quarta-feira, 27 de julho de 2016

QUADRILHEIROS JURAMENTADOS

Com Eduardo Paes à frente da Olimpíada, dá até vergonha de ser brasileiro

Paes, Lula e Cabral – formação de quadrilha na Olimpíada
A vergonha é enorme. Primeiro foi Copa do Mundo, com o Brasil imitando a África do Sul ao espalhar elefantes brancos pelo país, apelidados de “arenas” e que hoje não servem para nada. A maioria dos gigantescos estádios não tem mais serventia, está ao abandono, como acontece com o histórico Maracanã, que não realiza mais partidas de futebol, embora continue a ser procurado por turistas do mundo inteiro, que insistem em considerar o Rio de Janeiro uma cidade maravilhosa.
Organizada pelo trio Lula da Silva, Sérgio Cabral e Eduardo Paes (verdadeira formação de quadrilha), a Copa do Mundo foi apenas uma maneira de facilitar o enriquecimento ilícito desse tipo de político, com superfaturamento de obras suntuosas e inúteis, que jamais poderiam ter sido consideradas prioritárias num país ainda subdesenvolvido como o Brasil.
Mas apenas a Copa não era o bastante para satisfazer esses políticos roedores, eles tinham também de dar um jeito de realizar uma Olimpíada, mesmo depois do fracasso financeiro de Atlanta, nos Estados Unidos, de Barcelona, na Espanha, de Atenas, na Grécia, de Pequim, na China, de Sidney, na Austrália, e de Londres, na Inglaterra, segundo uma análise implacável feita pela Associação Internacional de Economistas e Esportes (IASE).
NÃO DÁ LUCRO – Olimpíada pode dar prestígio e até atrair turistas futuros, mas não registra lucro. O resultado é sempre o mesmo: dívidas, estádios e parques vazios, desilusão. Um estudo feito pela Monash University da Austrália descobriu que não houve nenhum benefício tangível  ou “impulso econômico” a partir dos Jogos Olímpicos de Sidney.
Em todos os países, as autoridades se vangloriam dos lucros e dos legados.  Os ingleses gastaram 9 bilhões de libras, uns R$ 30 bilhões.  David Cameron, primeiro- ministro, anunciou um lucro final de “13 bilhões” de libras, algo como R$ 42 bilhões. Houve gargalhadas e deboche na mídia. O respeitado The Guardian, mais importante jornal inglês, ridicularizou as declarações sobre o falso lucro:  “Isso é lixo”.
Nem mesmo Barcelona serve de exemplo de suposto sucesso. Um ano depois da Olimpíada, os hotéis tinham uma queda entre 50% e 80%. A prosperidade da cidade, que veio depois, é atribuída aos vôos baratos e ao posterior boom espanhol.
Por fim, o relatório da IASE sobre a Olimpíada de Atlanta (EUA) poderia se aplicado ao Brasil: “Desvios de recursos escassos que poderiam ter uso mais apropriado e produtivo no combate às lentas taxas de crescimento econômico”.
FRACASSO ANUNCIADO – Agora, vem aí a Olimpíada da Irresponsabilidade, a ser vencida pelos políticos brasileiros, com Lula, Cabral e Paes subindo juntos ao pódio. Antes mesmo da abertura, a vergonha já é imensa. Muitos atletas estrangeiros se recusaram a vir, por causa das doenças transmissíveis. Além disso, obras sendo acabadas às pressas, um governador incompetente que decreta “calamidade pública” na cidade e provoca devolução de 50 mil ingressos, um prefeito idiota que dá seguidas entrevistas à imprensa estrangeira falando mal da cidade e dizendo que a Olimpíada foi uma “oportunidade perdida”. É constrangedor.
Agora, as delegações estrangeiras estão chegando à Vila Olímpica, que o eterno cartola Carlos Arthur Nuzman, enriquecido ilicitamente por conta do esporte, classificou como “as melhores instalações da História das Olimpíadas”. Mas não é verdade, era tudo conversa fiada, há problemas nas instalações de gás, elétricas e hidráulicas, sem falar na sujeira ambiente, que surpreendeu a delegação australiana, enquanto a Folha informava que delegações de outros países tiveram a cautela de contratar operários para dar acabamento às obras de suas instalações.
E o prefeito Eduardo Paes ainda tem coragem de abrir a boca para fazer piadas e dizer que vai botar cangurus na Vila Olímpica para agradar a delegação visitante…
É nessas horas que a gente até sente vergonha de ser brasileiro. Se fosse no Japão, o prefeito se curvaria diante dos estrangeiros e pediria desculpas por seus erros, antes de sair para praticar um ligeiro haraquiri.
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PS – Formação de quadrilha é o artigo 288 do Código Penal, quando três ou mais pessoas se unem “para o fim específico de cometer crimes”, como ocorreu no caso de Lula, Cabral e Paes.*
(*) Carlos Newton, Tribuna na Internet

TÁ DEMORANDO, JUIZ MORO

Prisão de Lula pelo juiz Sérgio Moro passa de possível a provável

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Lendo os jornais de sábado, especialmente a reportagem de Fausto Macedo, Júlia Afonso e Mateus Coutinho, O Estado de São Paulo, a impressão que está colocada no título emerge dos textos. Ao rebater as alegações dos advogados do ex-presidente Lula que levantaram sua predisposição de condená-lo, mesmo antes de concluir o julgamento, o juiz Sérgio Moro contestou as alegações e disse que os diálogos que Lula manteve com o deputado Rui Falcão e com a presidente afastada Dilma Rousseff já constituíam motivo suficiente para sua prisão, já que ele nitidamente estava agindo para obstruir as ações da Justiça.
“Entretanto”, afirmou Moro, “na ocasião optei pelo seu depoimento coercitivo e não por um despacho que poderia colocar em risco as diligencias em curso”. O processo contra Lula retornou as mãos de Sérgio Moro em função de um ato do ministro Teori Zavascki que excluiu o ex-presidente da República da condição de ser julgado por foro privilegiado. O ministro decidiu por fazer o processo retornar à Justiça comum, atribuindo-o a Vara Federal de Curitiba.
Por isso o Supremo transferiu as atribuições que poderiam lhe caber no caso para a primeira instância. E assim Lula ficou novamente sob a jurisdição de Moro.
DIÁLOGOS REVELADORES – Sérgio Moro, no documento que divulgou na sexta-feira (objeto também de matéria de Renato Onofre no Globo), sustenta que os diálogos interceptados poderiam justificar a prisão temporária de Lula. Inclusive a questão de sua aparente intenção de ocultar patrimônio no que se refere ao apartamento de Guarujá e ao sítio de Atibaia. Sérgio Moro destaca como exemplo de sua isenção ter indeferido pedidos do Ministério Público Federal, como a condução coercitiva da esposa do ex-presidente.
Mas os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira sustentam que o juiz, pelas medidas que tomou, afastou-se do critério da imparcialidade. Na minha opinião, esse argumento deveria ser levantado junto ao ministro Teori Zavascki, uma vez que foi ele quem transferiu a tarefa final do julgamento em primeira instância a Sérgio Moro.
PERDA DE TEMPO – Arguir a suspeição de Moro no Tribunal Regional Federal nada representa de concreto, pois seria impossível que o juiz considerasse seu próprio comportamento de parcial. Dessa forma os advogados perderam tempo e deram motivo para resposta do juiz que ao admitir que os áudios gravados eram motivo para prisão de Lula, revelou sem dúvida a disposição de considerá-lo culpado. Caso contrário se os motivos de ontem constituíam base para a prisão, eles obviamente continuam valendo hoje. O que acentua que a prisão de Lula passou de um ato possível a uma decisão provável. Talvez em agosto antes mesmo da votação final do impeachment de Dilma Rousseff.
Aliás , a provável prisão de Lula funcionará para consolidar o afastamento definitivo da presidente reeleita em 2014, cuja situação  foi extremamente agravada com as revelações do marqueteiro João Santana. Ela disse não saber da procedência ilícita dos recursos pagos ao publicitário. Mas João Santana tinha pleno conhecimento de sua origem.*
(*) Pedro do Coutto -  Tribuna na Internet

DOIS CANALHAS QUE SE MERECEM

 O cinismo prevalece e Ciro Gomes faz as pazes com Lula na convenção do PT

a- gastão- o vomitador
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontraram neste domingo pela primeira vez desde que o primeiro fez ataques pesados ao segundo. Tanto nos discursos na convenção que homologou a candidatura do prefeito Fernando Haddad à reeleição em São Paulo como nos bastidores, os dois procuraram manter a cordialidade. Em entrevistas e palestras nos últimos meses, Ciro, que foi ministro da Integração Nacional no primeiro governo do petista, repetiu várias vezes que Lula tem “moral frouxa”. Em março, ao bater boca com um manifestante que protestava em Fortaleza contra o PT, o ex-ministro afirmou que “Lula é um merda”. Em outros momentos, porém, Ciro defendeu o ex-chefe das acusações de que é vítima na Operação Lava-Jato.
— Foi legal. A gente estava sem se falar há um tempo. Foi bem cordial — respondeu Ciro, ao ser questionado como foi o encontro com Lula.
Sobre as críticas que vinha fazendo, o ex-ministro evitou neste domingo entrar em polêmica:
— Eu tenho pelo Lula um grande apreço. Tenho também grandes críticas aos últimos movimentos dele. Mas não é a ocasião aqui de eu lembrar disso.
“UM VELHO AMIGO” – No discurso, Ciro disse que participava da convenção com sentimento de prazer por “rever um velho amigo, o ex-presidente Lula”. O ex-presidente, por sua vez, saudou o “querido companheiro Ciro Gomes, companheiro a quem eu devo muita gratidão pelo período que esteve no governo comigo e só não continuou porque não quis”.
Nos bastidores, os dois conversaram reservadamente sobre a conjuntura política nacional.*
(*) Sérgio Roxo – O Globo

ABRAM OS OLHOS, ELES ESTÃO CHEGANDO

Com a privatização, governo quer atrair multinacionais, especialmente chinesas

Uma forte onda de investimentos de companhias chinesas no Brasil é esperada para os próximos meses, sobretudo em infraestrutura e commodities. Para o leilão de transmissão de energia, previsto para setembro, grupos chineses e outras multinacionais – que já atuam aqui e novas – foram convidados para participar, segundo fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
O desmonte de ativos da Eletrobras, como as subsidiárias Eletrosul e Celg, é considerado atraente. Os ativos estão sendo oferecidos a diversos investidores, chineses ou não. Também estão à venda importantes negócios do setor, como a Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, que tem entre os sócios o grupo Odebrecht, a participação da Light na Renova, ativos da Abengoa e Duke Energy, dizem fontes. As empresas não comentam.
A State Grid e sua conterrânea China Three Gorges (CTG), ambas estatais, são apontadas como compradoras de vários ativos no Brasil. A CTG foi a última a aportar por aqui. Chegou em 2013 e comprou participação em várias hidrelétricas e, nos últimos meses, arrematou as Usinas Jupiá e Ilha Solteira, da Cesp.
BUSCANDO CAPITAL – Nas últimas semanas, representantes da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China fizeram um “road show” em território chinês para atrair investidores. “Há grupos que ainda não têm investimentos no Brasil e que estão sendo apresentadas aos diversos negócios à venda (de infraestrutura ao agronegócio)”, disse Charles Tang, presidente da entidade, que está na China nessa comissão e deve voltar no início de agosto.
Entre 2010 e 2015, investidores chineses colocaram entre US$ 30 bilhões e US$ 35 bilhões no País, segundo Roberto Dumas Damas, professor de economia chinesa do Insper. “Estão nessa conta investimentos diretos e em empresas”, diz. “Os chineses buscam negócios, principalmente, em recursos naturais e commodities.”
Segundo ele, o total de aporte poderá aumentar, considerando a recessão econômica e investigações em curso da Operação Lava Jato, que apura corrupção em contratos da Petrobras. “Tem vários ativos da Lava Jato à venda e o Brasil está barato. É uma combinação perfeita.” Tang estima que os potenciais aportes de chinesas no País podem chegar a US$ 70 bilhões – considerando os já feitos desde 2010.
LONGO PRAZO – Para Rodrigo Zeidan, da Fundação Dom Cabral, os investidores chineses olham o Brasil no longo prazo. “Eles consideram o Brasil como um importante player para fazer frente à dominação dos EUA.”
Após a crise financeira global de 2008, países asiáticos que apostavam nos EUA e na Europa começaram a buscar oportunidades em países emergentes. No Brasil, os chineses têm mirado especialmente o setor de infraestrutura. Além da aquisição de empresas de energia, já demonstraram interesses em projetos de ferrovias, a exemplo da Bioceânica – uma estrada de ferro que ligaria os litorais do Peru e do Brasil a um custo de R$ 40 bilhões. Para os chineses, seria um empreendimento que facilitaria o transporte de grãos do Centro-Oeste para a China.
“Eles estão comprando tudo”, afirma Luiz Fernando Loene Vianna, presidente da Copel – sócia da State Grid em três linhas de transmissão, num total de 2.572 km. “Eles são muito sérios nas obrigações e nos aportes que precisam fazer.”*
(*) Deu no Correio Braziliense
Fonte: http://www.contraovento.com.br/

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