quarta-feira, 3 de agosto de 2016

DOIS MUNDOS...


Neste nosso Brasil, vivemos dois mundos bem distintos: o dos poderosos três poderes - Legislativo, Executivo e Judiciário - estabelecidos em Brasília, com ramificação pelo país todo, uma casta, onde tudo pode e é permitido, que, neste mundo particular, vale tudo para viverem às custas do Estado com todas as suas regalias e mordomias, das quais não abrem mão.
O que seria, de verdade, do Brasil, é plenamente "deles" ao ponto de existir um projeto para construção de um "puxadão" no prédio do Congresso, um mega shopping, o ParlaShopping, coisa de louco!!!
Legislativo e executivo assumem o governo e se apodera de tudo como se fosse seu. E, tão seu, que tudo gira em volta de seu interesse próprio, inclusive a lesgilação.
São pessoas incomuns, como diria nosso mestre e guru Lula da Silva. Muito "feliz" pela tirada espetacular quando se referia ao Sarney do Maranhão. São tão incomuns que são blindados e dispõem de uma rede de proteção inexpugnável, inatingível!
A prioridade é eles, seu bem-estar é "o mais eu", nada de Mais Você, ora bolas!!! É assim que funciona o alto poder absoluto, dinâmico e voraz!!! Como nas profundezas do Velho Chico!
Excluindo o poder judiciário que não depende de votos nem de campanha popular, legislativo e executivo, em sã consciência, como dizia o Millôr Fernandes, "não têm ideologia, fazem investimento"! Investimento a curto prazo com lucros fantásticos no longo prazo.
Aqui embaixo, vivemos, simples e humildes, otários, ludibriados, achincalhados e enganados, nós eleitores, contribuintes e patrões desta casta, deste império riquíssimo.
Nossos ricos funcionários, com seus salários nababescos, vivem em prédios luxuosos, com carros oficiais os melhores possíveis, avião, em primeira classe, que deveria ser de uso exclusivo do governo "em serviço", auxílios moradia (mesmo morando na cidade e dono da residência, fora o auxílio paletó).
Neste primeiro mundo político ainda tem algo bem escabroso, escondido a sete chaves: o cartão corporativo. Se é mantido com dinheiro público, sua movimentação deveria ser pública também, nada de secreto! Mas não é assim que funciona! Tudo secretíssimo!!!
Coisas que causam espanto e admiração de tantas que são. Tudo pago pelo contribuinte através dos impostos escorchantes,e, no caso do Legislativo e Executivo, às custas de seus eleitores, patrões diretos e esquecidos.
No tempo e na época certa, ou no momento que mais lhes convierem, dão-se aumentos além do razoável, com cálculos bem acima do previsto pela inflação, sempre em conflito com os índices consignados por lei. Acrescentam, sempre, mais "adendos" e regalias. E, para não parecer coisa de agora, distribuem o aumento em alguns anos, mas todo ano tem aumento de novo, com nova "planilha"! Não tem limites, é uma matemática que só joga a favor, tudo ao deus dará! Crise passou longe!
Os três poderes absolutos mandam às favas a gestão contábil e responsável, embora devessem seguir o preceito máximo de que "só é permitido gastar o que ganha", ou seja, que o débito nunca ultrapasse o crédito! Com eles a gastança é interminável e liberada, não importa quanto, nem como nem por que!
Estes três poderes têm como seus patrões e vassalos (vale a pena repetir o escrito acima), os pagadores de impostos, que pagam seus régios salários, e são relegados ao esquecimento quando estes patrões necessitam da ação, da intervenção, de qualquer um deles.
Estes três poderes implantaram (e implantam) uma quase ditadura, uma capitania hereditária (de pai para filhos, agregados e netos), e, caso algum deles é confrontado por algum agente da lei dão carteirada e "peitam" os legítimos-representantes da Constituição com ameaças e represálias, pois sabem do poder absoluto e imperial de que gozam a ponto de não aceitarem qualquer tipo de crítica quando algum deles extrapola o teto salarial enquadrado pela constituição federal, e a imprensa o torna público.
No caso do Judiciário há um disparate inadmissível: seus crimes são punidos com aposentadoria compulsória, extravagância judiciária jamais vista em qualquer parte do mundo.
Para que possam usufruir do bom e do melhor, e para que ninguém lhe venha a fazer alguma afronta tipo "voz de prisão" e cadeia, as leis são feitas de encomenda de modo a garantir-lhes para todo o sempre a impunidade geral e irrestrita, facultando-lhes devolver o "desviado" quando quiserem, a lei que deveria pegá-los e trancafiá-los não existe. Esta excrecência chama-se foro privilegiado, um revestimento de exceção, uma proteção feita de encomenda para arrastar para todo o sempre algum processo a que estes privilegiados venham a responder.
Além de todos esses abusos absurdos, praticam, na maioria das vezes o desavergonhado nepotismo cruzado, e, consequentemente, a eternização no poder.
Esta classe ultra privilegiada fazem pouco ou nenhum caso sobre o que o orçamento lhes destina, optam pela gestão temerária, não estão nem aí com esse "negócio" de equilíbrio financeiro, cortar gastos e etc. Adaptar-se às crises é coisa totalmente fora do contexto e de cogitação.
Número absurdo de ministérios, de funcionários públicos (que se comparecerem ao trabalho todos ao mesmo tempo, não haveria como alocá-los nos prédios e nas salas).
Número absurdo de deputados e de seus assessores, prédios nababescos para servir a um número reduzido de juízes, mas com milhares de funcionários subalternos e com altíssimos salários, uma aberração, uma afronta ao povo humilde.
Mas o que reforçou todo este "esquema" parlamentar-executivo é a praga, a desgraceira mais dilacerante e que contribuiu sobremaneira para disseminar a corrupção é a chamada reeleição, a pior coisa que poderia acontecer e é a causa de todos os males que nos assolam.
É salutar que a gente insista nesta tecla, neste "apartheid" onde o povo "subsidia" a boa vida destes "bons vivans", arcando com a pior parte deste "latifúndio"!
Mas isto é Brasil!!!

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