segunda-feira, 30 de maio de 2016

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LAVA A JATO

Vivíamos sob o manto da corrupção (doença crônica e irreversível), ostensiva e presente em todos os cantos e rincões, até nos atos mais corriqueiros de nosso dia a dia, como subornar o guarda, etc e etc.
É um prefeito, que entra com um fusca e quase sem teto, e "aparece" pouco tempo depois com uma hillux equipada, um carrão de luxo com teto solar para os filhos se exibirem e um apartamento de frente para o mar, fora a ostentação de uma fazenda lotada de bois nelore de dar inveja a um pecuarista tradicional.
É um governador que "espalhou", e distribuiu seu poder para todos os familiares, transformando-os em vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, e, se facilitar, senadores. Uma vez no poder, toma posse do cargo como patrimônio, de modo eterno enquanto dure e para sempre, de pai para filho!
Esta casta, esta elite, cria toda forma de não largar o osso, inclusive leis encomendadas tal qual o "foro privilegiado" (obra e graça de FHC), maneira sutil de se livrar de instâncias inferiores e poder "cozinhar" o processo para o resto da vida, como no caso do "Mensalão" que perdurou por 7 anos no STF.
Para piorar, ou seja, para coroar tais desmandos e garantir a permanência infinitamente, os poderosos políticos criaram a estarrecedora (royalty para Dilma) e absurda "reeleição" (outra obra "eficaz" de FHC), armadilha bem bolada para estabelecer e premiar, nababescamente, as oligarquias familiares, as capitanias hereditárias.
Para dar fim a este desmando, surgiu, quase do nada (sem que ninguém esperasse), alguém, mais esperto, de modo correto e organizado, criando a operação "caça aos criminosos", denominada, "literalmente" lava jato, em homenagem à corrupção na Petrobras, em especial aos postos de combustíveis da citada exploradora de petróleo. E para culminar com a roubalheira e descobrir quem está por detrás das maracutaias, dispõem de uma ferramenta fundamental, básica, que dá lastro para esclarecer os "malfeitos", a delação premiada, tão temida por aqueles que podem, no futuro, serem vítimas de seus conluios e arranjos e de suas tramas telefônicas.
O ministério público federal, um juiz federal (para autorizar) e a polícia federal, para executa e investigar, encontraram um jeito peculiar para enquadrar os corruptos de plantão, ávidos pelo enriquecimento ilícito, useiros e vezeiros do propinoduto achacador em forma percentual combinado (5% s 30% de comissão).
O certo é que, os corruptos aparelharam com tanta força a Petrobras, que ela praticamente quebrou, obrigando as distribuidoras de combustíveis a repassarem ao consumidor o preço do desmando e do prejuízo.
Agora, com as gravações das escutas telefônicas tomando conta do "cenário", emergiram os comandantes e planejadores da extinção da Lava Jato, até "bolaram" um projeto fajuto de leniência das empresas, alternativa encontrada para boicotar o combate ao crime organizado.
A Lava Jato é, hoje, uma instituição a ser preservada a qualquer custo, custe o que custar. Ela é hoje o fantasma que aterroriza a bandidagem política, único instrumento capaz de dar um basta e um fim ao esquema de impunidade nas altas esferas. Sem ela, tudo voltaria ao normal, ao esquemão de livrar a cadeia dos marginais ditos políticos.

RESENHA EM CHARGES - (A CHARGE ONLINE)


Esta charge do Newton Silva foi feita originalmente para o
Folha de S. Paulo

Esta charge do Duke foi feita originalmente para o

Esta charge do Duke foi feita originalmente para o

RESULTADO GP DE MÔNACO 2016


domingo, 29 de maio de 2016

PALAVRAS "DITAS" DA MODA

Quando estudante lá em Manhuaçu, fazendo o Curso de Contabilidade (Ensino Médio), naquela época (já tem um bom tempo, né?), aprendi com meu professor de Português (infelizmente, me foge o nome), um Juiz de Direito de muito gabarito e conhecimento, a evitar (abominar, mesmo) o uso de palavras que estão na moda, os chamados vícios de linguagem. Esses vícios quando caem no gosto do povo pela repetição (à exaustão) se transformam numa "praga", numa epidemia. Exemplo? "Tipo assim" (esta é a primeira) "até porque" (a segunda), "enfim" (a terceira) e "então" (a quarta).
Uns tempos atrás, na épóca do programa humorístico "Balança mais não cai" e "Planeta dos Homens", o vício predominante era o "A NÍVEL DE" e "de repente", a ponto do Agildo Ribeiro juntar os dois, ironicamente, formando o "a nível de, de repente" em suas falas.
Hoje, colecionei nesta mesma página os principais bordões das novelas que ficaram na boca do povo, formando um sem número de vícios de linguagem, se bem que não feriam os ouvidos como o ATÉ PORQUE, o ENFIM, o TIPO ASSIM e o ENTÃO. Minha crítica vai se resumir nesses quatro. Poderia "nominar" outros, talvez centenas, uns "copiados" dos americanos, outros que surgiram de sucessos musicais, filmes, peças teatrais, por aí afora (evito o etc).
O até porque caiu nas graças de todo mundo, é repetido por uns e por todos, pelos letrados e poucos letrados. Os mais letrados gostam de repetir e terminar a conversa, quando a frase exigiria uns três pontinhos, com o enfim.
Então, para encerrar, tudo acaba em enfim, até porque, a nível de de repente, veja bem, por incrível que pareça, é isso mesmo.
Não digo mais nada pontual, é zona de conforto para quem vê o atual cenário. É a leitura que faço!
Um abraço (mesmo que a pessoa a quem o "abraço" se destina esteja bem à frente).
Haja coração!!!