quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

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NADA SERÁ COMO ANTES!

Que semana difícil, aliás que dias difíceis estamos vivendo!
Ainda estou com minhas sequelas da alma e do físico.
As sequelas do joelho ainda permanecem me obrigando a curativos diários, pois o local, numa articulação, não tem como não ter movimentos, até esbarrões fazem reaviver as feridas, com aquelas secreções que nunca secam. E a dor onde foi "ralado" não passa!
Como ainda não permanecer com a alma estraçalhada quando tudo ao redor relembra os momentos vividos com Bento, aquele animalzinho frágil e inocente, que se foi prematuramente, de modo agressivo e violento, somados à incompetência e negligência da clínica veterinária que não deu a devida importância à situação gravíssima vivida pelo poodle massacrado por um pit bull mestiço, treinado e condicionado para matar, e que me agrediu também.
Somos criados para tratar (e usar) os animais como objetos de consumo (são vendidos até em feiras), e, causa admiração aos insensiveis o fato de alguém poder sentir tanta falta, naquela de "por que não adotam uma criança no lugar de um cachorrinho?".
Não é a mesma coisa, são entregas diferentes, a do cachorro não exige nada em troca, nunca nos abandona, ao contrário, é fiel até nos seus últimos instantes.
Como não estranhar que agora ao chegar em casa não ver a corrida disparada para me receber, aquele "tapetinho" estirado no meio da casa, nos corredores, debaixo das mesas e sofás!
Como não sentir sua falta nas caminhadas (no momento, nem cogito fazer mais), com aquela corridinha nas três patas?
Como não lembrar dele dentro do carro, de pé nas janelas vendo não sei o quê lá fora? E sua matreirice para pular para entrar no veículo?
E quando ia colocar a coleira nele, ele facilitava, parecia que era seu sonho ficar sempre de coleira.
As coisas dele ficavam num quartinho, ao redor da pia, e se a gente entrasse ou se aproximasse de suas coisas ele vinha correndo e ficava vigiando ou todo ouriçado pensando que íamos sair. Inesquecível sua cara de tristeza, quando eu dizia pra ele que não ia levá-lo, dizendo que ele não podia ir. Parece que lia os pensamentos da gente, entendia nossas palavras.
Estas recordações, estes momentos que não saem da cabeça, mais este acidente com o avião da Chapecoense, dores imensas que perduraram por vários dias, parece que me fez reviver tudo de novo, pois estas dores não passam, ficam, permanecem por um tempo que a gente não consegue medir.
Não tem como não se envolver, não tem como elaborar, aceitar isto, tendo, de sobra, uma dor física que ainda persiste e insiste em ficar por alguns dias, algumas semanas, daqui 10 dias vai completar um mês. Uma chaga que ficará por toda a vida.
Só sabe avaliar, medir a intensidade, quem já passou ou viveu algo parecido.
Infelizmente é assim, todos carregamos nossa cruz, cada um ao seu jeito e maneira.
(um amigo me disse que emagreceu 10 Kg com a agonia de sua cadelinha que estava com câncer, fora o tempo para tentar se recuperar da separação).
O que me resta é chorar tanto pelo cachorrinho quanto pelas vidas ceifadas pelo acidente.
Vou deixando a vida me levar, mas nada será como antes!
A imagem pode conter: atividades ao ar livre, natureza e água

RESENHA EM CHARGES - (A CHARGE ONLINE)


Folha de S. Paulo

Esta charge do Duke foi feita originalmente para o

Esta charge do Duke foi feita originalmente para o

BLOG "BESTA FUBANA"

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

A TRAGÉDIA DA ROLETA-RUSSA
Os atletas da chapecoense, Santa Catarina, foliando e cantarolando, voaram alto, em direção à Colômbia, em busca de uma taça, sul-americana. Comichava-lhes o propósito de mostrar ao estrangeiro os seus talentos, amplamente conhecidos entre as quatro linhas brasileiras; reluzir além-fronteira, arrebanhar troféu internacional. Porém, em vez de troféu, foram arrebatados por um acidente fatídico. O combustível que sustinha o avião da empresa Lamia exauriu-se minutos antes da aterrissagem. A aeronave desabou, se fez tragédia, que ainda ecoou pelo mundo, 71 mortos, além dos mutilados.
Vê-se pelos órgãos de comunicação que voar no limite da capacidade de combustível era procedimento habitual naquela aeronave. A prática, maldita, de voar com incerteza de autonomia, derivava de uma coragem, estúpida, tão insana quanto o ato de brincar de roleta-russa: (apontar o cano da arma para si ou para outrem, sem conhecer a posição exata da bala, dentro do tambor do revólver). O Brasil, enlutado, recebe, pranteia e vela seus mortos, 71, cada qual no seu envoltório de madeira; aguarda o regresso dos que ficaram sob os cuidados sacerdotais de Medellín. E a comoção se expande, a brasilidade ainda chora!
Que não suceda ao Brasil tragédia semelhante, mas se o fadário se impuser que não lhe falte, nessas horas incertas, uma Medellín para acudir, para despachar socorros capitais. Em nome dos brasileiros e do sentimento de gratidão que lhes demarca, ergo ao povo de Medellín, Colômbia, o mais elevado preito de admiração e gratidão.
Apesar de a equipe haver-se sucumbido, a chapecoense há de restaurar-se, soerguer-se; não desertará do ideal de ser sempre uma vencedora. Porém, não custa reflexionar: voos módicos não são necessariamente os mais seguros; podem até denotar impertinência quando se trata de transportar valorosos guerreiros que, com bravura, puseram em alto-relevo as cores chapecoenses e do Brasil.
Fonte: http://www.luizberto.com/

FRASES QUE RESUMEM A SEMANA (ÉPOCA)

Frases que resumem a semana | Mila KunesDiego Maradona (Foto: Michael Steele/Getty Images)
“De nossa parte, e para sempre, Chapecoense campeã da Copa Sul-Americana”
Atlético Nacional, 
clube de Medellín classificado para disputar contra a Chapecoense a final da Copa Sul-Americana de 2016. O avião que levava a Chape caiu, matando 71 pessoas
“De coração, muito obrigado. Nós brasileiros não esqueceremos a forma como os colombianos sentiram como seu o terrível desastre que interrompeu o sonho da equipe da Chapecoense"
José Serra, 
ministro das Relações Exteriores, ao discursar para o estádio do Atlético Nacional lotado, na homenagem ao time da Chapecoense
“Fiz o humanamente possível e o tecnicamente obrigatório para preservar a vida”
Yaneth Molina, 
controladora de voo do aeroporto José Maria Córdova, em Medellín, em carta pública em que dizia não ter falhado no acidente da Chapecoense
“Não tem clima mais para comemorar nada. Não dá”
Paulo Nobre, 
presidente do Palmeiras, após desmarcar as comemorações do clube pela conquista do Campeonato Brasileiro depois da tragédia com o time da Chapecoense
“O futebol brasileiro está de luto”
Pelé,
 ex-jogador de futebol
“Não é o momento de cobrar de jogador nenhum a essência do esporte”
Daniel Nepomuceno,
 presidente do Atlético-MG, ao afirmar à CBF que o clube não enfrentaria a Chapecoense na última rodada do Campeonato Brasileiro
“A mulher suporta o ônus integral da gravidez”
Luís Roberto Barroso, 
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), voto vencedor que culminou na decisão de que o aborto nos primeiros três meses da gestação não é crime
“Desculpe, a Odebrecht errou”
Odebrecht,
 empreiteira que assinou um acordo de leniência com os procuradores da operação Lava Jato. Num artigo de página inteira nos maiores jornais do país, a empresa disse que errou
“Nem o Bolt teria tanta velocidade para lançar uma proposta”
Rodrigo Janot,
 procurador-geral da República, ao comparar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao velocista jamaicano Usain Bolt, por tentar acelerar a votação do pacote anticorrupção alterado pela Câmara dos Deputados, que mudava o projeto proposto pelo Ministério Público
“Não podemos aceitar que a Câmara se transforme em cartório carimbador de opiniões de partes da sociedade”
Rodrigo Maia (DEM-RJ), 
presidente da Câmara dos Deputados
“Não nos coloquem na contramão da opinião pública”
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), 
senador, contrário à votação-relâmpago do projeto de combate à corrupção, desfigurado pela Câmara
“Não temos de nos impressionar com movimentos sociais”
Michel Temer,
 presidente
“Qualquer fatozinho novo abala as instituições”
Michel Temer, 
presidente
“Um sistema que está falido, fedido e provoca desconfiança da sociedade”
Renan Calheiros (PMDB-AL),
 ao reclamar da política brasileira
“Parece nome de chuveiro, mas não é nome de chuveiro”
Renan Calheiros (PMDB-AL), 
presidente do Senado, sobre o nome do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), relator do pacote anticorrupção na Câmara dos Deputados
“Peço desculpas, mas a nossa direita é frouxa e a esquerda sabe agir”
Alexandre Frota, 
ator, ao dizer que se uniria “aos vândalos de Brasília” para invadir a Câmara dos Deputados após a alteração do pacote anticorrupção

“Decisões do STF: Vaquejada: PROIBIDO Morte de seres humanos até o 3º mês: PERMITIDO. Que país é este???”
Dom Odilo Scherer, 
arcebispo de São Paulo

TOMATE DA SEMANA
“Temos nossa tragédia particular”
Fernando Carvalho, 
vice-presidente de futebol do Internacional, ameaçado de rebaixamento, ao reclamar do adiamento da última rodada do Campeonato Brasileiro, após a morte de grande parte da equipe da Chapecoense
TOMATE DA SEMANA (2)
“Essa proposta é por absoluta falta de condições emocionais”
Vitório Piffero,
 presidente do Internacional, ao propor o cancelamento da última rodada do Campeonato Brasileiro, devido à morte de grande parte da equipe da Chapecoense. O Internacional depende de uma combinação de resultados para escapar do rebaixamento

DEDO NA CARA
“Em 25 anos no automobilismo, foi meu sonho, meu único, me tornar campeão mundial de Fórmula 1"
Nico Rosberg,
 campeão mundial de Fórmula 1 de 2016. Nico aproveitou o discurso de agradecimento para anunciar sua aposentadoria
“Bom, foi a primeira vez que ele venceu em 18 anos, então não é surpresa ele decidir parar”
Lewis Hamilton,
 tricampeão mundial de Fórmula 1 (2008, 2014 e 2015), rival de Rosberg desde a infância

DEDO NA CARA (2)
“Talvez não seja o melhor momento para deliberação de uma nova lei de abuso de autoridade, considerando o contexto em que existe uma operação importante”
Sergio Moro, 
juiz federal responsável pela Operação Lava Jato, sobre a revisão do projeto que atualiza a lei do abuso de autoridade
“Vamos esperar um ano sabático das operações? Não faz sentido algum”
Gilmar Mendes,
 ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ao ironizar a sugestão de Moro de que a aprovação do projeto deveria aguardar a conclusão da Operação Lava Jato