terça-feira, 16 de setembro de 2014

EM CIMA DA HORA (FOLHA DE S. PAULO) E RICARDOORLANDINI.NET



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BONS TEMPOS


Bons tempos das camisas ‘‘volta ao mundo’’ e das calças de casimira e brim gabardine; dos tempos em que grilo no motor era falta de regulagem do platinado; da Mesbla, Mappin, Casas Pernambucanas, Casas Brasiltex; dos cigarros Vila Rica e Beverly; da alavanca de marcha no cano do volante; da galocha para proteger o sapato da chuva e das botinas rinchadeiras; do anzol pequeno apenas para ‘‘pegar’’ lambari; de escorregar em folha seca de coqueiro pasto abaixo; tempo do óleo de cabelo Glostora, da brilhantina Gumex, do ‘‘heure intime’’, do sabonete Lever; de ajudar a guiar bois no carro de boi cantando morro acima; de encher o balaio de espiga de milho e colocar na cangalha do burro; de jogar bola descalço no campinho da roça cheio de espinhos, com bola de bexiga de porco; de ajudar a empurrar a camionete ‘‘International’’ para pegar no tranco; ou de descer da carroceria para que ela atravessasse uma ‘‘ponte’’ de dois pranchões, onde só cabiam os pneus, ou para atravessar atoleiro; de comer um pão com salame numa venda de beira de estrada, acompanhado de um guaraná caçula; de chupar jabuticaba, mexerica, laranja ou manga, subindo no galho da árvore; de ouvir a Ângela Maria cantando na Rádio Mayrink Veiga num rádio RCA Victor; de ligar a vitrola para ouvir o long-play do Orlando Silva; da Revista do Rádio, das revistas O Cruzeiro, Realidade, Manchete; dos jornais Opinião e Correio da Manhã. Tempo dos gibis de faroeste Jerônimo, o Herói do Sertão, Búfalo Bill, e outras como Flash Gordon’’, ‘‘Fantasma’’, ‘‘Tio Patinhas’’; do canivete Corneta; da televisão em preto e branco cheia de chuviscos; das novelas Irmãos Coragem e Beto Rockfeller; dos seriados Bonanza e O Homem de Virgínia; das festas de São João, Santo Antônio, antecedidas de novena; das festas do mês de Maria, com a coroação de meninas, em maio. Tempo dos leilões de cachos de mexerica, laranjas, ou dos bingos, depois das rezas; leilão de bezerros, na festa de São Sebastião; das irmandades religiosas, dos foguetórios no meio-dia de 12 de outubro. Foram tempos em que as mulheres usavam ‘‘anágua’’, antes do surgimento da calça comprida e da minissaia, da calça boca de sino, pantalona (que compunham a verdadeira revolução dos costumes).
São coisas, algumas tradicionais, que se perdem nas recordações, ficam retidas na memória e nas lembranças de quem viveu os Anos Dourados, a verdadeira mudança de atos e atitudes. É saudade que não tem como matar nem remontar. Mas vale a pena ver de novo.
JAMIR DE SOUSA LIMA

Fonte: http://dicionarioanos60.blogspot.com.br/

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