sábado, 23 de julho de 2016

BREVES DO FACEBOOK (INSTITUTO HUMANITAS UNISINOS)

Faustino Teixeira
"Vós que saístes a peregrinar!
Voltai, voltai, que o Amado não partiu!
O Amado é vosso vizinho de porta,
por que vagar no deserto da Arábia?
Olhai o rosto sem rosto do Amado,
peregrinos sereis, casa e Kaaba.
De casa em casa buscastes resposta.
Mas não ousaste subir ao telhado.
Onde as flores, se vistes o jardim?
A pérola, além do mar de Deus?
Que descobristes em vossa fadiga?
O véu apenas, mas vós sois o véu.
Se desejais chegar à casa da alma,
buscai no espelho o rosto mais singelo"
Rûmî

Faustino Teixeira
"O sono perturbaste, meu Amado,
no sangue de meu frágil coração.
Sigo buscando a fonte da doçura
acima do sublime entendimento;
embora a noite seja imprevisível,
torna meu sono límpido e suave.
Sou apenas a Sua sobrancelha,
enquanto não alcanço seu amor:
estou magro, minguante, solitário,
e já não sei dormir na lua nova.
Peço ao Amor em plena madrugada
que leve para longe o sono frágil.
E o sono volta, procura combate,
mas foge: meu exército é maior.
Do céu vem o amor: sua grandeza,
desejo cristalino e soberano,
levou o sono de meus olhos frágeis.
Velam comigo insones companheiros.
Se estás profundamente enamorado,
segue sem vacilar esta vigília.
O sono volta nos primeiros raios
e mesmo assim resisto, e já não durmo."
Rûmî

Gustavo Gindre
Eu queria propor três reformas ultra liberais. Vejam o que vocês acham:
1) Todos concordamos que uma das pautas mais revolucionárias da ascensão da burguesia foi a luta contra os direitos hereditários. Por que alguém deveria ser um visconde só porque seu pai foi um visconde? Qual o mérito disso? Sendo assim, estou propondo o fim de qualquer direito de herança. Por que alguém deveria ser um bilionário só porque seu pai foi um bilionário? Qual o mérito disso?
2) Todos concordamos que o trabalhador é uma mercadoria. Ele vende sua força de trabalho no mercado e é remunerado por isso. Sendo assim, creio que a agenda de livre circulação de mercadorias deveria se aplicar ao trabalhador. Daí, estou propondo o fim das barreiras alfandegárias à livre circulação da mercadoria trabalho. Todo trabalhador deve ter o direito de escolher se deseja vender sua mercadoria na Califórnia ou na Síria, sem protecionismos.
3) Todos concordamos que o valor de uma mercadoria é determinado pela sua escassez no mercado. Se alguém toma minha casa, eu fico sem nenhuma casa. Logo, a casa precisa ter um valor ligado a sua escassez. Ocorre que a informação não tem qualquer escassez. Se eu tenho uma informação e divido com alguém eu não a perco. Portanto, a única forma de garantir um valor para a informação é criar monopólios artificiais, baseados no direito e não na economia, chamados direito autoral e propriedade intelectual. Ora, os monopólios, especialmente aqueles não naturais, impedem a livre concorrência. Portanto, estou propondo o fim do direito autoral e da propriedade intelectual.
Essa é a minha agenda de reformas liberais.

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