
“O PT e, particularmente Lula, eram os maiores beneficiários dos esquemas criminosos de macro corrupção no Brasil”, disse.
O Ministério Público Federal afirma que o ex-presidente teve ‘acréscimos patrimoniais ilegais oriundos de propinas repassadas de modo disfarçado’.
“Lula conspirou contra a Operação Lava Jato”, afirmou o procurador.
O procurador declarou que Lula é o ‘verdadeiro maestro dessa orquestra criminosa, o seu real comandante’.
A Lava Jato apontou que cinco colaboradores deram depoimento confirmando o papel de comando de Lula no esquema de corrupção. Citou o ex-deputado Pedro Corrêa, do PP, que em dois momentos (2003/2004 e 2006) citou o fato, o ex-líder do governo no Senado Delcídio Amaral, o executivo Fernando Schahin, o operador de propinas Fernando Soares e o ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró.*
(*) Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Fausto Macedo, Julia Affonso e Mateus Coutinho – Estadão
Fonte: http://www.contraovento.com.br/

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