sábado, 23 de julho de 2016

PURO LIXO

O golpe como fraude e lenitivo ao fracasso

a - puro lixo
A resiliência da esquerda aos revesses sucessivos que a história lhe desferiu é resultado em parte de sua característica de seita e, portanto, da crença de que detém com exclusividade a verdade única. As derrotas são apenas batalhas perdidas; no final, a guerra será vencida com a redenção do proletariado que, para evitar desvios no itinerário, será conduzido com mão de ferro ao paraíso.
Transposta para a realidade que vivenciamos no Brasil, no limiar do julgamento da presidente Dilma Rousseff (PT), a afastada, o PT se valeu da propaganda política para dissimular o fracasso de seu modelo após treze anos no comando da Nação com o apoio do status quo. No confronto político restavam poucas opções: reconhecer os erros que levaram o País a pior crise econômica, política e ética de sua história ou adotar uma escapatória.
Ora, o PT não tem como justificar a gestão fiscal fraudulenta da presidente. O PT não tem como justificar as derrapagens administrativa e econômica, carreadas por uma mandatária incompetente e presunçosa, que redundaram em quebradeira, carestia e desemprego. O PT não tem como justificar que boa parte dos delatores da Operação Lava-Jato são companheiros ou neocompanheiros, como os grandes empreiteiros.
O PT não tem como justificar que, no poder, exerceu a política da mesma forma que seus adversários, qual seja, na base da barganha de compra de apoios. O PT não tem como justificar que, eleito com uma pregação de detentor exclusivo da ética, atolou-se nos mesmos desvãos do uso espúrio do erário.
O PT não tem como justificar que seus heróis se transmutaram de militantes por princípio em políticos sem princípios. O PT não tem como justificar que tramou o impeachment dos três antecessores imediatos do lulopetismo. Mais importante, o PT não tem com justificar o golpe com o qual aniquilou a esperança na política. Não se o fizer com sincera autocrítica.
Portanto, para não enfrentar o debate com honestidade, sem dor e ranger de dentes restou aos companheiros fraudar a história e amparar-se no refrão golpista como leitmotiv. Para tanto, fugiu da lógica comezinha.
Propaganda fraudulenta como lenitivo
O impeachment estribou-se num Judiciário permissivo, que adotou ao extremo a regra in dubio pro réu como na sessão da Corte Suprema de dezembro de 2015, contestada por juristas eminentes. O impeachment sustentou-se na Suprema Corte, cujos membros foram quase todos escolhidos pelo PT. O impeachment foi garantido pela neutralidade silenciosa das Forças Armadas.
O impeachment foi respaldado pela ampla e legítima maioria da população – exaurida pela economia em pandarecos, enojada da corrupção. O impeachment teve a aprovação majoritária do Legislativo, movido, como em 1992, por eleitores desiludidos. O impeachment ancorou-se na Constituição.
Como carece de coerência e sobeja desfaçatez, a narrativa petista – risível diante da hodierna, sangrenta e concreta tentativa de golpe na Turquia – optou por falsear a realidade. Não se trata de ação impensada, mas engendrada em eficiente propaganda política.
Na ânsia de desqualificar o impedimento da mandatária, sustenta-se em estratégia que vai da autoindulgência à sobrevivência. Primeiro, provê conforto à militância atordoada com os crimes conduzidos por suas lideranças. Repetir ad nauseam que o impeachment foi ilegítimo anestesia a decepção.
Segundo, fornece à patuleia simplificação retórica à narrativa que pretende converter a presidente Dilma em vítima. Terceiro, ao adotar discurso monotemático foge do debate direto sobre a débâcle petista. Quarto, tenta constranger néscios e desavisados.
Implacável, a história aplicou revesses sucessivos na esquerda. Os percalços levaram-na a contornar o mais notório déspota comunista, Josef Stalin (que tiranizou seus camaradas), a relevar os gulags, a ignorar a derrocada soviética (simbolizada pela queda do Muro de Berlim), a condescender com a revolução cultural chinesa, a defender a ditadura cubana, a compactuar com os desmandos do comandante venezuelano.
Tudo justificado por dogmas e mitos, como o de que só a esquerda representa os pobres ou do estado forte e onipresente. A exemplo de uma seita, que tem a conversão dos ímpios e a salvação dos fiéis como alvos, a sigla busca no discurso fraudulento o lenitivo ao fracasso.
*Itamar Garcez é jornalista, no blog do Moreno

A MÁSCARA CAIU

Com depoimento de Santana, Dilma muda tom sobre verbas de campanha

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O grupo mais próximo da presidente Dilma Rousseff já não esconde a preocupação com os efeitos dos depoimentos do marqueteiro João Santana e sua mulher Mônica Moura ao juiz Sérgio Moro. Santana e a mulher reconheceram que receberam recursos do petrolão via caixa 2 na eleição de 2010.
Diante da contundência do depoimento, o primeiro efeito colateral já aconteceu nesta sexta-feira (22). Dilma foi obrigada a mudar sua versão sobre pagamentos de suas campanhas. Até então, ela negava enfaticamente recursos de caixa 2 em campanha. Mas, pela primeira vez, em entrevista à rádio Jornal do Commércio, do Recife, Dilma mudou o discurso. Disse que não autorizou pagamento de caixa 2 para ninguém. “Se houve pagamento, não foi com meu consentimento”, afirmou Dilma, com uma nova argumentação para os recursos de sua campanha.
O grande temor entre petistas é que os depoimentos desta quinta-feira de Santana e Mônica Moura já sinalizam para uma tentativa de acordo de delação premiada que tem potencial explosivo.
Isso porque o marqueteiro e sua mulher só admitiram ilegalidades naquilo que já tinha sido comprovado pela Operação Lava Jato. Petistas mais realistas avaliam que Santana, na delação, pode fazer um estrago envolvendo não só as campanhas de Dlma em 2010 e 2014, revelando novos fatos, mas também na campanha de Lula à reeleição em 2006.
Segundo interlocutores de Dilma, a situação hoje estaria pior caso o deputado afastado Eduardo Cunha tivesse admitido o pedido original para o impedimento de Dilma, que incluía não só as pedaladas de 2014, mas também fatos relacioandos ao escândalo de corrupção originado pela Lava Jato.
“Independente de isso não ser o foco do processo de impeachment, é lógico que traz consequências políticas na análise do caso pelo Senado”, admitiu ao Blog esse interlocutor dce Dilma.
Seja qual for o resultado da votação no Senado, a avaliação de aliados é que a Lava Jato entrou na órbita de Dilma Rousseff de forma definitiva. *
(*) Gerson Camaroti – G1

ALGUMA DÚVIDA?

Conselheiro de Dilma diz a Moro que mentiu à PF para ‘não destruir a Presidência’

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João Santana, marqueteiro preso em fevereiro na Lava Jato, afirmou que na época não revelou o recebimento de US$ 4,5 milhões de caixa 2 da campanha da petista porque ‘se iniciava o processo de impeachment’
Em seu primeiro depoimento diante do juiz da Lava Jato, o marqueteiro que atuou nas campanhas eleitorais de Lula (2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014) confessou que mentiu à Polícia Federal quando depôs aos investigadores em fevereiro deste ano, logo após ser preso pela Lava Jato, para ‘preservar’ a presidente afastada Dilma Rousseff (PT).
Na ocasião, o marqueteiro disse que recebeu valores em contas no exterior referentes a campanhas para as quais ele trabalhou em outros países e negou que o dinheiro tinha relação com campanhas no Brasil. João Santana e sua mulher e sócia Mônica Moura vinham atuando nos últimos anos em campanhas petistas, mas também em campanhas presidenciais em outros países, sobretudo na América Latina.
O DEPOIMENTO DE JOÃO SANTANA AO JUIZ SÉRGIO MORO:
Nesta quinta-feira, 21, o casal negou sua própria versão inicial e admitiu ter recebido o caixa 2 de US$ 4,5 milhões para quitar uma dívida da campanha de Dilma de 2010. João Santana citou três fatores que, segundo ele, pesaram para que mentisse em seu primeiro depoimento à Polícia Federal: o psicológico (o ‘susto’ da prisão, e ele diz que não imaginava que seria preso), o “profissional” (queria manter o sigilo do contrato com o PT) e o “político”.
Em relação ao terceiro fator, Santana, que atuava como conselheiro de campanhas e estratégias eleitorais da petista, disse que não queria “destruir a presidência”, em um momento em que o impeachment de Dilma Rousseff o impeachment da petista era discutido na Câmara.
“Eu raciocinava comigo, eu que ajudei de certa maneira a eleição dela não seria a pessoa que iria destruir a presidência, trazer um problema. Nessa época já iniciava o processo de impeachment, mas ainda não havia nada aberto, e sabia que isso poderia gerar um grave problema até para o próprio Brasil”, afirmou.
COM A PALAVRA, A PRESIDENTE AFASTADA DILMA ROUSSEFF
A presidente afastada da República, Dilma Rousseff, afirmou em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, na manhã desta sexta-feira, 22, que não autorizou pagamento de caixa 2 a ninguém durante sua campanha. “Na minha campanha eu procurei sempre pagar valor que achava que devia. Se houve pagamento (de caixa 2), não foi com meu conhecimento”, comentou.
COM A PALAVRA, O PT:
“Todas as operações do Partido dos Trabalhadores foram feitas dentro da legalidade. As contas da campanha eleitoral de 2010 foram inclusive aprovadas pela Justiça Eleitoral”.
Assessoria de Imprensa do PT Nacional.
COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA LUIZ FLÁVIO BORGES D’URSO, DEFENSOR DE JOÃO VACCARI NETO
O advogado Luiz Flávio Borges D’urso reagiu com veemência às acusações ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, seu cliente. “Isso (as afirmações de Zwi Skornicki, Mônica Moura e João Santana perante o juiz Sérgio Moro) é palavra ou de delator ou de alguém que já está negociando delação. Portanto, coloco no mesmo plano. Isso depende de provas, caso contrário não vai passar de mera informação trazida por delatores. E prova não será obtida porque isso não reflete a verdade.”*
(*) Mateus Coutinho, Julia Affonso e Fausto Macedo – Estadão

DA SÉRIE “EU NÃO SABIA”

‘Se houve caixa 2 na minha campanha, não foi com meu conhecimento’, diz Dilma

Ela afirmou em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, que não autorizou pagamentos; o publicitário João Santana e a mulher, Mônica Moura, alegam ter recebido US$4,5 milhões em conta na Suíça
a-Demoraram, mas entregaram. Tchau PT, tchau tia Dilmá
SÃO PAULO – A presidente afastada da República, Dilma Rousseff, afirmou em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, na manhã desta sexta-feira, 22, que não autorizou pagamento de caixa 2 a ninguém durante sua campanha. “Na minha campanha eu procurei sempre pagar valor que achava que devia. Se houve pagamento (de caixa 2), não foi com meu conhecimento”, comentou.
O publicitário João Santana e sua mulher e sócia, Mônica Moura, alegaram nesta quinta, 21, que US$ 4,5 milhões recebidos em uma conta na Suíça tiveram como origem caixa 2 da campanha de Dilma em 2010. O casal foi interrogado em Curitiba pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância.
Dilma afirmou ainda que continua lutando para retornar ao poder e ressaltou que o processo de impeachment só será finalizado com a votação no Senado, prevista para o fim de agosto. “Na abertura do processo, 22 senadores votaram contra o impeachment. Portanto, só faltam seis ou sete senadores para garantir que o impeachment não passa. E eu tenho conversado bastante com os senadores”, comentou.
Nesta quinta, em entrevista à rádio Pampa, Dilma havia dito que há grande chance de reverter o impeachment, porque os senadores “têm um nível de responsabilidade muito forte”.
Nesse sentido, ela negou que já esteja fazendo sua mudança do Palácio do Alvorada para Porto Alegre, onde vive sua família. “O que eu tenho está no Palácio da Alvorada, pouca coisa está em Porto Alegre. Espero levar as minhas coisas para lá em janeiro de 2019, e assim como o Lula, eu vou ter alguns tantos contêineres”, afirmou.
Dilma negou a possibilidade de manter a atual equipe econômica caso volte à presidência, mas elogiou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “Não vejo nenhum defeito na pessoa do Henrique Meirelles, ele é capaz e competente”.
Ela também comentou sobre a saída de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara. “A Câmara sofreu uma melhoria. Querendo ou não, não é mais o nosso infeliz Eduardo Cunha”. Dilma disse que, mesmo não tendo nenhuma especial aproximação com o DEM, espera que o novo presidente da Casa, Rodrigo Maia, “tenha uma atuação absolutamente republicana”.
Dilma ainda rebateu a afirmação de Lula, feita durante visita do ex-presidente a Pernambuco, de que ela errou a propor medidas de ajuste fiscal, que fizeram o governo perder o apoio de classes trabalhadoras. ”Ninguém se conformou de Dilma ter dito durante a campanha que não ia mexer no bolso do trabalhador e depois ela ter colocado em prática um programa que era do adversário. Ela já tinha feito reuniões com os sindicatos, mas foi anunciado um pacote que jogou os sindicalistas contra ela”, comentou Lula na ocasião.
A presidente afastada contra-argumentou. “Não acredito que mexi no bolso do trabalhador. O que nós corrigimos no seguro-desemprego e nas pensões, e principalmente no seguro-defeso, foram coisas que estavam incorretas, pagando pessoas que não eram pescadores, por erro de cadastro. Eu mexi em distorções da lei”.
Em relação ao recente aumento concedido aos servidores públicos, Dilma disse que não tem nada contra o reajuste, mas acha o momento complicado para esse tipo de medida. “Os servidores são merecedores, mas não acho que, diante da situação difícil do País, se devesse dar aumento para aqueles que ganham mais. Seria melhor manter a faixa 1 do Minha Casa Minha Vida”, afirmou.
Na entrevista para a rádio Pampa, Dilma disse que ficou indignada com a suposta distorção promovida em pesquisa do instituto Datafolha. “De repente consideraram que não era relevante saber o que a população brasileira queria em relação a eleições. Fico indignada diante dessa distorção. Como que não é importante saber o que a população acha?”, questionou.
O centro do imbróglio é uma pergunta sobre a permanência de Michel Temer ou a volta de Dilma. “Na sua opinião, o que seria melhor para o País: que Dilma voltasse à Presidência ou que Michel Temer continuasse no mandato até 2018?” foi a questão feita aos entrevistados. Para 50%, Temer deve ficar, enquanto 32% responderam que Dilma deve reassumir e 3% disseram que preferiam nova eleição, mesmo que essa alternativa não tenha sido apresentada na questão.
Em outra pergunta, quando questionados explicitamente sobre a possibilidade de um novo pleito, 62% se disseram favoráveis. Essa questão, no entanto, não foi divulgada na matéria publicada inicialmente pela Folha de S. Paulo.*
(*)  Álvaro Campos – O Estado de S. Paulo
Fonte: http://www.contraovento.com.br/

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