quarta-feira, 27 de julho de 2016

NOS TEMPOS DA DEMONIZAÇÃO


É próprio do brasileiro "terceirizar" os acontecimentos ditos contrários à sua opinião. Assim, impeachment é golpe, a corrupção vem desde os tempos de Cabral e "Liberdade, Liberdade", não é obra do nosso acaso.
Vieram em busca do ouro, mas escândalo, mesmo, é este da Petrobras, o "petrolão", sem dizer daquele onde o "puder" era o barato do momento, o "mensalão". Mas, não temos nada com isso, é "cria" de outros governos!
Nada disso é nossa culpa, é comum ninguém fazer o "mea culpa", tem culpa, eu? Nunca, jamais! O outro é o culpado "pontual", da hora, ao vivo e a cores!
É moda, agora, dizer que "não sabia de nada", "não autorizei", "não fui consultado", "não passou pelo meu crivo", "foi sem meu consentimento", e por aí vai a negativa contumaz e persistente.
É tergiversar, "peremptoriamente"!
Quando se fala em terrorismo aqui neste nosso pais esquecem que vivemos o maior terrorismo de todos, a impunidade que acoberta crimes e desvios de conduta e de dinheiro público.
Que não podemos sair de casa sem correr o risco de ser abordado pelo ladrão mais próximo, que já fica de espreita te observando de longe, sabendo do seu dia a dia, aquela tática para facilitar o bote fatal, que, infelizmente pode se tornar fatal de verdade.
Quer maior terror do que a violência "exposta" pelos canais de tv na parte da tarde?
Que os criminosos se repetem, são os mesmos, naquele prende e solta infernal!!!
E daquela saída temporária que devolve os criminosos ao seio da sociedade para executar novos furtos e roubos, e, quiça, assassinar sua vítima.
Assim, demonizar os políticos é pouco. Lá está a origem de todos os males, de todas as agruras que passamos.
Se todos são iguais perante a lei, os políticos (salvando 1%) é tudo farinha do mesmo saco, estão ali para o luxo e a riqueza, para "constituir" seu patrimônio político para todo o sempre, e, o que é pior, quem bota esta gente lá são nossos votos irresponsáveis.
Não adianta chorar nem demonizar, nós mesmos construímos nosso cadafalso, e escolhemos quem vai ser o carrasco e puxar a corda.
Demônio perto desta gente é um pobre coitado, um principiante, um estagiário com muito para aprender.
Não adianta muito, quase nada, externarmos nosso inconformismo, nossa contrariedade, nada vai mudar mesmo, é como malhar em ferro frio, pregar no deserto.
Não é mole não!!!

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