sexta-feira, 24 de outubro de 2014

EM CIMA DA HORA (FOLHA DE S. PAULO) E RICARDOORLANDINI.NET



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POLÍTICA DO DESENCANTO


Lá pelos idos de 1980, mais precisamente em 1985, fui dos primeiros a se filiarem ao PT. Éramos fundadores, abraçando a causa de modificar tudo de errado que existisse nos estertoes da política, novos ares, novos rumos, nova forma de governar.
Ali no BB "pairava" o otimismo, havia a possibilidade de estar surgindo alguém com tino e disposição para enfrentar os poderosos e botar o país no lugar, no eixo, inclusive "mexer" nos juros e inflação descontrolados, questionar até a soberania que sempre estava em jogo. Tudo iria mudar.
A dívida externa-eterna poderia, enfim, ser auditada, negociada, quer, dizer, vivíamos a esperança de uma redenção, de um novo país.
Lula "encarnava" a pessoa indicada, até então não havia alguém com perfil adequado de um revolucionário, com ideas novas, novos ideais, e o metalúrgico tinha tudo para dar uma "sacudida" no que nos afligia e atormentava: governantes ultrapassados e que só "governavam" em proveito próprio, vícios que reportava aos tempos do império.
Bom, veio a eleição contra Collor. Eu empunhei bandeiras, coloquei adesivos no carro, comprei botons e camisetas, tudo que fosse necessário para fazer caixa, contribuir financeiramente para a campanha a governador do DF e presidente da república.
Em Raul Soares (estive lá no período que antecipava a eleição, só havia carros e bandeiradas de Collor pra todo lado, a gente era exceção, a "cara" da derrota!).
Manipulação, campanha ostensiva contra Lula (espalharam o pânico: que iria tomar terras dos agricultores e apartamentos dos moradores). Fora a armação de uma ex de Lula que gravou depoimento contra, armado pelo então inimigo figadal, Collor de Mello.
O tempo foi passando e chegou, enfim, a vez de Lula ser sufragado e eleito, contra tudo e contra todos (era o que eu pensava e acreditava que estava acontecendo).
Cadê a auditoria da dívida externa? Cadê a investigação sobre o governo FHC, de triste memória?
Sabe o que fez Lulla? Nada.Fez "ouvido de mercador", que não era nada com ele. E ainda fez pior, se aliou a Sarney e outros "outrora" inimigos, contrariando tudo o que pregara antes de ser eleito. Traiu seus eleitores (me incluo entre eles) em nome de uma tal governabilidade. Para governar tinha que acender velas para deus e o diabo, e assim o fez. Alianças com o que de pior havia na política.
O tempo é senhor da razão. Pois é, Jader Barbalho (a quem beijou a mão), Renan Calheiros e muitos outros que rejeitavam Lula agora passaram a ser aliados desde criancinha!!!
E a coisa desandada foi se assentando a ponto de se aliar, mais recentemente, a Paulo Maluf e Fernando Collor de Mello, o maior responsável pela sua "desconstrução" na primeira derrota.
Alguns passaram a escrever Lulla (com dois eles em homenagem à sua aliança maldita com Collor - dois eles era a logomarca registrada de Collor.
A esta mudança radical que nosso "guia" sofreu, de se modificar de acordo com as circunstâncias, o próprio Lula se "apelidou" de metaformose ambulante.
Pois é! Senti-me traído em minha confiança, fui inocente útil, simplório e bobo, me senti logrado e, enganado, me desencantei.
Com a reviravolta, todo aqueles eleitores de Cóllor e FHC migraram, como num passe de mágica, para Lula, que esbanjava carisma e simpatia, tudo muito bem planejado para ficar bem próximo do povão, que deixava (e se deixa) se enganar por bem pouco.
O Partido dos Trabalhadores, a esperança que se esvaiu, se esmeirou em se apoderar do poder a qualquer custo, deixou de ser dos trabalhadores para ser do PMDB, dos banqueiros, dos sindicalistas pelegos e empreiteiros, de uma porção de apaniguados-companheiros, renegando totalmente sua origem.
Dono do poder, reaparelhou o estado, locupletou-se, distribuiu cargos a perder de vistas, triplicou o número de ministérios para "abrigar" e acoitar seus aliados.
Dominou a máquina pública e estabeleceu um projeto de poder a longo prazo, 24 anos, no mínimo.
Aproximando a eleição final, estamos numa encruzilhada: PSDB X PT, ambos useiros e vezeiros do poder, com o intuito único e exclusivo de permanecerem, se eternizarem a qualquer custo.
Quem é o pior? Difícil avaliar.
O PT tem, hoje, o mesmo DNA do PSDB,os mesmos defeitos e "qualidades", farinha do mesmo saco!!!
Como é difícil não poder escolher!!! Saber que nada vai mudar, e, se mudar, vai ser para pior, qualquer um que seja vitorioso no dia 26.
Não adianta votar nulo ou em branco, nem se ausentar, deixar de votar. Quem vota nulo ou em branco, tem seu voto "inválido", não pesa na escolha do candidato, "vira" apenas uma estatística sem o menor valor.Ausentar é pior, quem se ausenta está se omitindo, recusando sua condição de cidadão responsável, pois cabe a cada cidadão participar efetivamente dos problemas de sua comunidade, de sua rua, de sua cidade, de seu estado e de seu país, perde a condição de cobrar, de reclamar alguma coisa! Se o voto é obrigatório que se faça bom uso dele, em prol de um Brasil melhor!
Poís é! Tá difícil, mas escolha um dos dois, nem que seja o menos pior!!!

PESQUISA


Quando estudei a disciplina "Estatística" é que tomei conhecimento de como é feita uma pesquisa, a determinação e cálculo do desvio padrão e afins, e a gente chegava a alguma conclusão mais matemática e mais autêntica.
Depois de um certo tempo, alguém, muito inteligente e perspicaz, para não dizer esperto, descobriu a pólvora: de como utilizar a pesquisa no meio político com o fim de induzir os indecisos e convencer os incautos e desinformados, capazes de serem levados ao voto útil matreiro, aquele que vota somente em quem está na frente das pesquisas.
É claro que a pesquisa pode ser honesta, transparente e precisa, basta dividir em blocos uniformes o alvo a ser pesquisado, de modo a refletir, fielmente, a realidade dos fatos.
Pesquisa, no fundo, é uma jogada de marketing,nada mais é do que uma peça publicitária, dar visibilidade a quem está nas primeiras posições.
Mas, voltando ao assunto em questão, se quiserem manipular os dados basta ir direto ao ponto desejado, sabendo de antemão que público-alvo pesquisar e quais dados deverão sair dali!
Um pesquisador profissional já sabe antecipadamente, ou tem a ideia do que realmente quer e deseja, e onde focar seu objetivo, como e qual indivíduo deverá ser "instado" a responder perguntas previamente selecionadas e que direcionam para a resposta desejada.
Sem citar o "instituto", certa vez em Grão Mogol fui pesquisado e as perguntas eram dirigidas com o intuito exclusivo de fazer vitorioso o Collor de Mello. Nos questionários, não tinha como negar e rejeitar o alagoano, tudo era planejado astuciosamente no sentido de dar vazão e consistência à candidatura do famigerado "caçador de marajás".
Daí em diante passei a ver as pesquisas com a máxima desconfiança, e, se perceber, analisar direitinho, qualquer pessoa poderá descobrir a intenção "subliminar" por debaixo dos panos. E note que as pesquisas são encomendadas, se fossem totalmente isentas não deveriam ter interesses em jogo, não deveriam ter patrocinador nem gente interessada no resultado. Quem paga quer custo/benefício, não vai comprar gato por lebre, o produto adquirido deve estar dentro de sua expectativa,"satisfação garantida ou seu dinheiro de volta", um ditado que vem a calhar.
Pense se tem lógica pesquisar 2.000 eleitores num universo de 142 milhões (ou 102 municípios num universo de 5.570), com todas as variáveis possíveis dentro do universo pesquisado?
Então, para concluir, não acredito em pesquisas, acho um absurdo pesquisas eleitorais (que fazem a cabeça do eleitor e o induzem ao erro), e penso ser uma excrescência, algo que só veio para complicar e avacalhar com o processo eleitoral. A não ser que nosso povo fosse mais esclarecido e soubesse votar (concordo com aquela declaração do Pelé de que o povo não sabe votar).
Para finalizar, mesmo, se os políticos fossem nosso maior problema estaria ótimo, nosso maior problema (crônico) é o eleitor corrupto, que se deixa levar ao sabor das ondas, ao sabor de uma pequena recompensa, que se deixa iludir facilmente pelas pesquisas encomendadas e que não valoriza seu voto, que não visa o coletivo e sim, o seu umbigo, sua individualidade, seu interesse particular.
Bom seria se não houvesse pesquisa nem eleitor corrupto, o voto seria para quem realmente merecesse e fosse algo, definitivo e exclusivo, pelo povo e para o povo. E que não houvesse político corrupto, e, sim, uma pessoa com a intenção maior de servir à nação, ao estado e ao município, sem almejar continuísmo, reeleição eterna, e ficar rico no fim do mandato.
E que as pesquisas trouxessem coisas concretas e não abstratas, sem conotação intereisseira, sem servir a um senhor qualquer.
Sonhar não custa nada! Quem sabe um dia acontece!!!

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Charge de Amarildo (Gazeta)

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Folha de S. Paulo

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